Inflação: A Revanche

29 de março de 2016

Alta tensão


Agora como é certo o desembarque do PMDB do governo, a probabilidade do impeachment deve se elevar a cada hora. Qualquer político sabe que não consegue fazer nada sem apoio, que pode ser do governo ou da bancada de deputados ou senadores. No momento atual, os partidos aliados do governo, têm um compromisso de apoio desde que possam vislumbrar benefícios. A partir do momento que a chance do governo ser destituído se eleva, porque manteriam seu apoio, se no novo governo serão considerados como inimigos?

É o que se denomina em economia de ciclo virtuoso ou efeito manada, a cada deputado ou senador que adere a favor do impeachment, aumenta a chance dos indecisos também aderirem.

Fiquei pensando, como o PT e seus correligionários reagirão daqui em diante, ao ver a nave sucumbir. A minha mente remete ao imperador Romano Nero, que segundo dizem as lendas, resolveu colocar fogo em Roma, uma vez que o senado romano havia indeferido seu projeto para construir um complexo palaciano. Será que vamos assistir cenas de violência incentivadas pelo governo, ao se portar como vítima de um golpe? Não considero improvável, principalmente se houver demora no processo de cassação.

O "cumpanheiro" que mais parece uma barata tonta tentando costurar algum acordo com os partidos, só não deve estar feliz com essa situação porque corre sério risco de ser preso. Se esse não fosse o caso, se portaria como vítima da situação, lamentaria a queda de Dilma e se colocaria em campanha para 2018. Mas sua ganância e arrogância foram tamanhas, que deixou rastro por toda parte. Até o faqueiro de ouro ofertado pela Rainha Elizabeth em 1968 para o Brasil, estava em seu cofre. Ah, pegou por engano, pensou que tinha trazido de sua casa antes de assumir a Presidência! "Shame on you!"

Na sexta-feira serão publicados os dados de emprego, e como é de costume chama a atenção do mercado. No front econômico, a previsão de PIB feita pelo FED de Atlanta sofreu um revés espetacular nos últimos dias. Depois de ter se igualado a previsão dos analistas ao redor do meio de março, mudou de direção e agora aponta um crescimento para o 1º trimestre ao redor de 0,5%. Não é um dado bom!


Na mesma linha, a pesquisa feita pelo FED de Dallas aponta o 15º mês consecutivo de contração, algo somente visto em recessões. Ao se verificar os detalhes, o emprego, horas trabalhadas, investimentos, todos estão em contração, além das expectativas futuras para novas ordens e empregos  que despencaram.



Essa região dos USA é muito impactada pelo petróleo, e boa parte desse resultado é consequência da queda do preço do óleo. É natural que não seja o espelho de todo o país, mas que não ajuda, não ajuda.

Mas nem tudo é consenso, como exemplo abaixo encontra-se o PMI regional da indústria, comparado com o índice ISM de todo o país, a ser publicado no final do mês.



E assim, os analistas estão sendo expostos a informações que são conflitantes. Está muito difícil ter uma posição clara, se realmente os USA estão acelerando sua economia, ou esses dados melhores são apenas um espasmo. 

No post inside-information, comentei que o dólar ainda teria novas mínimas a serem atingidas antes que um trade seja sugerido: ..."Eu só posso dizer que o real vai cair mais, se negociar abaixo da mínima de R$ 3,57, antes disso é palpite"... ..."acredito que a mais provável é entre R$ 3,40 - 3,45."...


O nível apontado acima não foi atingido e a moeda encontra-se negociando nos últimos dias, dentro de um intervalo pequeno. Deve estar contando as secções até a aprovação do impeachment!

As linhas em verde - que fase do Palmeiras! - deveria "dirigir" o dólar ao target apontado no gráfico em torno de R$ 3,40 - R$ 3,45, nos próximos dias. Por outro lado, ultrapassando R$ 3,75 e principalmente R$ 3,85, algo de novo pode estar acontecendo.

Assim como cidadãos, não existe nada a fazer a não ser esperar pelo desfecho da ação de impeachment, o mercado de câmbio parece estar na mesma sintonia. Quero deixar claro que, o dólar contra o real, além desse fator interno, tem influencia dos fatores externos, e qualquer movimento mais acentuado do 'dólar - dólar', poderá ter efeito nas cotações aqui. Em outras palavras, poderá somar ou subtrair do resultado político.

No post no-limite, atualizei o stoploss para os juros de 10 anos para 1,85%, o mesmo nível de entrada. Hoje fomos executados no zero a zero. O mercado fechou a 1,81%, depois da Yelen ter baixado a bola de quem esperava várias elevações de juros pelo FED. Mais comentários amanhã.

O SP500 fechou a 2.055, com alta de 0,88%; o USDBRL a R$ 3,6399, com alta de 0,34%; o EURUSD a 1,1290, com alta de 0,87%; e o ouro a US$ 1.241, com alta de 1,74%.

Nenhum comentário:

Postar um comentário