Inflação: A Revanche

4 de setembro de 2015

Empresa S.Ó.

- David, tem um erro no título de hoje, você escreveu S.Ó., ao invés de S.A.
Depois do Mosca completar quatro anos de existência, acho que é a primeira vez que você começa o post. A conclusão que posso tirar é que continua bem atento, mas as vezes muito afoito. Sua observação parece não estar errada, mas vou explicar mais a frente. Relaxa!

Foram publicados os dados de emprego nos USA, com a criação de 173 mil novas vagas, abaixo da expectativa do mercado que era de 217 mil. Com o relatório mensal é informado a revisão dos meses anteriores, que nesse caso, adicionou 44 mil vagas. A taxa de desemprego caiu de 5,3% para 5,1%, nível mais baixo desde a recessão de 2009 e muito próximo do que se considera pleno emprego.
Outro dado importante é o relativo aos salários, que subiram 0,3%, acima da expectativa do mercado que era de 0,2%. A média anual elevou-se para 2,5%, o melhor nível desde fevereiro deste ano.

A primeira vista existe uma inconsistência nos dados, como uma criação de vagas, abaixo da necessidade mínima de empregos, que é da ordem de 200 a 250 mil/mês - oriundos do crescimento da população, poderia acarretar numa queda da taxa de desemprego? A resposta é que 261 mil americanos abandonaram o mercado de trabalho. O total de americanos fora da força de trabalho é de 94 milhões, sendo que desde a recessão de 2009 acumulou-se 14,9 milhões deste total.

Pesquisei no Google em que lugar estaria um país com 94 milhões de habitantes. Ficaria logo após as Filipinas, mas a frente da Alemanha, França, Itália, Coréia do Sul, para citar alguns. Enquanto os USA, ex-"sem empregos", perderia somente um posto. É muita gente!

Mas uma coisa me incomoda já faz muito tempo, e não consigo uma resposta convincente: De que vivem estes 94 milhões? Depois de mais de seis anos que a recessão terminou, não compro a ideia que eles saíram do mercado de trabalho e não encontram colocação. Vivem do que? Quem sustenta?

Fiquei imaginando algumas hipóteses: vivem às custas dos pais, será?; criam micro empresas, mas neste caso estariam contabilizados como no mercado de trabalho. De repente tive um lampejo: com a evolução da tecnologia, muitos trabalhos podem ser feitos a distância, não necessitando a presença física. Por exemplo, quem quiser desenvolver aplicativos para os celulares pode trabalhar debaixo de seu cobertor. Continuando neste raciocínio, o trabalho pode ser por tarefa. Além do mais, existe uma série de vantagens financeiras para o desenvolvedor e para empresa que adquiri.

É natural que não existam 94 milhões de programadores trabalhando em aplicativos, devem existir outras áreas de atuação, além de outra parcela, que vivem de "Family Bag". Se meu devaneio for algo real e substancial, então o FED deve ficar preocupado, pois existe um emprego "invisível" não capturado pelas estatísticas atuais. Assim pode existir um novo tipo de companhia, a Empresa S.Ó. com apenas um funcionário e dono. Faz sentido? Será que só eu enxerguei isso? Parece difícil de acreditar, mas o Mosca estaria totalmente enquadrado nesta categoria, e se um dia eu abrir o Capital o nome oficial será Mosca S.Ó. Hahahaha...

Para quem acompanha o Mosca desde o início, deve ter notado que não tenho comentado sobre dois assuntos: Santos e Apple. O que eles têm em comum? Ambos tem um viés emocional, eu admito. O primeiro é aceitável, afinal não afeta o bolso de ninguém, no máximo um almoço aqui e outro ali, mas o segundo não é admissível. Na verdade não é bem assim, pois também não fiquei no emocional teimando.

Durante alguns meses eu acreditava que as ações da Apple estavam num movimento de baixa e esperava preços menores para comprar, nunca achei que iria virar pó! No gráfico a seguir. marquei a trajetória durante o período que acompanhei com mais frequência.
Para vocês entenderem meu erro, eu imaginava que estas ações iriam ter a trajetória anotada em verde. O que acabou não acontecendo, foi a queda pontilhada onde eu esperava comprar, depois deixei o barco correr. As ações atingiram um pico em julho deste ano a US$ 132, e a partir daí caíram, até atingir uma mínima de US$ 92, no Black Monday. Uma queda nada desprezível de 30%.

Outro erro que cometi foi achar que a Samsung era a ameaça que derrubaria as ações da Apple, nem fez cócegas, e o número de Iphones continuou a crescer indicando a preferência do público.

Onde nos encontramos agora? Do ponto de vista técnico as ações não estão "quentes" como antes, alguns sinais de fraqueza já podem ser identificados, mas anotei no gráfico um ponto que se rompido, mais quedas podem ser esperadas. Esse nível é ao redor de US$ 90.

- David, você está "mordido" pelo fato de usar um Samsung, é ser praticamente o único em seu círculo de amizade. Fica um pouco constrangido por isso. Joga a toalha e faça como eu, compre um Apple! Hahahaha...
Isso é traição! Hahahaha... Mas eu vou dizer de onde pode vir a maior ameaça para a Apple, ela se chama Xaomi. Uma empresa chinesa, para variar, que já produz um smartphone igualzinho ao Apple pela metade do preço. E antes que você me interrompa, se preço não é importante, pergunte a Mercedes o que aconteceu com suas vendas nos anos 90, quando a Lexus lançou um automóvel de luxo pela metade do preço! Preço é preço. Das ações aos carros, nenhum leva desaforo!

O SP500 fechou a 1.921, com baixa de 1,53%; o USDBRL a R$ 3,8439, com alta de 2,96%, entrando agora na zona de perigo; o EURUSD a 1,1146, com alta de 0,22%; e o ouro a 1.122, com baixa de 0,17%.
Fique ligado!

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