Inflação: A Revanche

29 de abril de 2016

Mais estimulos


Para começar os comentários hoje, queria complementar um gráfico bastante interessante relacionado ao post elevação-improdutiva-da-população, que considero importante para a geração de nossos filhos. Vejam a seguir a comparação entre a pirâmide populacional na Índia e no Japão. Segundo as informações do post acima, pode-se esperar que a Índia também apresentará uma figura semelhante ao do Japão daqui a algumas décadas.


Fiquei pensando como será o mundo dominado por pessoas com menos recursos e sem muita educação. Não parece tranquilizador!

Ontem foi publicado o PIB americano e sem muito alarde o resultado foi pífio. A única previsão que acertou na mosca foi a do FED de Atlanta que cravou em suas projeções um crescimento de 0,5%, aliás, os acertos vem se tornando rotina ultimamente. O gráfico abaixo não deixa dúvidas que a queda do PIB americano tem uma tendência estrutural. Crescimento de 4% a.a. é coisa do passado, de agora em diante 2% a.a. pode ser o normal, se não for menor.

Mas tudo bem, os economistas consideram esse último trimestre, uma exceção uma vez que o consenso é de 2,5% para o trimestre em curso. Embora seja evidente a tendência de queda da atividade econômica americana junto com uma fragilidade global, poucos economistas acreditam numa recessão este ano. Mas será que dá para acreditar em suas previsões?

O gráfico acima questiona se não atingimos um pico do PIB neste mini-cíclo de alta, como vem acontecendo de forma consistente desde de 1950, notem que, o cálculo é feito com uma média móvel de 3 anos, a fim de suavizar o deslocamento. Caso isso seja verdade, implica que a economia americana tera um crescimento médio nos próximos três anos de -0,7%.

Existe uma crença que, a bolsa de valores antecipa o futuro, ou seja ela caí antes que uma recessão esteja acontecendo e sobe antes que o PIB aponte crescimento. Por tanto não adianta esperar a publicação do crescimento negativo para que o investidor tome uma atitude em relação ao seu portfólio.

Os resultados econômicos não são convincentes para uma política de juros mais apertada como quer o FED, isso do ponto de vista de crescimento. Por outro lado, o mercado de trabalho está próximo ao pleno emprego, embora esse é um indicador que reage com atraso. O momento de indecisão entre o mercado e os economistas parece fazer sentido, quem vai ganhar eu não sei, mas esses últimos não tem feito um bom trabalho.

No post a-caminho-da-radicalização, fiz alguns comentários sobre o euro: ...” O gráfico a seguir tem uma visão de curto prazo, e como pode se verificar, nestes últimos dias, ainda existe indefinição em qual será o rumo da moeda única”...

...” Como anotei, ao redor de 1,15, passa a ser o grande teste. Se o euro ultrapassar, é provável que iremos entrar num trade de compra. Inversamente, se cair abaixo de 1,1230, poderá estender mais a queda. Tenho uma preferência para esse último”...

Eu propositalmente grifei o último parágrafo acima para frisar meu possível erro, ao indicar uma preferência pela queda. No gráfico atualizado abaixo o euro está próximo do limite superior de 1,15.


Vejamos a diferença entre a análise fundamentalista e a técnica. Se eu estivesse usando a primeira em minhas previsões, poderia colocar uma série de justificativas para sugerir a venda do euro. Por exemplo bastaria citar as taxas de juros negativas praticadas em vários países europeus, além da injeção de recursos feita mensalmente pelo ECB.


Mas o mercado não está indicando desta maneira, ao contrário, o euro está próximo de romper uma barreira importante no nível de 1,15 e onde poderá ter muitas liquidações de posições vendidas em euro.

Então é melhor seguir o que se imagina ou o que se vê? A sua "opinião" ou as evidências do mercado?


Estou sugerindo uma operação de compra de euro a 1,1470 (no fechamento) com stop a 1,1330. As minhas respostas, as perguntas acima está implícita! Hahaha...


O SP500 fechou a 2.063, com queda de 0,51%; o USDBRL a R$ 3,4368, com queda de 1,45%; o EURUSD a 1,1452, com alta de 0,89%; e o ouro a US$ 1.293, com alta de 2,17%.
Fique ligado!

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