Inflação: A Revanche

15 de março de 2016

FED: Para ou continua?


Os jornais de hoje publicam a possibilidade de Lula aceitar um Ministério proposto por Dilma. Os motivos apontados, seriam para que ele pudesse escapar das garras do Delegado Moro, como também, auxiliar na contenção do processo de impeachment. A Presidente claramente encontra-se encurralada e nestas situações, qualquer coisa é melhor que nada, mas não desta forma, vejamos por que.

Em relação a imaginar que o "cumpanheiro" estaria fugindo de Moro, esta nova esperteza não deve funcionar. Primeiro que é uma jogada de alto risco, pois caso Moro tenha provas irrefutáveis de que Lula tenha praticado ilícitos, o STF não terá como não condená-lo, e aí não terá condições de apelar. A quantidade de frentes que isso pode acontecer (sua condenação), nem ele imagina. Segundo, Lula teria foro privilegiado como Ministro, mas sua mulher e seus filhos não. Acredito que essa seria a estratégia de Moro no curto prazo, atacar pela retaguarda. Vai ser bonito Lula visitando seus familiares na penitenciária.

Quanto a ele negociar para evitar o impeachment, acho que não percebeu sua imagem atual. Considerando que é um psicopata, essa atitude é compreensível, mas os deputados já não têm mais respeito por ele, e estão mais interessados em agir conforme seus eleitores. Não terá sucesso e assim o barco afundará com a Dilma, Lula e todo seu Ministério.

Se o "cumpanheiro" fosse um estrategista, sua melhor opção seria pedir asilo num outro país, e de lá, dizer que foi perseguido e coisas mais. Assim buscaria recuperar sua imagem e evitar passar o resto de sua vida encarcerado.

Amanhã se realizará a reunião do FOMC, com direto a secção de perguntas e respostas bem como uma atualização dos principais indicadores econômicos. O banco Goldman Sachs publicou um relatório com os principais pontos a serem observados, bem como sua expectativa.

Na última reunião os membros do comitê expressaram preocupações com as condições financeiras. Naquele momento, o mercado estava estressado. Embora o FED continue cautelosos, o índice elaborado por esse banco - GS Financial Conditions Index (GSFC) foi sensivelmente aliviado, como pode se verificar no gráfico abaixo.


O banco não acredita que eles estejam prontos para subir os juros nesta reunião, mas esperam que o comunicado aponte para uma elevação dos juros na reunião de junho, embora imaginem que poderia ser antecipado para a reunião de abril.

A Goldman pensa que o mercado está subestimando o FED nas condições financeiras mais apertadas. Eles acreditam que essas condições terão que ficar mais apertadas, moderadamente no próximo ano, a fim de trazer o crescimento de emprego á um ritmo mais compatível com a tendência, o que provavelmente requer uma política monetária mais acentuada que a atual. No gráfico a seguir fica claro o que essa instituição chama a atenção, a linha preta representa a média das projeções fornecidas pelo FED, enquanto a linha cinza (Federal Funds Futures), espelha as taxas do mercado.


Com está disputa explicita entre o mercado e os economistas, será que o FED para ou continua a subir os juros?

A bolsa no Brasil está sofrendo uma queda expressiva, caindo na parte da manhã ao redor de 4%.  No post delação-premiada-do-lula, fiz os seguintes comentários: ..."Mas não tirem a champanhe da geladeira, mesmo que a Dilma saia amanhã, muita coisa ainda deverá ser feita para colocar o Brasil nos trilhos"... Certamente o mercado não gostou da indicação do Lula, não estava no programa, quando a bolsa subiu fortemente. Mas eu coloco mais ênfase no fato dos vendidos já terem liquidado suas posições, e depois disso, o mercado deve ter se posicionado comprado.


- E aí David, o que você vai fazer?
Por enquanto nada, mas não acredito que o mercado virou completamente, acho que deve ser uma realização mais forte, a bolsa subiu muito rapidamente. Eu apontei no gráfico acima, um intervalo que acredito ser importante no curto prazo, entre 44.500 - 45.500. Se for abaixo, vamos ter que analisar com mais detalhes. 

O SP500 fechou a 2.015, com queda de 0,18%; o USDBRL a R$ 3,7647, com alta de 2,83%; o EURUSD a 1,1107, sem variação; e o ouro a US$ 1.232, com queda de 0,15%.
Fique ligado!

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