Inflação: A Revanche

25 de agosto de 2015

Panico nas nuvens

É impossível não haja um comentário sobre a China em qualquer meio de comunicação. Existe uma crença nos mercados que, quando o assunto vira capa de revista ou manchete de televisão, é hora de apostar ao contrário, o racional é que já está tudo no preço. William Bonner, ao apresentar o Jornal nacional ontem, ficou com a missão de explicar o motivo da derrocada das bolsas ao redor do mundo. Ele não tem culpa, mas é simplesmente impossível, em alguns minutos explicar os motivos da queda, afinal quais seriam eles mesmo? Muitas explicações foram dadas, algumas fazem sentido, outras não, mas prefiro a de meu ex-sócio para situações como esta, o motivo é o preço!

Uma foto interessante publicada a do twitter enviado por uma jovem trader a seu grupo de contatos.
O que ela provavelmente estava se referindo é a queda expressiva das bolsas, mas a conclusão mais importante desta ilustração, é que não existe mais diversificação, os mercados sobem de forma não tão sincronizadas mas caem de forma coordenada. Os modelos de finanças acadêmicos, estão prestes a se tornarem de pouca utilidade, diversificar para quê?

Outra grande mudança dos tempos atuais, é que em situações semelhantes, inúmeras fotos dos operadores eram publicadas, com expressões de desespero, e em momentos de muitíssimo stress, até as ações extremas da perda da vida. Veja como é hoje.
Eis aí, um dos locais onde milhares de ordens foram executadas sem piedade, realizando prejuízos significativos, uma vez que, várias ordens de stoploss foram executadas. Se houve suicídio, foram dos bytes! Hahahaha...

A bolsa da China caiu esta noite mais 7,63%, veja no gráfico com a sua evolução (!) nos últimos 12 meses, e a queda espetacular desde junho.
Mas o BC da China fez um movimento, anunciando no final do dia, um corte nas taxas de empréstimos em 0,25%, passando agora para 4,6% a.a., além de reduzir na mesma intensidade às taxas para depósito, situando-se em 1,75% a.a e uma injeção de liquidez no sistema bancário com a diminuição das reservas em 50 pontos básicos. O mercado se animou com a medida, e as bolsas na Europa e os futuros dos USA, operam em alta pela manhã.
Então, agora está tudo pronto para a retomada? Acho prematuro qualquer conclusão. Minha experiência diz que em situações de tanta volatilidade, altas ocasionais são sucedidas por novas quedas. E a razão é simples, o pessoal que estava vendido recompra suas posições, e alguns especuladores compram com o argumento oportunístico - caiu muito. Mas a alta dá a oportunidade para uns cem outros investidores, que ficaram paralisados, e que podem agir a partir desses preços mais elevados. Conclusão: Até que o mercado se estabilize, se é que vai se estabilizar, quem manda é o emocional, ou seja, a análise técnica.

Já que é assim, vamos ao euro. No post china-o-epicentro-financeiro, eu comentei: ...Tanto no euro como no ouro, devo sugerir trades de compra dentro em breve. Estou aguardando melhores níveis de entrada, aguardem...


Chegou a hora do euro, minha sugestão é comprar 1/2 posição a 1,1360 e a outra metade a 1,1280, com um stoploss a 1,1210. Estamos arriscando 1% para buscar  4,5%, se o euro chegar a 1,185. Vamos ver como se comporta nos próximos dias. Quanto ao ouro, ainda não está claro um trade a ser sugerido.

O SP500 fechou a 1.867, com queda de 1,35%; o USDBRL a R$ 3,6172, com alta de 1,84%; o EURUSD a 1,1514, com queda de 0,71%; o ouro a US$ 1.140, com queda de 1,14%.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário