Inflação: A Revanche

4 de novembro de 2015

K.I.S.S. = Preço!

Já comentei sobre o acrônimo K.I.S.S - Keep it Simple, Stpid! Ele é usado para, ao invés de buscar explicações complicadas sobre qualquer assunto, mantenha a simplicidade.

Ontem a bolsa brasileira subiu expressivos 4,76% e o dólar caiu quase 2,26%. Tanto os meios de comunicações como alguns leitores ficaram surpresos, e se perguntaram: " O que aconteceu para tanto otimismo?" É nessa hora que entra em ação a frase de Nietzsche: - É melhor uma explicação, do que nenhuma. Os jornais justificam esse resultado a entrada de investidores estrangeiros, afinal o empresário Abílio Diniz, afirmou no dia anterior que o Brasil está on sale. E a Petrobrás, como poderia subir 10%, se está literalmente quebrada e enfrenta uma greve que afeta 8,5% da produção!

O meu argumento é Preço - K.I.S.S.!

Vamos começar pela Petrobrás cuja a explicação é até mais simples. Não vi ninguém mencionar que o Petróleo vem subindo nesses últimos dias e especialmente ontem. Alguns analistas técnicos apontam o momento atual como sendo uma boa oportunidade de compra.
Outro fator importante é que as preocupações dos investidores que estavam focadas em vários assuntos. Agora, concentraram se na China e nos mercados emergentes.
O PMI publicado pela China subiu em outubro, ficando acima das previsões, o que não deixa de ser uma notícia mais tranquilizadora.
Então imagino que os investidores ao verem todas as bolsas subindo no mundo e constatar que a nossa estava jogada as traças, porque não arriscar um "troco"?

Quanto ao dólar, eu venho repetindo incansavelmente que a aposta contra o real é perigosa. Minha explicação K.I.S.S. é: nenhum dólar das reservas saiu do país mesmo com a situação beirando o descontrole; os juros são estratosféricos; e tem muito especulador comprado. Nessa situação, qualquer "bizinho" que entra pela bolsa, tem o potencial de derrubar as cotações do dólar.

No comentário de hoje, fiquei em dúvida se deveria escrever sobre o real ou o Ibovespa, optei pelo primeiro, vou deixar a bolsa para amanhã. No post a-loira-que-esta-chacoalhando-o-fed, fiz uma análise completa do real, bem como da performance deste contra as outras moedas dos emergentes, e o DXY: ...uma alta do dólar no curto prazo até R$ 3,98/4,05, seguida de um novo movimento de queda, levando as cotações aos níveis apontados adiante (no médio prazo)... ...O primeiro intervalo - cujo objetivo é de R$ 3,40/3,50, e o segundo - R$ 3,10/3,20...
- David, não vem não! Errou feio no curto prazo!
Não seja injusto, qual dos analistas que você acompanha que estava prevendo a queda do dólar? Tinha um pessoal mais terrorista dizendo que iria para R$ 5,00, e depressa. Eu também acho possível (os R$5), mas não agora, e isso faz uma enorme diferença. Para justificar o que aconteceu com a minha previsão, reforço mais uma vez que, correções são imprevisíveis.
O movimento traçado pelo dólar é típico de um triângulo, e a chance maior (67%) seria o rompimento para cima, onde poderia atingir os níveis que eu havia projetado. Mas dessa vez, deu o menos provável, e o dólar caiu. Neste momento, ele encontra-se num nível importante, ou negocia abaixo de R$ 3,72 e novas quedas seguiriam em seguida, ou ainda uma nova tentativa de alta até o nível de R$ 3,95.

Você tem duas estratégias neste momento: primeiro vender dólar no rompimento do R$ 3,72; ou se tivermos sorte, e o real segue até o nível de R$ 3,95, e vendemos dólar. É natural, que os riscos de perda sejam distintos, e isso deve ser levado em consideração.

Nesta sexta-feira serão anunciados os dados de emprego nos USA. Hoje foi publicado o ADP, que é uma prévia dos números oficiais. O resultado desse último, foi a criação de 182.000, um resultado morno. Mas como sempre, o que conta são os dados oficias, que podem ter impacto nos mercados.

O SP500 fechou a 2.102, com queda de 0,35%; o USDBRL a R$ 3,8001, com alta de 0,80%; o EURUSD a 1,0862, com queda de 0,95; e o ouro a US$ 1.107, com queda de 0,90%.
Fique ligado!

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