Inflação: A Revanche

4 de maio de 2016

"Slow Grrrrowth!"

Nesta sexta-feira serão anunciados os dados de emprego nos USA, como é de praxe, o Instituto EDP publica uma estatística que guarda elevada correlação com esse dado. A publicação de hoje, cujo resultado esperado era a criação de 195 mil vagas, decepcionou os analistas com o resultado de 156 mil, o pior resultado desde abril de 2013.


Segundo esse instituto ...“o mercado de trabalho parece ter cambaleado em abril, a criação de empregos nitidamente desacelerou... ...esse resultado merece um acompanhamento de perto uma vez que, a agitação financeira no início do ano, pode ter ocasionado danos nos negócios”...

Outro resultado negativo foi a publicação da balança comercial americana, que embora reduziu o seu déficit, o motivo foi um decréscimo nas importações de bens e serviços de 3,6%, indicando uma desaceleração da economia.


E para terminar o deck de más notícias, a produtividade, assunto tratado no post de ontem as-aparências-enganam, caiu ao pior nível dos últimos 23 anos! O gráfico a seguir, que calcula a média de dois trimestres para evitar grandes oscilações, deixa claro esta tendência observada nos últimos anos.


Quando uma economia apresenta uma produtividade elevada, é possível o aumento de salários sem que isso tenha impacto na inflação. O raciocínio é que, com a queda desse indicador o custo unitário dos produtos cai, abrindo espaço para que a elevação dos salários possa ser suportada por parte desse ganho. Quando isso não acontece, aumentos de salários podem mais facilmente pressionar a inflação, ou em última análise, diminuir a lucratividade das empresas. Por essa razão, esse é um dado econômico importante.

Hoje o dia não foi positivo em termos de dados econômicos, mas um dia não faz uma tendência, vamos acompanhar o dado de emprego. Já no campo político, a notícia pode-se classificar de péssima. Com o abandono do candidato Cruz, da campanha eleitoral, Donald Trump passa a ser praticamente oficializado como o candidato do partido Republicano, e considerado que Hilary Clinton deve ser a candidata dos Democratas, acredito que o primeiro terá mais chances de sucesso.

A China já deu uma alerta no site do Global Times, uma agência de notícias chinesas em língua inglesa ...”If Trump really captures the White House, what will it mean? This scenario is becoming increasingly serious”...   Faço um paralelo entre Trump e Bolsonaro, acho que a maior diferença é a língua, o resto é muito semelhante!

No post mais-estimulantes, sugeri a compra de euro caso ultrapasse o nível de 1,1470, o que acabou acontecendo: ...” Estou sugerindo uma operação de compra de euro a 1,1470 (no fechamento) com stop a 1,1330”... Estou apresentando a seguir o gráfico de mais longo prazo.

Com essa janela quero expor não só no que eu estou apostando, mas o risco de um cenário alternativo. Em azul (1) espero que o euro ultrapasse 1,1710 para então buscar um nível entre 1,20 – 1,22.

Porém, recentemente depois de ultrapassar 1,1470 a moeda única chegou a atingir 1,1614 e em seguida retornou ao nosso nível de entrada. Anotei em roxo a oscilação desta semana e essa configuração não é muito positiva, indica que o mercado não teve forças suficientes para continuar subindo. Por outro lado, a semana ainda não terminou, o que pode ser bom ou ruim para a nossa posição.

Em cinza (2), encontra-se um cenário alternativo, onde o euro poderia estar dentro de um triângulo. Se essa hipótese for verdadeira, deverá continuar dentro do macro intervalo entre 1,05 – 1,16 por várias semanas, para depois cair a novas mínimas.

Confesso que aventei a hipótese de apertar o nosso stoploss para algo próximo ao preço de entrada, mas resolvi manter o original. A perda de 1,2% ou 0% tem um caráter puramente psicológico, uma vez que o primeiro não significa uma grande prejuízo. Mas confesso que minha confiança sobre esse trade caiu.

O SP500 fechou a 2.051, com queda de 0,5%; o USDBRL a R$ 3,5464, com queda de 0,30%; o EURUSD a 1,1485, sem variação; e o ouro a US$ 1.279, com queda de 0,40%.
Fique ligado!

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