Inflação: A Revanche

30 de novembro de 2015

Uma visão otimista

- David, finalmente você projeta que as coisas vão melhorar por aqui!
Hoje você se precipitou, primeiro que não é a minha opinião, mas sim do Deutsche Bank, segundo que eles comentam sobre a economia dos países desenvolvidos. Infelizmente, não vejo melhoras no Brasil no curto prazo. É provável que tenha que piorar para melhorar, sorry!

Normalmente nesta época do ano, os analistas fazem um balanço do ano que termina e projeções para o ano seguinte. Já estou pensando no tema para 2016, e devo anunciar no início de dezembro.

Esse banco Alemão tem se mostrado mais otimista que a média já faz alguns anos. Não tem acertado em tudo, mas algumas de suas previsões se materializaram, como a alta da bolsa americana. Economistas! Em seu mais recente relatório, inicia com alguns pontos em que acredita que o mercado esteja errado. Veja o quadro a seguir.
Resumindo: Juros americanos para cima (nós temos um trade em andamento); euro para cima (estamos aguardando melhor definição, por enquanto sem posição); não haverá recessão, portanto oportunidade nos títulos denominados de high yield; bolsa para cima (nós estamos esperando o rompimento do nível de 2.150 no SP500). Será que eles andam lendo o Mosca? Hahaha...

Eu escolhi alguns slides que sustentam a visão desse Banco. Inicialmente o gráfico a seguir apresenta a contratação de pessoal pela cadeia de lojas de varejo neste final de ano.
A mudança de uma economia centrada na Indústria para os Serviços vem ocorrendo de forma inexorável, hoje em dia representa 85% do PIB americano. O Deustche Bank frisa que em função disso, é mais importante observar como esse último setor performa em detrimento do primeiro.
Em termos de inflação, também reforça que deve-se observar a evolução nos serviços.
No próximo slide os helicópteros "novos", que ainda estão sendo enviados para o ar.
E por último, enfatiza que a Europa está indo melhor do que os mercados estão precificando.

Esta semana serão publicados os dados de emprego, que caso vocês não se lembrem, no mês passado foi de 271.000, um resultado excelente. Para este mês a previsão é de 190.0000.

Em relação as vendas da última sexta-feira, o Black Friday, marcou a continuidade no aumento das vendas on-line, e manutenção nas lojas de varejo, em relação ao ano anterior. Essa mudança de atitude tira boa parte do incentivo do comércio, uma vez que, as vendas adicionais feitas por impulso nas lojas, passam a não existir mais. Mas este conceito se popularizou tanto, que até o pãozinho francês entra nesta promoção!

Com o dólar sendo turbinado esta última semana, pelas prisões do Senador Delcídio e André Esteves, a cotação chegou hoje pela manhã a R$ 3,9110. No post problema-para-nossos-filhos, fiz os seguintes comentários: ...Eu não vou me envolver numa venda de dólar nos níveis atuais, por dois motivos: primeiro que o movimento é de correção, onde se sabe quando começa, mas não quando termina; e segundo que não acho que tem um bom risco x retorno...
Eu destaquei acima a imprevisibilidade de movimentos de correção, e esta não fugiu a regra. Agora, é razoável supor uma alta até os níveis de aproximadamente R$ 4,00, onde sugiro a seguinte estratégia de trade na venda de dólar: 1/3 a R$ 3,97, 1/3 a R$ 4,00 e 1/3 a R$ 4,03, com um stop em toda posição a R$ 4,10. Motivos não estão faltando para essa pequena alta.

Quero alertar também, que o movimento de hoje pode ter completado essa mini-alta, e o dólar comece a cair agora para buscar os níveis que indiquei no post mencionado acima: ...inicialmente R$ 3,65, que se encontra próximo as cotações atuais, e depois R$ 3,50- 3,45, que parece ser o mais provável.... Esta ideia ganha sustentação com as cotações abaixo de R$ 3,80. Vamos saber em breve qual dos dois irá prevalecer.

O SP500 fechou a 2.080, com queda de 0,46%; 0 USDBRL a R$ 3,8670, com alta de 0,56%; o EURUSD a 1,0564, com queda de 0,25%; e o ouro a US$ 1.064, com alta de 0,65%.
Fique ligado!

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