Inflação: A Revanche

30 de maio de 2016

Até tu Yuan!


Hoje é feriado nos USA, e como de costume nestas datas, o mercado fica com pouquíssima liquidez. Um outro fato que chamou minha atenção foi a total falta de divulgação dos resultados da reunião periódica do G7. Honestamente, esta foi a pior dos últimos anos, deve ter sido mais uma viagem de turismo!

Ao ler o conteúdo das declarações, fica claro o motivo. Parece um manual de boas intenções, não existe nenhum comprometimento com nada. No quesito taxas de câmbio, é interessante: ...” We reaffirm that our fiscal and monetary policies have been and will remain oriented towards meeting our respective domestic objectives using domestic instruments and that we will not target exchange rates. We underscore the importance of all countries refraining from competitive devaluation”… Quer dizer que, um país pode mandar quantos helicópteros quiser, implementar taxas de juros negativas à vontade, e tudo isso não terá impacto no câmbio? Come on!

Já o pessoal na China aproveitou o feriado e resolveu fixar a taxa do Yuan, no menor nível desde fevereiro de 2011, antes do Mosca existir. Também, depois que a Yellen e sua turma avisou em vozes “garrafais” que vão subir os juros, já, já, os chineses querem evitar o fiasco da desvalorização atabalhoada em agosto do ano passado. Por via das dúvidas estão preparando o terreno para enfrentar o período de normalização dos juros americanos.


Já a bolsa parece estar paralisada ao nível de 3.000, mais de 40% abaixo do nível atingido há um ano.


Se vocês perceberam, muito se tem falado dos riscos dos USA subir os juros no momento errado, da Inglaterra mandar os europeus plantarem batatas, do terrorismo espalhado pelo mundo, mas muito pouco da China. Isso não é nada bom, se existe algum lugar onde as coisas não podem dar errado é lá. Está calmo demais, considerando os vários riscos que existem naquele país.

No post a-emoção-dos-resultados, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...”Como apontei no gráfico, se o ouro realmente vai subir o intervalo entre US$ 1.180 – US$ 1.200, deverá limitar essa queda. E comparando-se com a situação hipotética que levantei acima, ao invés de sermos stopados naquele nível, talvez faremos uma última tentativa”...




Hoje pela manhã o ouro chegou a tocar no nível de US$ 1.200, bastante próximo do intervalo indicado acima. O que está me incomodando é a proximidade da linha verde apontada abaixo. Esse é um gráfico com uma visão de mais médio prazo, e quando houve o rompimento, deu um sinal positivo para que o ouro continuasse a subir.



Em análise técnica, quando um ativo rompe uma linha importante e depois de algum tempo, retorna abaixo da mesma, tem um significado ruim. Em outras palavras, como no caso do ouro em questão, ao romper em fevereiro a marca de US$ 1.200, deveria ter chamado novos compradores para se juntar aos antigos. Ficou algumas semanas na tentativa, como se estivesse num processo de correção, mas não parece estar aguentando. Caso retorne abaixo de US$ 1.200 de uma forma consistente, é possível que dentro de algum tempo, o metal testará novamente as mínimas de US$ 1.050.

Porém não estamos lá ainda, vamos observar como se comporta ao tentar retornar abaixo dos US$ 1.180.

- Xiii David, está virando a casaca? Não era você que, pregava a oportunidade de compra do ouro?
Era eu mesmo! Mas se o mercado não achar e me der indicações que eu estava errado, melhor eu mudar de opinião que ficar sem calças, não acha? Hahaha...


O USDBRL fechou a 3,5764, ,com queda de 0,94%; o EURUSD a 1,1142, com alta de 0,26%; e o ouro a US$ 1.205, com queda de 0,57%.
Fique ligado!



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