Inflação: A Revanche

9 de maio de 2016

Polarização: Uma tendência Global


Um relatório elaborado pelo estrategista do Citibank, Matt King, tem como título uma colocação perturbadora: “Quando a sabedoria das multidões se torna um rebanho descontrolado”. Nesse documento deixa de lamentar o fracasso do planejamento centralizado, e em vez disso, passa a destacar algumas das consequências diretas da vida, num mundo em que os eventos extremos estão se tornando cada vez mais comuns, em tudo, nos mercados, economia e eleições – no qual Trump é extremante grato.

Ele demonstra suas ideias com uma série de gráficos, dos quais eu escolhi alguns para não tornar este post muito extenso. Incialmente seus argumentos concentram-se nas polarizações. O gráfico a seguir mostra como as grandes empresas estão dominando as pequenas.


A polarização pode ser vista também nos salários – não somente nos USA, mas na maioria dos países desenvolvidos.


E nos mercados com a medida das correlações vistas nas ações.


Em seguida mostra como é sem sentido qualquer tentativa de uma centralização planejada em sistemas complexos.


A próxima ilustração é muito importante para entender que, quando a diversidade é perdida a fragilidade aumenta. Este conceito aplica-se também ao momento que vivemos hoje aqui no Brasil.


A partir daí analisa as implicações para diversas áreas: política, lucros, empregos, crédito.

A liquidez continua a se deteriorar como resultado de limitações na alavancagem dos bancos, implicando menor diversidade, que é ampliado pela compra crescente por parte dos bancos centrais de títulos e ações. Isso resulta numa falsa sensação de estabilidade das cotações, contraposta por seções ocasionais de extrema volatilidade forçando as bolsas a fecharem como o que ocorreu no dia 24/08/2015.

Sua conclusão é que o mundo está mais perto de um ponto de inflexão do que está implícito nas taxas, que os bancos centrais querem demostrar, mas não é o que a realidade exibe.

Eventos extremos estão se tornando mais comuns, o que é uma caraterística intrínseca – não um choque externo, em um sistema que está se aproximando rapidamente para um ponto de inflexão. A sugestão do Citi e ficar longe de previsões otimistas, bem propagadas pelos meios financeiros.

Certamente este relatório tem um tom sombrio sobre a situação atual. Enfatiza a polarização existente atualmente, que pode ser vista quase em todas as partes do planeta, e teoriza as consequências quando essa polarização tende a ir aos extremos. É inegável esses fatos, como vai terminar ninguém sabe, mas não parece ser numa boa!

No post as-aparências-enganam fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...”Em função disso, vou sugerir uma operação de compra de dólar, caso esteja R$ 3,60 – no fechamento. Na verdade, estou me antecipando, pois, a indicação mais forte seria acima de R$ 3,72, mas vou arriscar. O stoploss inicial será R$ 3,50”...

Hoje o dólar teve um dia volátil, oscilando 5,3%, entre a mínima de R$ 3,49 e máxima de R$ 3,675, consequência da anulação do processo de impeachment pelo Presidente interino da Camera, Waldir Maranhão. Qual a sua motivação para essa ação maluca, vamos saber mais à frente. Que não foi de “graça”, com certeza não foi.

Hoje foi muito importante saber que o mercado está fechando próximo das mínimas. Como os gráficos não se preocupam com nada a não ser os preços, vou manter a recomendação, ajustando um pouco o preço de entrada a R$ 3,68 e o stoploss mantido por enquanto.

Por enquanto o movimento ainda é de queda do dólar, e indica uma continuidade da correção iniciada em outubro passado.


O SP500 fechou a 2.058, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,5207, com alta de 0,57%; o EURUSD a 1,1379, com queda de 0,20%; e o ouro a US$ 1.263, com queda de 1,95%.
Fique ligado.

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