2018: Vestibular Político

25 de agosto de 2017

Fim de feira


O assunto sobre a saúde da economia americana continua em voga entre os comentários dos analistas. Um artigo publicado pela Bloomberg exterioriza a opinião de alguns bancos sobre em que ponto se encontra a economia, bem como o seu impacto na bolsa de valores. Extrai os principais argumentos da referida publicação.

O HSBC, Citigroup e Morgan Stanley veem evidências crescentes de que os mercados globais estão na última etapa de expansão antes de uma desaceleração do ciclo econômico.

Os analistas de Wall Street citam sinais sobre a baixa correlação de longo prazo entre ações, títulos e commodities, bem como o fato dos investidores estarem ignorando os fundamentos. Tudo significa que os mercados de ações e de crédito correm o risco de uma queda dolorosa.

"As ações tornaram-se menos correlacionadas com o câmbio, este por sua vez tornou-se menos correlacionado com os juros, e tudo se tornou menos sensível ao petróleo", escreveu Andrew Sheets, o principal estrategista do Morgan Stanley.

O modelo de seu banco mostra que ativos em todo o mundo estão nos menores níveis de correlação em quase uma década, mesmo depois que as ações americanas se juntaram ao crédito de alto rendimento - high yield - numa venda desencadeada este mês, pelo impasse político do presidente Donald Trump com a Coréia do Norte, bem como, a violência racial na Virgínia.


Tal como fizeram no período anterior à crise de 2007, os investidores avaliam os ativos com base nos riscos específicos e não levam em consideração informações mais amplas como os últimos de dados da indústria. Desta forma os investidores procuram desculpas para se manterem otimistas, as correlações tradicionais dentro e entre as classes de ativos tendem a se desafazer.

"Essas baixas macro e micro correlações confirmam a ideia de que estamos em um ambiente de ciclo tardio, e não é por acaso que a última vez que vimos essa sitaução foi 2005-07", escreveu Sheets.

Essa dinâmica também está ajudando a manter a volatilidade das ações, títulos e moedas muito baixa, alimentando o apetite de risco globalmente, de acordo com Morgan Stanley. Apesar das turbulências das últimas duas semanas, o Índice de Volatilidade - VIX -  continua no bom caminho para registrar um terceiro ano de declínios.

 
Para Savita Subramanian, estratégia quantitativa do Bank of America Merrill Lynch, o fato dos investidores não estarem prestando muita atenção aos lucros das empresas é outro sinal de que o rali global pode em breve ficar sem sustentação. Pela primeira vez desde meados dos anos 2000, as empresas que superaram as estimativas de lucros e vendas dos analistas, em 11 setores, acabaram não subindo despois do anuncio.

"Essa falta de reação poderia ser outro sinal de final do ciclo, sugerindo expectativas e posicionamento já mais do que refletir os bons resultados".

 
O estrategista macro da Oxford Economics Ltd., Gaurav Saroliya, aponta outro sinal vermelho para os otimistas. O valor agregado bruto das empresas não financeiras depois da inflação - uma medida do valor dos bens após ajustar os custos de produção - é agora negativo em relação ao mesmo período do ano anterior.

"O ciclo de lucros corporativos reais se transformou o suficiente para ser uma potencial fonte de preocupação nos próximos quatro trimestres", isso, juntamente com os valores das empresas situando-se entre as mais caras do mercado global, deveria preocupar os investidores em ações dos EUA".


O pensamento afirma que numa expansão clássica de ciclo maduro - uma economia com pleno emprego e uma diminuição de momentum - tende a ver uma queda nas margens de lucro das empresas. Os EUA estão no estágio maduro do ciclo - 80 % desde a conclusão da última queda - baseado em padrões de margem que remontam à década de 1950, de acordo com a Societe Generale AS


Depois de concluir que os mercados de crédito estão superaquecidos, o chefe global de pesquisa de renda fixa do HSBC, Steven Major, orientou os clientes a diminuir suas participações em títulos corporativos europeus no início deste mês. Os prémios não compensam os investidores pela perspectiva de perdas de capital, riscos de liquidez, e aumento da volatilidade.

Os analistas do Citigroup também dizem que os mercados estão próximos de entrar em um pico de ciclo maduro, antes que uma recessão empurre as ações e títulos para um mercado de baixa.

Os spreads podem se elevar nos próximos meses, graças ao declínio do estímulo do FED aliado ao fato dos investidores estarem preocupados com a elevada alavancagem corporativa. Mas, as ações provavelmente poderão subir em parte devido às recompras efetuadas pelos gestores das empresas.

Esse racional parece de acordo com minha visão técnica sobre o SP500, onde depois da correção que estou aguardando no curto prazo, uma nova alta se sucederia com novos recordes de preços. Só depois disso, uma queda mais expressiva deveria acontecer.

Vamos passo a passo, por enquanto aguardo uma correção pequena.

No post emergentes-de-mãos-dadas, fiz os seguintes comentários obre os juros de 10 anos: ...” para o pessoal altista de juros, onde o Mosca se inclui, sobrou somente a última trincheira, que corresponde ao intervalo de 2,10% - 2,17%. Se essa barreira não for suficiente para segurar os baixistas, os juros irão para 2,0%, e se mesmo assim não aguentar depois para 1,82%” ...


Nesta semana, os juros chegaram a adentrar na região que denominei de a última trincheira, durante a semana tocou em 2.16%, e agora se encontra muito próximo a 2,19%. Como amplamente noticiado e comentado no post de hoje, as declarações de Yellen e Mario Draghi durante o dia, poderão dar um final a essa dúvida que se espelha nesse mercado.


O discurso da Yellen de 19 páginas não teve nenhuma menção sobre o que pretende fazer com os juros. A interpretação do mercado foi que vale a situação que prevalecia antes, fazendo a bolsa subir levemente e o dólar cair. Em relação a apresentação do Mario Draghi não disse uma palavra sobre o euro, diferente do que tinha feito antes onde tentou derrubar a moeda única no grito. O mercado entendeu que vale então as forças de mercado.

Tudo isso impulsionou as cotações do euro que ultrapassou a máxima recente. Em função disso, os trades que estavam pendentes foram cancelados. No final de semana vou fazer uma análise mais detalhada, mas se o rompimento de hoje não for um false break, se pode esperar mais altas, como era minha expectativa.

 Let´s the market speak!

Para melhorar a tabela de resultados retirei os trades que foram cancelados, estava atrapalhando o visual e não acrescentava nenhuma informação.

O SP500 fechou a 2.443, com alta de 0,17%; o USDBRL a R$ 3,1523, com alta de 0,16%; o EURUSD a € 1,1915, com alta de 1,00%; e o ouro a U$ 1.290, com alta de 0,35%.

Fique ligado!

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