Inflação: A Revanche

30 de março de 2016

Piano piano se va lontano


A Presidente do FED, Janet Yelen, fez alguns comentários ontem, no Economic Club de New York, dizendo que as incertezas globais garantem um enfoque cauteloso na política monetária. Esses comentários são posteriores aos de outros diretores do FED que estão otimistas com a economia americana, deixando a porta aberta para elevação de juros já na próxima reunião de abril.

O Deustche Bank fez uma estatística de quantas vezes os assuntos internacionais são mencionados por Yellen em seus discursos, veja a seguir.


Embora os argumentos entre Yelen e seus diretores não sejam totalmente conflitantes, uma vez que a economia americana pode estar indo bem e a global não, o resultado final é. O que os investidores querem saber é, se o FED irá ou não subir os juros e quando, os argumentos para tal decisão são problemas deles!

O mercado resolveu apostar na Yellen e praticamente eliminou qualquer alteração nos juros na próxima reunião de abril, as chances agora são de 5%.

Os mercados reagiram de acordo, os juros e o dólar caíram, enquanto as bolsas e commodities subiram. Esta melhoria de humor já é vista no fluxo de recursos para os mercados emergentes, tanto nas bolsas quanto nos títulos de dívida.


Os resultados do ADP, uma proxy dos dados de emprego que serão publicados na próxima sexta-feira, apontou para uma criação de 200.000 novos postos. Esse é um resultado positivo e mantém a média ao redor 200.000 nos últimos anos.


O que chama a atenção é a repartição entre os setores, pois enquanto na indústria criou-se somente 9 mil, na área de serviços foram de 191 mil, a quase totalidade.

Mesmo assim, algumas disparidades podem ser vistas nas várias estatísticas, primeiro ao se comparar o emprego com o ISM de serviços.



Depois a mesma comparação com os lucros das empresas. Neste caso, sempre que os lucros caíram, o emprego recua mais à frente.


Se vocês acham que eu sei a resposta se enganaram. Mas também não sou o único, o FED parece não saber também. Por tudo isso, a Yelen resolveu usar o provérbio italiano "Piano piano se va lontano"

No post você-contrataria-seu-ex-chefe, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ..."A área em verde no gráfico acima, entre 1,14 e 1,17, deveria conter a moeda única, caso o triângulo rume para baixo. Quero lembrar os leitores, que a maior chance é de rompimento para baixo (2/3), mas existe também uma chance de 1/3 de romper para cima. Let´s the market speak!"...

Agora o euro se aproxima do nível de 1,14, e uma oportunidade de trade surge. As condições são as seguintes: comprar euro num fechamento acima de 1,1380, com um stop a 1,1280 e um target ao redor de 1,17, a ser melhor definido. 

Já faz longos 12 meses que o euro está contido na área em verde - Palmeirenses vocês não estão sozinhos nessa fase ruim, a seleção brasileira está com vocês! Os leitores do Mosca sabem que eu não acreditava muito na queda do euro como o mercado, tanto é verdade, que a maior parte das sugestões de trade foram de compra.  

No post citado acima, e com uma visão mais longa, parece que a moeda única está formando um triângulo, e a maior chance seria de queda. Porém, no momento, o euro se aproxima da parte superior do triângulo, e eu não ficarei nem vermelho, nem surpreso se ele subir. Podem estar certos, se isso acontecer, haverá muitos prejuízos por aí, estimo o nível ao redor de 1,20!

O SP500 fechou com alta de 0,44%; o USDBRL a R$ 3,6116, com baixa de 0,72%; o EURUSD a 1,1332, com alta de 0,36%; e o ouro a US$ 1.225, com queda de 1,35%.
Fique ligado!

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