Inflação: A Revanche

26 de abril de 2016

Elevação improdutiva da população

O mundo atualmente está sofrendo de duas tendências aparentemente opostas: Superpopulação e a “despopulação”! A primeira é causada pelo aumento da longevidade da população, enquanto a segunda é consequência da queda expressiva na taxa de natalidade, esse fenômeno observa-se no grupo cuja idade é inferior a 25 anos (exceto a África) e entre muitos com idade inferior a 45 anos.

Conclusão: Os idosos vivem décadas a mais que uma geração passada, porém seus filhos adultos estão tendo menos filhos. Os efeitos econômicos são enormes e sem nenhum precedente histórico. Nenhum dos modelos considerou um encolhimento da população jovem, com inexistência de renda, poupança, ou oportunidade de empregos para uma população que encolhe, contra um crescimento substantivo de idosos cuja vasta maioria depende de programas governamentais para seus planos de previdência insuficientes.

O gráfico a seguir é sobre o crescimento da população separado pelas nações da OECD (33 mais ricas nações representando 1,3 bilhões de pessoas), BRIICS (Brasil, Rússia, Índia, Indonésia, China, África do Sul, representando 3,4 bilhões de pessoas), e o ROW (Resto do mundo, representando aproximadamente 3 bilhões de pessoas).


Conclusões: 1) O crescimento da população mundial teve seu pico em 1988 e vem desacelerando desde então, com uma queda de 13%; 2) O crescimento está mudando do BRIICS para o ROW - resto do mundo.

Uma visão mais detalhada é apresentada a seguir, quando se compara o crescimento total da população versus o crescimento da população com idade inferior a 45 anos. As conclusões são que: 1) a população com idade inferior a 45 anos decresceu aproximadamente 60%; 2) Todo o crescimento líquido desse último grupo se dá nos países mais pobres – ROW.


O próximo gráfico mostra claramente como o número de pessoas idosas (> 75 anos), compradas a população infantil (0- 5 anos), vêm se acelerando e devem ter a mesma quantidade em 2050. Em termos econômicos esse tendência é crucial, pois enquanto em 1950 existiam 10 bebês para cada adulto, em 2050 essa proporção passará a 1 x 1!


Um sistema econômico cuja premissa é baseada em crescimento perpétuo está na eminência de encontrar graves problemas. A desaceleração inevitável do crescimento populacional foi o gatilho para que os bancos centrais incentivassem o crédito barato. Porém sua eficácia é questionável, uma vez que, a troca de compradores potenciais futuros por idosos, tem um efeito dramático no consumo.

Essa parece ser a forma correta de entender: porque o PIB vem enfraquecendo de forma continua; porque temos uma super oferta de commodities, agravado pela diminuição da demanda; porque os títulos do governo americano continuam a ter uma alta demanda, mesmo que, não haja um atrativo em termos de taxas de juros; porque as ações são demandadas (mesmo que pelo motivo errado); e porque a valorização dos metais é pífia em face de um ataque monetário.

No post um-ET-bate-sua-porta, fiz uma análise sobre o SP500: ... ” Os últimos indicadores que tenho visto, e que são consistentes com a opinião dos investidores, encontram-se ou com posição vendida na bolsa, ou menos expostos. Caso o mercado ultrapasse o nível de 2.100, a alta poderá ser expressiva, pois o mercado não sai do lugar faz praticamente um ano”...

Vejam o número de vezes que o SP500 testou o rompimento da área contida entre 2.100 -2.130 desde março de 2015. A grande diferença entre 2015 e agora, é o fato que está grifado acima, o que não ocorreu no ano passado.

Segundo estatística elaborada com os clientes do Bank of América, apresentada abaixo, todas as categorias de clientes, hedge funds, institucionais e pessoas físicas, apresentam fluxo negativo de recursos desde o final do ano passado. Vocês podem se perguntar quem estaria comprando. Uma parte são as recompras feitas pelas próprias empresas, e a outra, possivelmente os estrangeiros.

Em análise técnica essas informações são de valia secundária, o que importa mesmo são os preços, neles estão espelhadas as ações de todos os investidores. E por enquanto, o SP500 está suportando a venda dos grupos mencionados acima.

Como já enfatizei, se romper o intervalo entre 2.100 – 2.130, deverá subir forte. Vou propor um trade caso aconteça.

- David, o post hoje está meio confuso, se por um lado o mundo caminha para uma diminuição de consumo e crescimento, como você pode sugerir a compra de bolsa?

Vou responder com uma única frase: Como dizia Keynes, no longo prazo todos estaremos mortos! Com certeza em 2050 não estarei mais publicando o Mosca. Até lá, enjoy the run! Hahaha...

O SP500 fechou a 2.091, com alat de 0,19%; o USDBRL a R$ 3,5240, com baixa de 0,85%; o EURUSD a 1,1288, com alta de 0,21%; e o ouro a US$ 1.242, com alta de 0,42%.
Fique ligado!

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