Inflação: A Revanche

19 de agosto de 2015

A história se repete?

Existem grandes controvérsias da frase "a história se repete". Já li diversos analistas que acreditam e outros que não acreditam. Eu não tenho uma opinião formada. Vamos separar este assunto sob dois ângulos: Inicialmente uma análise histórica tenderia a rejeitar a frase, uma vez que, normalmente as situações a se comparar, são muito diferentes no tempo, recusado! Já do ponto de vista de análise técnica, faz parte da teoria a repetição de movimentos, variando somente a magnitude, aprovado!

O assunto que trago hoje é um gráfico que sobrepõe o movimento do SP500 em 1937, com o atual, vejam a seguir.
Inegavelmente semelhantes! E tem mais, a situação econômica também se assemelha, haja visto que os USA estavam beirando a deflação e não havia se recuperado da crise de 1929. Estamos atentos aos movimentos desse índice como venho alertando em vários posts recentemente.

Continuando neste assunto, vamos analisar alguns dados econômicos e técnicos. Inicialmente, verificando o que está prevendo o FED de Atlanta para o PIB neste 3º trimestre.
Como de costume, os analistas começam mais otimistas e com o passar do tempo, as projeções se alinham, normalmente para baixo.

O próximo gráfico é incrível, vejam como os analistas vem superestimando suas projeções de crescimento para economia americana.

Isso me faz lembrar que no final dos anos 70, quando eu trabalhava no BFB, a cada final de ano era solicitado que cada área que fizesse a projeção da inflação futura. Num determinado ano, com a inflação terminando em 50% a.a., as projeções eram 40%, 30% e 20% para os três anos seguintes. Ao terminar este ano a inflação, ao invés de cair subia, ficando em 100%. As novas projeções para o anos seguintes eram: 70%, 50%, 40%. Nem preciso continuar, acontecia como o caso dos analistas americanos. Acho que tanto eu como eles, estávamos torcendo.

Já faz um bom tempo que não publico o gráfico que compara a evolução do SP500 com o VIX, índice que mede a volatilidade da bolsa, nos últimos 25 anos.


Apenas pelo fato desta última alta já durar sete anos, enquanto as outras tiveram uma duração de cinco anos, a volatilidade encontra-se nas mínimas, não indicando nenhum temor do mercado. É bem verdade, que os BC's turbinaram o mundo com montanhas, ou melhor, oceanos de liquidez!

E para terminar, o mercado acredita praticamente com certeza que setembro o FED elevará os juros.
Let´s see!

Como anda o Ibovespa? Mal! No post safe-heaven-chinês, fiz os seguintes comentários: ...abrindo espaço para o índice buscar os 40.000 pontos que venho projetando. Não deve ser uma linha reta, mas um caminho mais tortuoso... ...para aqueles que acreditam que já caiu muito e que estamos numa boa oportunidade de compra, como me foi indagado por um leitor, sugiro calma. Para esses mais afoitos, e que normalmente usam a frase cliché/enganosa "quanto eu posso perder?". Minha resposta é lacônica, 100% do que você colocou! Hahahaha....
Algumas inferências sobre o gráfico, o mais importante é que o movimento destacado em azul é uma correção, isso tem duas implicações: Primeiro que não se tem ideia como é sua evolução, fixam-se os parâmetros; e segundo que ao terminar esse movimento, o outro que se sucederá será inverso. Com isso na cabeça, continuo com o target de 40.000, mas atento à mudanças, pode não chegar lá. No curto prazo, se cair abaixo de 44.000 pontos, a chance do meu objetivo aumenta bem.

Para quem está vendido, vai subindo o stop, cautela daqui em diante é importante. E quanto ao leitor que citei acima, já valeu esperar um pouco mais, continue esperando, parece que não chegou o momento de compra.

O SP500 fechou a 2.096, com 0,26% de queda; o USDBRL a R$ 3,4678, com queda de 0,46%; o EURUSD a 1,1018, com queda de 0,53%; e o ouro a US$ 1.118, sem variação.
Fique ligado!

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