Inflação: A Revanche

9 de setembro de 2015

A Europa está na "moita"

As notícias recentes tem deixado a Europa de lado, depois que a Grécia deixou de ser um problema. A China tomou a dianteira das manchetes como o grande problema da vez. Esta noite a bolsa de Tókio subiu a bagatela de 7,71%. Vocês podem se perguntar qual o motivo, sempre tem que ter um. FED, o mercado espera que não haja aumento de juros em setembro. Uma outra interpretação que simpatizo mais, é dada por um Banco de Investimentos, que apontam o fato de vários fundos estarem vendidos na bolsa, esperando que a Bolsa Chinesa continuasse caindo, o que acabou não acontecendo nos últimos dois dias.

Voltando a Europa, embora o mercado dê como certo que a Grécia irá renegociar sua dívida com o BCE e FMI, ainda existem alguns pontos que são necessitam ser acordados, inclusive quem será o novo Primeiro-Ministro. Os dados do PIB mostrados a seguir, não são suficientes para que se fique eufórico, mas longe de serem depressivos, como pintava o quadro no ano passado.
Numa análise individual de cada país, os resultados já mostram disparidades. Desconsiderando a Alemanha que dita o tom da zona pelo seu tamanho, chama a atenção a performance da Espanha pelo lado positivo e a França pelo lado negativo.
Sobre a Espanha um conflito interno vem se desenvolvendo, com a Catalunha clamando sua independência sobre o estado espanhol. Sem me alongar sobre este assunto, uma vez que não conheço, só queria acrescentar que, quando estive certa vez em vista a esse país, perguntei por que dessa disputa a um Catalão, e ele me respondeu: ..."Nós é que trabalhamos para sustentar os outros espanhóis que não fazem nada"... Naquele momento refleti em vários paralelos brasileiros e entendi a demanda. Está tudo organizado para que no dia 9 de novembro a região da Catalunha realize uma referendo questionando a sua separação da Espanha. Essa decisão desafia o governo central e a alta corte da Justiça.

Dois países ao redor do planeta continuam batendo recordes em sua balança comercial, um auxiliado pela desvalorização da moeda em relação ao dólar e outro não. Adivinhem quem são?

Então, o primeiro que é mais lógico, a Alemanha que continua firme e forte, em sua escalada desde o tombo parcial que ocorreu em 2009. Para ser sincero, o câmbio nem fez tanta diferença assim, pois o euro nesse período oscilou entre 1,40 - 1,20, e mais recentemente está no patamar de 1,10.

O outro, que não teve nenhum incentivo do câmbio e que deveria já ter invertido sua curva para possibilitar uma elevação do consumo interno, a China!


Se é porque as exportações caíram menos que as importações, tanto faz, o que acaba acontecendo é que vem sempre crescendo, atingindo saldos anuais equivalente ao PIB de países como a Suécia, Bélgica e Noruega. Este é o grande diferencial entre ela e o restante dos países, como o Brasil. No caso da China, as reservas são feitas com "recursos próprios", não precisam ser devolvidos, ao contrário, casos como o Brasil, as mesmas reservas são feitas com "recursos de terceiros", onde podem sair a qualquer momento.

No post foi-só-um-susto, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ... a correção que eu esperava até 1,18 pode ser abortada e abre novamente a possibilidade do euro voltar a cair abaixo das mínimas de 1,045. Meu comentário visa prepara-lós para qualquer cenário, e não ficarem imaginando que tenho alguma predileção pelo cenário de alta. Como sempre frisei, a ideia é que o euro ainda está em queda e teríamos uma chance de pegar uma carona na alta... Naquele momento ainda tínhamos uma posição comprada que foi liquidada logo em seguida. O que aconteceu desde então? Nada! Veja a seguir.

Como este gráfico é de curto prazo, não é possível ter-se uma visão mais ampla. Mas também nem vale a pena incluí-lo aqui, pois de nada alteraria as observações que coloquei acima. Neste ativo não se tem nada a fazer mesmo! 

Já no ouro, hoje pela manhã o metal atingiu a cotação que sugeri uma compra a US$ 1.110, com um stop a US$ 1.075. Nada maravilhoso, apenas mais um trade em cima dos parâmetros técnicos e que apresenta um bom risco x retorno. Let´s see!

O SP500 fechou a 1.942, com queda de 1,39%; o USDBRL a R$ 3,778, com queda de 1,07%; o EURUSD a 1,1204, sem variação; e o ouro a US$ 1.106, com queda de 1,37%.
Fique ligado!

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