2020: O risco vai compensar?

7 de agosto de 2019

Armadilhas nas decisões



Um trabalho publicado pela Harvard Business Review, aborda os principais motivos que nos levam a tomar decisões erradas. Esse assunto é de extrema importância no mundo dos investimentos pois as vezes, levados por algum momento muito favorável ou desfavorável, somos levados a decisões que podem afetar nosso patrimônio. Embora esse artigo seja focado ao ambiente de trabalho se aplica a área financeira.

A pesquisa mostrou que a pessoa típica toma cerca de 2.000 decisões a cada hora. A maioria das decisões é de assuntos menores e nós as fazemos instintiva ou automaticamente - o que vestir para trabalhar de manhã, seja para almoçar agora ou em dez minutos, etc..  Mas muitas das decisões nós fazemos ao longo do dia depois de um pensamento real e pode ter sérias consequências. Consistentemente tomar boas decisões é, sem dúvida, o hábito mais importante que podemos desenvolver, especialmente no trabalho. Nossas escolhas afetam nossa saúde, nossa segurança, nossos relacionamentos, como gastamos nosso tempo e nossa bem-estar geral. Quando você tiver que tomar uma decisão importante, fique atento para:

Fadiga de decisão

Mesmo as pessoas mais energéticas não têm energia mental infinita. Nossa capacidade de realizar tarefas mentais e tomar decisões difíceis quando é repetidamente exercida. Um dos estudos mais famosos sobre este tópico mostraram que os presos são mais propensos a ter liberdade condicional aprovada de manhã do que quando os seus casos são ouvidos à tarde. Com tantas decisões para fazer, especialmente aqueles que têm um grande impacto sobre outras pessoas, é inevitável experimentar fadiga de decisão. Para combatê-lo, identifique as decisões mais importantes que você precisa tomar e, como sempre que possível, priorize seu tempo para que você os faça quando seus níveis de energia estiverem mais alto.

Um estado estável de distração

O tsunami tecnológico da década passada deu início a uma era de conveniência sem precedentes. Mas também criou um ambiente onde informações e a comunicação nunca cessa. Pesquisadores estimam que nosso cérebro processa cinco vezes mais informação hoje como em 1986. Consequentemente, muitos de nós vivemos em um estado contínuo de distração e luta para se concentrar. Para combater isso, encontre tempo todos os dias para desconectar do e-mail, mídias sociais, notícias e o ataque da Era da Informação. É mais fácil falar do que fazer, mas factível se você fizer disso uma prioridade.

Falta de integração

A Universidade Kellogg, recentemente, descobriu que, em uma reunião típica, uma média de três pessoas são responsáveis por 70% das conversas. Como autor Susan Cain articula em seu livro Quiet, muitos introvertidos estão relutantes em falar em uma reunião, até que eles sabem exatamente o que querem dizer. No entanto, esses membros, muitas vezes, têm algumas das melhores ideias para contribuir, já que eles gastam muito do seu tempo pensando. Para contrariar esta inclinação, envie uma reunião agenda com 24 horas de antecedência para dar a todos tempo para pensar sobre suas contribuições.

Multitarefa

Não há muitos postos de trabalho no mundo hoje que não exigem pelo menos alguma multitarefa. Embora essa seja a realidade, a pesquisa mostra claramente que o desempenho, incluindo eficácia na tomada de decisão, sofre até 40% quando nos concentramos em duas tarefas cognitivas no mesmo tempo. Quando você precisa tomar decisões importantes, esculpir e comprometer-se a vários blocos de tempo durante o dia, para se concentrar profundamente na tarefa em mãos.

Emoções

Experimentar a frustração, a excitação, a raiva, a alegria, etc., é uma parte fundamental da experiência humana diária. E enquanto essas emoções têm um papel significativo em nossas vidas, você provavelmente não precisa ver a pesquisa para saber que nossa emoção, especialmente durante momentos de pico de raiva e felicidade, pode dificultar a nossa capacidade de tomar boas decisões. Decidindo falar ou enviar um e-mail enquanto a raiva muitas vezes atrapalha uma situação difícil, porque as palavras não saem certo. Para combater isso, preste atenção ao seu estado emocional e concentre-se na força do personagem de autocontrole. Resista à tentação de responder às pessoas ou tomar decisões enquanto você está emocionalmente ligado. Pratique a andar longe do computador ou desligue o telefone, e volte para a tarefa em mãos quando conseguir pensar com mais clareza e tranquilidade. Essa seguramente é fundamental na atividade financeira (destaque do Mosca).

