Inflação: A Revanche

14 de março de 2016

Selfie do povo


A foto mais publicada nessas últimas 24 horas é a da multidão que foi protestar na Avenida Paulista, pedindo o afastamento da Presidente Dilma. Se fosse possível tirar uma selfie do povo, essa seria a expressão desse momento. É inquestionável que muita gente está insatisfeita. A insatisfação não se resume somente a gestão do governo, mas também, contra a corrupção que se tem conhecimento. A cada novo dia, aumentam os corruptos e as empresas que pagaram propina em troca de benefícios.

Eu estive presente, e depois de entrar na Av. Paulista pela Rua da Consolação, praticamente não conseguia me locomover. Os 3 quilômetros de extensão se mostraram insuficientes e havia muitos manifestantes nas ruas transversais. Houve algumas mudanças do público comparada as outras manifestações, mas pequenas, na sua grande maioria não eram jovens.


Alguns amigos confirmaram essa tendência, pois quando perguntei por que seus filhos não vieram, a resposta que mais ouvi é que, eles acreditam que de nada adianta mudar, pois todos os políticos são corruptos. Naturalmente o que há por traz dessa resposta é uma total descrença nos políticos. Mas mesmo que isso seja verdade, porque eles não se engajam para buscar novos nomes? Acho que essa geração está acostumada a resolver as coisas através do WhatsApp, Facebook, virtualmente.

Recordo-me do meu tempo de estudante, e por muito menos, os jovens da minha época se envolviam em situações que necessitavam de ação. Parece que hoje existe inércia e falta de liderança, isso sim é preocupante!

No post lula-o-general-sem-exército, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ..."meu intervalo para o dólar nessa baixa é entre R$ 3,60 - R$ 3,40. Se por acaso, chegar ao primeiro nível e depois continuar a cair, vou sugerir um trade de compra de dólares, no nível inferior. Caso pare em R$ 3,60, é necessário analisar quando isso acontecer"... Na última sexta-feira o dólar atingiu o nível de R$ 3,57, onde pode-se considerar atingido o objetivo traçado.


Eu sei que o gráfico está parecendo uma árvore de Natal, mas são as anotações que faço. Procure se atentar nas cotações destacadas em vermelho, a primeira R$ 3,40-3,45 e a segunda R$ 3,25-3,20. Esses níveis serão os próximos objetivos, caso o dólar continue a cair.  Existe também uma chance de estarmos observando a mínima antes que uma alta que levaria o dólar acima de R$ 4,25, mas ainda é muito prematuro para uma ação.

Ontem durante a passeata, quando encontrava um leitor do Mosca, me perguntaram qual seria a minha previsão para o dólar hoje. Alguns arriscaram um palpite como R$ 3,50. 

Os indicadores técnicos indicam uma correção iminente, por dois motivos, os dados de momentum estão muito "estressados", e o mercado deve ter lido o Mosca! Hahaha... Agora pela manhã o dólar atingiu a cotação de R$ 3,64.

Muitos poderão se perguntar por que não abriu em queda se as manifestações foram um grande sucesso.

- Já sei, já sei, preço!
Boa, já me conhece bem! Hahaha... Mas nada pode-se afirmar ainda, é necessário acompanhamento, e é o que o Mosca vai fazer, sem nenhum viés, aberto a qualquer direção. O interessante agora, será observar a alteração das projeções pelos analistas, que previam que o dólar atingiria R$ 4,50 ou até R$ 5,00, esse ano. Eu acho factível que essas cotações aconteçam, mas não dá para dizer nada ainda.

O fluxo cambial de fevereiro não foi nada bom, registrou a maior saída para esse mês na história - US$ 9,3 bilhões. Não fosse a ajuda do comércio, o resultado seria ainda pior, uma vez que, a via financeira teve uma saída de US$ 11,2 bilhões.


Numa análise mais detalhada sobre o fluxo cambial nos últimos 12 meses, observa-se um padrão distinto do passado recente, onde haviam pequenas saídas. Porém mais recentemente, houve uma elevação dessas cifras mensais. A persistir essa tendência, o Banco Central terá que intervir no câmbio: ou oferecendo linhas como já vem ocorrendo; ou vender o pronto. 

O SP500 fechou a 2.019, com queda de 0,13%; o USDBRL a R$ 3,6475, com alta de 1,85%; o EURUSD a 1,1101, com baixa de 0,44%; o ouro a US$ 1.233, com queda de 1,16%.
Fique ligado!

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