Inflação: A Revanche

30 de setembro de 2015

Boa ou má deflação?

Um assunto tratado pelo Mosca muitas vezes, foi a diferença entre a deflação boa e a má. Sem querer ser repetitivo, a boa é quando os preços caem, mas a atividade econômica é positiva, e má quando essa última é negativa. A Revolução Industrial é um exemplo de como a deflação pode ser positiva. Muita polêmica existe sobre quando começou a substituição da produção artesanal por novos processos de manufatura. Na verdade existiram duas Revoluções, a primeira entre 1760 a 1830 e a segunda entre 1840 a 1870, quando aí sim, o progresso tecnológico e econômico ganhou força.

Mas mudanças como essa não são feitas "numa boa", mesmo que tenha havido grandes benefícios para humanidade, vários negócios foram a banca rota. Pode-se citar a crise bancária de Viena, quebra do mercado imobiliário francês, crise na bolsa de Nova York; quebra de empresas ferroviárias: Northern Pacific e Union Pacific. No gráfico a seguir pode-se ter uma ideia de como evoluíram os preços na economia mais importante naquele momento, a Inglesa.
Mas por que trago este assunto agora? Porque é sempre bom observar os dois lados da moeda, a fim de que não se crie um viés que pode estar errado. Ontem comentei sobre a queda generalizada dos preços das commodities, e hoje poderia acrescentar mais algumas matérias primas que se somariam a lista.

O que me levou a pensar na deflação positiva foram os dados publicados na Europa. Vejam a seguir os níveis de inflação na Alemanha e Espanha.

Não é bem isso que o Super Mário gostaria de ver, pois depois de inúmeros helicópteros espalhados pelo céus do Continente Europeu, esse indicador não está dando os sinais desejados.

Por outro lado, seria de se esperar que o sentimento dos empresários e consumidores estivessem ruins, mas não é o que está acontecendo, pelo contrário, vem melhorando consistentemente.
Como podemos interpretar essas informações? A deflação está caminhando e é uma questão de tempo para os consumidores e empresários retraírem, pois haverá quebradeira de empresas e aumento de desemprego, ou essa melhoria de consumo irá provocar uma alta de inflação no futuro?

As apostas estão aí, não é para menos que as bolsas encontram-se num momento delicado, na dúvida para qual caminho seguir. O que conta para o cenário mais negativo, é o fato dos níveis de crédito ao redor do mundo encontram-se em níveis extremamente elevados. Por outro lado, é indiscutível os avanços tecnológicos que estamos passando nestes últimos anos. Esse fato tem consequências econômicas importantes. É inegável que a produtividade vem aumentando consideravelmente, contribuindo para a queda dos preços dos produtos. What a f_ _k is going on?

Falando em produtividade, eu não poderia deixar de mencionar o índice global de competitividade publicado pelo World Economic Forum.
O Brasil caiu da 57º posição para a 75º posição, isso sendo a 8º economia do mundo. Para traçar a sua expectativa sobre o futuro, peço que reflitam nas seguintes perguntas:
  • Quanto tempo demora para um país reverter esta situação de queda?
  • Como a situação política atual pode comprometer este objetivo e por quanto tempo?
  • Como você deveria reagir em função deste cenário?
Fica a cada um a decisão do que fazer.

O comentário de hoje sobre mercado é do ouro. No post trader-new-wave, fiz as seguintes observações:  ...Minha proposta para o ouro é comprar a US$ 1.110, com um stop a US$ 1.075. O target será estabelecido mais a frente... ... Depois de alguns dias a ordem foi executada, e o metal bateu a mínima de 1.098... Frisei também que não se podia comemorar antes do preço ultrapassar US$ 1.170. No post sentindo-no-bolsoatualizei o stoploss para US$ 1.110, que é o preço de entrada.
Depois de subir até US$ 1.155, o ouro vem recuando e encontra-se muito próximo de nosso stop, que se executado, gera um resultado nulo. Como já mencionei antes, o ouro ainda pode ainda estar num movimento de correção descendente. Até que o nível inferior de US$ 1.075 seja rompido, nada pode-se concluir.

Caso seja stopado, o que parece mais provável, voltamos a posição de observador. Acredito que ultimamente dá para perceber como é frustrante operar as correções. Mas não podemos perder as esperanças, pois depois delas, sempre existirão movimentos direcionais, aí é  se posicionar e depois ir para praia! Hahahaha...

O SP500 fechou a 1.920, com alta de 1,91%; o USDBRL a R$ 3,9478, com queda de 2,89%; o EURUSD a 1,1176, com queda de 0,84%; e o ouro a US$ 1.114, com queda de 1,16%.
Fique ligado!

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