Paralisia

Enquanto a Era da Informação nos presenteou com uma abundância de informações, Big Data e métricas, também não há fim para a quantidade de informações que podemos acessar. E nós sabemos que quanto mais informações temos de considerar, mais demoramos para tomar uma decisão. Enquanto o processo de tomada de decisão deve ser completo, a melhor maneira de fazer as decisões geralmente não leva mais tempo ou buscam mais informações. Em vez disso, revise as informações pertinentes que você precisa, defina um prazo para tomar uma decisão e, em seguida, cumprir.
As decisões que tomamos determinam nossa realidade. Eles afetam diretamente como gastamos nosso tempo e que informações processamos (ou ignoramos). Nossas decisões moldam nossos relacionamentos – e cada vez mais no mundo hiperconectado de hoje, as decisões contribuem para o nosso nível de energia e como eficiente estamos nos vários aspectos de nossas vidas. Inevitavelmente, todos tomamos decisões ruins todo dia. Mas se estamos cientes desses seis inimigos da boa tomada de decisão, e tomamos passos para superá-los, podemos tomar melhores decisões que tenham um impacto positivo nas pessoas com quem trabalhamos e lidamos.

A Europa está numa draga só! Todos os dados que são publicados mostram queda, e ainda pior, a Alemanha, maior parceira do bloco, vem apresentando maior desaceleração. Porém, hoje pela manhã uma luz aparece (espero que não seja do trem! Hahaha ...), foi publicado as ordens da Indústria com um resultado bastante superior ao estimado.


Ao se decompor essas ordens, verificou-se que o responsável por essa melhora foram suas exportações. É sabido que o governo Chinês lançou uma série de medidas para estimular sua economia e esse efeito já pode ser sentido nas exportações da Alemanha para esse país. Tomara!


No post consumidor-de-ultima-instancia, fiz os seguintes comentários sobre o SP 500: ... “eu espero um período de vários dias, onde uma correção deveria levar o índice para o nível entre 2.920/2.870, aceitando até, uma retração mais profunda, cujo limite seria de 2.840. Abaixo disso, vai merecer uma atenção maior” .... Com as confusões do presidente Trump, a bolsa americana acabou tocando no nível inferior anotado acima.


Eu deveria indicar um trade de compra nos níveis atuais, mas seria baseado somente em um indicador. Como apontei no gráfico acima, a estrutura de ondas ainda não permite uma conclusão mais segura. Além do mais, esse movimento pode durar por mais alguns dias, antes de voltar a subir, naturalmente, se esse for o caso. A direção é ainda de alta.

Para avaliar outros cenários alternativos, apresento a seguir, alguns panoramas alternativos considerado um gráfico de periodicidade semanal.

1.       Velho e bom triângulo – Para quem acompanha assiduamente o Mosca vai lembrar que aventei a possibilidade de formação de um triângulo que perduraria até o próximo ano. Esse cenário diminuiu sua chance quando o SP500 rompeu a máxima histórica, porém ainda é possível um triângulo expandido, que é mais raro.


Como indicado na figura, abaixo de 2.730, essa é uma das possibilidades que se apresentam, mas não a única como poderão notar no próximo item. Os contornos dos triângulos não são definidos com precisão essas linhas são ilustrativas. Mas existe um nível onde certamente essa hipótese é descartada, que neste caso é de 2.340. O mais provável seria que as cotações ficassem contidas até um nível compreendido entre 2.600/2.500.

2.       Tombo – Nessa situação o nível de 2.340 teria que ser rompido. Agora seria especulativo estabelecer qual nível se poderia atingir. De forma superficial, cálculo algo em torno de 2.000.


Por enquanto, não trabalho com nenhum desses cenários acima, pois acredito que estamos numa breve correção que levaria o mercado a novas altas, daqui a poucas semanas. Porém, seria imprudente não considerar cenários mais negativos, pois motivos há de sobra.

O SP500 fechou a 2.883, sem variação; o USDBRL a R$ 3,9723, com alta de 0,30%; o EURUSD a 1,1204, sem variação; e o ouro a U$ 1.496, com alta de 1,56%.

Fique ligado!

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