2018: Vestibular Político

17 de agosto de 2017

O que fazer Yellen?


A minuta do FED divulgada ontem no final da tarde, não deixa dúvidas como seus membros estão divididos em relação a alta de juros prevista para acontecer em dezembro. O tema é o mesmo, se o mercado de trabalho está próximo do pleno emprego, por que os salários não sobem de maneira a afetar a inflação.

O Mosca, bem como inúmeros analistas, tem se debruçado sobre essa questão, sem que haja uma evidencia mais clara. Os membros da autoridade monetária que estão em dúvida, levantam a hipótese de que mudanças na economia estariam causando essa distorção – será que eles leram o post? otimização.

Como não haverá respostas no curto prazo, o FED será conduzido por “voo visual” reagindo conforme os dados forem publicados, e como já havia mencionado, até dezembro ainda tem um bom tempo. Então, mãos na massa! O Citibank atualizou seu gráfico de surpresas econômicas apresentados aqui em diversas ocasiões. Como se pode notar, houve uma melhora nos últimos meses sem que tenha atingido o nível neutro.


O PIB projetado pelo FED de Atlanta se mantem em nível elevado, próximo a 4%, e acima da projeção dos analistas.


Sabemos que a economia americana é fortemente dependente do consumo – 70% do PIB -assim existe uma forte relação de causa efeito entre essas variáveis. Desta forma, sem aumento do rendimento dos trabalhadores, o PIB é afetado. O gráfico a seguir mostra essa relação, e parece que um novo patamar foi estabelecido.

 
E o tão debatido juro real neutra, quando calculado pelo modelo apresentado por Laubach-Williams - extraído de um estudo acadêmico elaborado por esses dois economistas - encontra-se em -0,2%, muito próximo dos resultados que se pode calcular da taxa de juros do mercado.




Existem situações na vida onde é necessário tomar uma decisão mesmo que o melhor caminho não pareça claro. A reação mais comum nestes casos e ficar parado, aguardando mais informações. É horrível esses momentos. Ao se decidir por uma opção, o alívio é imediato. No caso da Yellen não é tão angustiante pois a decisão será tomada por um colegiado, embora as consequências se houveram, serão de sua responsabilidade.

As implicações poderão ser as seguintes; um aumento de juros desnecessários pode abortar o crescimento tênue atual, uma postergação pode gerar ações mais fortes no futuro, se realmente a inflação está se materializando. Se eu estivesse em seu lugar tenderia a aumentar os juros. O motivo é que o nível é tão baixo hoje que não deveria ter um impacto mais importante na atividade, mesmo no primeiro caso. Mas tem risco, como tudo na vida.

O gráfico a seguir ajuda a explicar porque o aumento de consumo na China será muito demorado. Com atitudes diferentes da maioria dos países, os chineses têm uma propensão maior em poupar, e como consequência, menor em consumir. Isso não se altera do dia para noite, demora anos ou talvez décadas.


No post arrumado-casa, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” vou propor dois níveis de compra colocando ½ em cada um. O primeiro seria a € 1,157 enquanto o segundo a € 1,1370, e o stoploss colocado a € 1,10. Quero enfatizar que não tenho confirmação que essa correção acontecerá da maneira que estou esperando” ...


A correção parece estar em curso sem muito entusiasmo. Hoje pela manhã a moeda única atingiu a cotação de € 1,1660, ainda acima dos parâmetros que indiquei.


Assim como a Yellen, o Mosca está parado aguardando pacientemente seus níveis serem alcançados. No meu caso, comprar agora não seria uma boa decisão, pois teria que colocar o stoploss num nível muito baixo. Porém é importante que o leitor saiba que acredito em novas altas da moeda única mais à frente.

Os dados publicados da Europa sobre o PIB corroboram o otimismo. O BCE terá que em algum momento alterar sua política monetária, deixando de teimar com taxas de juros punitivas.


Até a França está saindo da letargia, agora com Neymar defendendo o PSG, talvez possam disputar de igual para igual com os espanhóis! Eu não acredito, mas quem sabe!

O SP500 fechou a 2.430, com queda de 1,54%; o USDBRL a R$ 3,1741, com alta de 0,71%; o EURUSD a € 1,1723, com queda de 0,37%; e o ouro a U$ 1,287, com alta de 0,38%.

Fique ligado!

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