Inflação: A Revanche

18 de novembro de 2015

Pisando em ovos

Enquanto boa parte da atenção do mundo está em tentar entender os detalhes do ataque do último dia 13 na França, pouca atenção tendo sido dada às dúvidas macroeconômicas atuais, bem como a situação política interna aqui no Brasil. Com incursões na Síria, como também caça aos terroristas, que se escondem dentro dos arredores de Paris, um movimento positivo aconteceu. Tanto os USA como a Rússia, estão buscando um acordo de cooperação em conjunto, para enfrentar o grupo extremista denominado de ISIS.

Nos mercados financeiros, a volatilidade tem estado mais baixa que a de semanas anteriores. Imagino que os investidores agem com cautela neste momento, preferindo esperar para ter um pouco mais de segurança que, não entraremos numa "guerrilha" global.

Ontem publicou-se o índice de inflação ao consumidor americano, o CPI, e o resultado em bases anuais manteve-se estável em 1,9% a.a. Na ilustração a seguir, encontram-se os comentários do Banco Credit Suisse, onde eles acreditam que a inflação tende a subir nos próximos meses.
É importante ressaltar que o FED usa outro índice para seu acompanhamento, o PCE, que vêm rodando 0,5% abaixo do CPI. No gráfico a seguir, um comparativo entre os vários índices. Parece que a inflação caminha para níveis mais elevados, como é o desejo do FED.

Outro indicador que vinha constantemente apontando para previsões menores do PIB americano, calculado pelo Federal Reserve de Atalanta, recentemente aproximou-se das previsões dos economistas. No gráfico a seguir, o forte reajuste desse último deve-se aos dados melhores de emprego publicados no início deste mês.
Tudo indica que, se os dados de vendas da próxima semana, popularmente denominado de Black Friday, apontarem crescimento em relação à semana passada, e não houver outro susto maior de ataques terroristas, o caminho estará mais que aberto para que o FED aumente os juros. Não acredito que esse movimento isoladamente - a elevação dos juros, teria um grande impacto no mercado. Porém, a mais importante indecisão, passará a ser como este processo irá evoluir.

Existem diversas possibilidades que não merecem explicitação, para não ser chamado de "chutômetro", vou colocar a minha. Depois dessa elevação, acredito que mais duas altas se sucederão, colocando os juros em 0,75% a.a. Isso deverá acontecer até março de 2016. Daí em diante, dependendo do que ocorreu na economia e nos mercados, o FED poderá interromper por um tempo. Essa é a visão do Mosca, que acredita que as taxas devem se situar em 0,75% a.a. até junho de 2016.

Como já havia comentado, o pior que poderia acontecer, seria o FED ter que interromper este movimento depois da primeira ou segunda alta, o mercado tenderia a perder muita credibilidade na autoridade monetária americana, e afetaria marcadamente o dólar. Mas isso é somente Wishful thinking no momento.

No post bitcoin-the-return, comentei sobre a retomada do interesse por essa "moeda", se é assim que podemos chamá-la. Só para efeito de acompanhamento, o gráfico a seguir mostra uma estabilidade desde que publicamos o post acima.
Além disso, no post acima fiz os seguintes comentários sobre o Ibovespa: ...Do ponto de vista técnico a mínima atingida em agosto de 42.700 pode ser considerada como "missão cumprida" de baixa, e o mercado estaria iniciando o movimento de alta. Mas mesmo assim, outros indicadores não sugerem essa hipótese. Em situações como essa, o melhor é observar, e vislumbrar os cenários possíveis. E foi o que eu fiz, considere a seguir os cenários A e B, nesta ordem de preferência...
...Parece que o índice está numa formação de triângulo, e se ele não passar a perna como no caso do real citado ontem, o Ibovespa poderia atingir até 53.000, para em seguida voltar a cair buscando o target que venho projetando de 40.000...
...Neste outro caso, já estaríamos no movimento de alta e a mínima deste ciclo já foi atingida. Para uma confirmação maior, seria necessário ultrapassar os 57.000 e principalmente acima de 60.000, rompendo a linha azul do gráfico. Nada a fazer no momento!...

- Boa David, agora finalmente você vai tomar uma decisão!
Desculpe te frustar, mas o índice encontra-se exatamente no mesmo nível de quando publiquei esse post. Talvez a única boa notícia seja que está se formando um triângulo que vislumbra uma direção em seguida.
Com isso em mente, minha preferência pelo cenário A aumenta, uma vez que a probabilidade de acontecer é de 67%. Aguardem movimento em breve.

O SP500 fechou a 2.083, com alta de 1,62%; o USDBRL a R$ 3,7657, com queda de 1,14%; o EURUSD a 1,0654, com alta de 0,11%; e o ouro a US$ 1.069, sem variação.
Fique ligado!

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