Inflação: A Revanche

7 de agosto de 2015

some # same

A informação mais esperado da semana acabou de ser publicada, e se você acha que é a carta de demissão da Dilma, ainda não é! Hahahaha.... O que eu me refiro são os dados de emprego nos USA. Foram criados 215.000 novas vagas e a taxa de desemprego ficou em 5,3% (estável).
Já os salários tiveram um aumento de 0,2% no mês e 2,1% em bases anuais, quando o esperado era 2,3% a.a.
No último comunicado do FED, o comitê frisou que estava esperando "some" melhoras no mercado de trabalho e este relatório, na melhor das hipóteses, aponta para "same". Já no campo da inflação, terão dificuldade em acreditar que a taxa caminha para seu objetivo de 2% a.a. Com as commodities caindo sem parar, é razoável esperar índices negativos de inflação nos próximos meses. O gráfico a seguir dá uma boa ideia a velocidade da queda em 2015, comparada com 2014.
Mas tudo bem, a Yellen e sua turma podem continuar suas férias, pois a próxima reunião do FED será no final de setembro, e até lá uma nova rodada de dados serão publicados.

Ao acompanhar a evolução das cotações do dólar contra o real, nestes últimos dias, sente-se algo ruim, semelhante à de uma ação de seu portfólio que cai muito. E o por que isso, mesmo não tendo nenhuma posição de dólar? Na verdade existe um fato real, pois no fundo ficamos mais pobres, além da sensação de perda do controle. Mas não fiquem tristes, muitos outros países passam por situações similares, o gráfico a seguir aponta a desvalorização cambial desde 2012.
É verdade que estamos na zona de rebaixamento, mas não escapou ninguém, ou melhor, menos o yuan chinês e o shekel israelense.

Nos últimos dias vem correndo pelas redes sociais, vídeos e gravações com detalhes de uma eventual renúncia da Presidente Dilma. Como sua "despopularidade" encontra-se nas alturas, é o que a maioria está querendo. Diz se até, que a carta já está redigida. Classifico tudo isso como torcida, não acredito que a situação chegou a esse ponto. Em todo caso, existe um evento próximo que pode dar uma ideia melhor dessa possibilidade, a manifestação do dia 16/08. Tenho minhas dúvidas se será um sucesso.

No post replay, fiz os seguintes comentários sobre o real: ...Estimo uma alta ao redor de R$ 3,50/3,55 e depois deste patamar um período de várias semanas de quedas do dólar para um nível ao redor de R$ 3,00/2,90, a ser melhor calculado mais a frente, uns 6% das cotações atuais...
E foi exatamente onde as cotações foram ontem, atingindo a máxima de R$ 3,5697.

- Boa David, agora quero ver se tem coragem de vender dólares! Hahaha....
Acho que preciso repetir que investir não é coisa de ter ou não coragem, não se faz pela emoção. O que sempre se avalia, qual é o risco x retorno. Eu disse acima que, depois de atingir os R$ 3,50/3,55 seria esperado uma queda de algumas semanas. Mas antes de se aventurar, é necessário algumas evidências, que por enquanto, ainda não se concretizaram.

O BCB anunciou ontem que ao invés de rolar 60% dos swaps que vencem em setembro, vai rolar 100%. Deu um sinal que está incomodado com o nível e/ou a velocidade da alta. Na minha opinião eles deveriam vender a moeda, teria um efeito muito maior.

Então, por enquanto sugiro a quem seguiu minha recomendação de compra, a uma das seguintes alternativas: a) Liquidar a posição com um lucro de aproximadamente 6%; ou b) subir o stop para R$ 3,43.

O SP500 fechou a 2.077, com baixa de 0,29%; USDBRL a R$ 3,5057, com baixa de 0,69%; o EURUSD a 1,0965, com alta de 0,37%; e o ouro a US$ 1.093, com alta de 0,44%.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário