2020: O risco vai compensar?

30 de setembro de 2019

Primeiro Lugar



A autoestima dos brasileiros é bastante baixa. Uma reflexão sobre os motivos nos leva a algumas hipóteses: será fruto de décadas de admiração dos importados? (quando eu era jovem qualquer produto americano era considerado o máximo, lembram da calça Lee?); será a elevada corrupção que vivemos nessas últimas décadas? (ou desde 1500!); ou serão os resultados globais, onde na grande maioria das vezes nos encontramos nos últimos lugares?

Vocês devem estar curiosos para saber o que teria feito o Mosca escolher esse título? Pois bem, a Bloomberg realizou um trabalho para identificar qual seria a moeda mais beneficiada caso um acordo entre EUA e China for assinado.

O real será a moeda emergente mais forte no caso de um acordo, enquanto o baht tailandês e o shekel israelense estão entre os que menos responderem, mostra uma análise da Bloomberg.

Com base na sensibilidade ao yuan, durante os períodos de mercados direcionados pelo fluxo de notícias comerciais, as moedas exportadoras de commodities, incluindo o peso chileno e o rublo russo, mostraram os movimentos mais consistentes e maiores. As moedas asiáticas, incluindo o won e o ringgit, também mostram movimentos consistentemente grandes, enquanto os classificados na parte inferior eram todos importadores de commodities de menor rendimento.


Os investidores estão se preparando para o resultado da última rodada de negociações de alto nível entre as duas maiores economias do mundo, que devem ocorrer durante a semana de 7 de outubro.

O estudo de 19 moedas abrange períodos a partir de meados de 2017, quando o yuan moveu 2% ou mais em um curto período de tempo. Abaixo está uma tabela mostrando os resultados da análise.


Interessante, mas será que poderíamos concluir o inverso, ou seja, se não houver acordo ficaríamos em ultimo lugar? É provável que sim, e se isso acontecesse as obervações do Mosca ficaria mais consistente com a posição brasileira dos últimos anos: Último lugar!

Mas nem tudo é desanimo, na ultima sexta feira participei de uma apresentação do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, um executivo com vasta carreira no setor privado, além de uma formação internacional em economia na Universidade da Califórnia. Fiquei muito bem impressionado, seu conhecimento profundo de mercado financeiro, calcado de uma equipe de mesmo nível que lhe dá suporte. está dando continuidade ao trabalho de Ilan Goldfajn.

Essa continuidade é algo inusitado nos cargos públicos brasileiros. Normalmente quem entra destruía o trabalho anterior, além dos objetivos pessoais não serem muito claros. Sobre o câmbio, enfatizou que a desvalorização recente da nossa moeda é fruto do movimento do dólar no exterior, e que desta vez, apresentou uma característica diferente. Normalmente acontecia a abertura dos spreads de risco nos títulos soberanos, e desta vez ocorreu ao contrário.

Além desse fator, citou a arbitragem que vem ocorrendo. As empresas locais se aproveitam de um custo de credito interno mais vantajosos que a cotação de seus títulos no mercado internacional. Desta forma, estão tomando empréstimo localmente para recomprar suas dividas no exterior, pressionando o câmbio.

Tudo que se lê relativo a Europa tem um caráter negativo. Por exemplo, o nível de confiança em diversos países seguem trajetória de queda sem que haja alguma indicação indicações de reversão.


Com taxas de juros negativa em praticamente todos os países da região, seria de se supor que, o nível de poupança estivesse caindo, ou pelo menos, buscando outros investimentos (imóveis, títulos de outros países). Mas surpreendentemente não é o que vem acontecendo, a taxa de poupança está se mantendo!


No post o-voto-do-robô, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ... “   Se minha ideia em termos de análise técnica estiver correta, estaria faltando uma pequena correção para poder seguir no seu caminho da alta” ...
O gráfico com janela mensal a seguir visa dar uma ideia de mais longo prazo aos leitores conforme havia mencionado no post acima. O primeiro objetivo situa-se a R$ 4,40. Como existe uma confluência de duas medidas, esse nível passa a ser o mais provável. Em ultrapassando, o próximo patamar seria em R$ 4,90.

No curto prazo a situação continua indefinida, pois não houve o rompimento do nível máximo de R$ 4,1940, nem tampouco o mercado recou, mantendo-se próximo do patamar superior.

O Mosca continua com a mesma estratégia, compra acima de R$ 4,20 caso aconteça o rompimento observando o cuidado de não ocorrer um false break, ou numa queda ao redor de R$ 4,00. Nos preços atuais continuamos de espectador.

O SP500 fechou a 2.976, com alta de 0,50%; o USDBRL a R$ 4,1556, com queda de 0,12%; o EURUSD a 1,0896, com queda de 0,37%; e o ouro a U$ 1.472, com queda de 1,59%.

Fique ligado!

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