Inflação: A Revanche

17 de maio de 2016

Alguém ouviu China?


Tanto internamente quanto externamente não se observa ultimamente muitas notícias sobre a China, o que de certa forma é bom. Entretanto, alguns analistas vêm apontando a elevação da dívida como uma ameaça a estabilidade daquele país.

Empréstimos Liberais têm feito parte da economia durante anos. As preocupações surgem agora por causa da expansão da dívida, que está se aproximando de níveis críticos. Desde que a China liberou bilhões de dólares em empréstimos para enfrentar a crise financeira global de 2008, a dívida total cresceu de 164% do PIB, para 247% no ano passado, segundo estimativas da Bloomberg. A Dívida das famílias e do governo central ainda são gerenciáveis em 41% e 22%, respectivamente, mas a dívida corporativa, a 165%, é muito maior do que na maioria dos países em desenvolvimento.



Ao mesmo tempo, o presidente Xi Jinping quer entregar um crescimento econômico de 6,5%. Para atingir esse objetivo, o governo terá de fornecer empréstimos as empresas para mantê-las. Muitos já estão em situação delicada. Com o aço, carvão, cimento e indústrias de bens imobiliários que sofrem excesso de capacidade e lucratividade em queda, defaults corporativos tendem a subir.

A China corre o risco de cair em um padrão de crescimento cronicamente baixo, tanto quanto o Japão fez a partir de 1990, como cada vez mais crédito é necessária para abastecer uma economia em desaceleração. Na China no ano passado, 10 % de crédito novo, foi para o serviço da dívida existente, a UBS Securities estima. ..."Eles nunca poderão desalavancar - O Japão nunca fez", diz Chen. "Mas então você fica preso a um crescimento no longo prazo mais lento, e acaba com um monte de empresas zumbis que retardam a economia”...

Mas como estão se comportando os principais ativos chineses? O mais crítico até recentemente era o Yuan. Como o gráfico abaixo mostra, podemos assumir que depois da desastrosa atuação em agosto passado e algumas medidas tomadas posteriormente para corrigir, o dólar encontra-se ao redor de 6,50.

A bolsa de valores também mantém uma estabilidade depois que seu índice caiu aproximadamente 50% de agosto do ano passado.



Então, é para ficar preocupado ou não? Como disse Luis Paulo Rosenberg na reunião da Rosenberg “A situação da China é como ter um elefante na sala de reuniões, por enquanto está quieto, mas se resolver se mexer...”

No post o-dia-D, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” Depois de romper e atingir a máxima de US$ 1.303, o metal penetrou novamente abaixo da linha verde atingindo a mínima de US$ 1.257... ... “A partir de agora, espero que o movimento de alta ganhe força, meu objetivo é US$ 1.360. Vou subir o stoploss para US$ 1.255”...

O nível de rompimento a US$ 1.280, parece não ter sido digerido pelo mercado, conforme destacado na elipse, vem ficando acima e abaixo nos últimos vinte dias.  Mas eu continuo acreditando na alta do metal no curto prazo, e mantenho os mesmos parâmetros definidos acima.

- David, antes que você termine, quais são as últimas dos economistas?

Ah, a reunião da Rosenberg? Este assunto fica para amanhã, vou só adiantar o tema: “Temer ou não temer”. Amanhã vêm os detalhes.

O SP500 fechou a 2.047, com queda de 0,94%; o USDBRL a R$ 3,4902, com queda de 0,25%; o EURUSD a 1,1311, sem variação; e o ouro a US$ 1.278, com alta de 0,39%.
Fique ligado!

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