Inflação: A Revanche

13 de maio de 2016

Hoje e agora


Desde o ano passado eu tenho frequentado alguns cursos de pós-graduação na FEA. Logo de início, ao me deparar com o Campus da Cidade Universitária, fiquei triste ao ver que a POLI – Escola de Engenharia da USP encontra-se exatamente igual, como há 45 anos. As instalações estão idênticas e sem muita manutenção. Dentro de minha vida acadêmica estive no exterior em duas oportunidades, na Stanford University, e na London School of Economics, que diferença!

Ao iniciar as aulas, percebi que estava enferrujado. Embora eu tenha uma sólida formação matemática, os modelos evoluíram muito, o que era de se esperar. Mas consegui acompanhar, pois minha experiência profissional contrabalançou. As aulas foram e estão sendo ótimas. No semestre passado fiz um trabalho que ainda pretendo publicar sobre o IPO dos bancos brasileiros, ficou muito bom, obtive qualificação máxima!

Um subproduto dessa minha ação é a convivência com os jovens. Isso para mim é altamente motivador, sempre gostei de trabalhar com pessoas mais jovens, elas me dão muita energia, talvez eu tenha certa tendência paternal. 

Neste semestre estou cursando a disciplina de Mercado de Capitais com um grupo muito interessante. Nas conversas do café, e principalmente com os mais jovens, percebo uma enorme diferença, quando comparo aos meus tempos.

Quando me formei, recordo-me que tracei um plano para os meus primeiros cinco anos de carreira. Ao final desse período, visionava um cargo de gerência com um salário equivalente a R$ 25.000. Comecei em finanças no BFB com um salário equivalente de R$ 5.000. Naturalmente era um objetivo fazer carreira na empresa, pois os profissionais que tinham em seu currículo pequena permanecia em empregos, eram encarados como problemáticos.

Assim que meu salário foi crescendo junto com minha carreira e considerando os bônus, que são pequenos aos padrões de hoje, fui fazendo uma poupança com investimentos imobiliários, com um amigo, que tinha constituido uma construtora. Essa empresa obteve muito sucesso e suas ações são negociadas na Bolsa de Valores.

Hoje em dia, falar em carreira nem pensar, dois anos num emprego é uma eternidade. Poupança para que, respondeu um desses jovens, nem sei se o Brasil vai existir? Onde estará meu dinheiro? Quero viver o hoje!

Uma pesquisa realizada pela Deloitte encontrou que a geração Millennial expressa pouca lealdade ao seu empregador e sentem que a maioria dos negócios tem pouca motivação, que não o lucro. Também encontraram que os Millennials estão planejando saídas eminentes de seus empregos, ao colocarem seus valores pessoais e interesses acima dos objetivos da organização.

Que tipo de empresa atrai essa geração? Eles consideram as companhias que oferecem um bom balanço entre trabalho e o viver, além de certo grau de flexibilidade (como trabalho remoto). Eles dão pouca importância pela reputação dos líderes das Companhias e sua imagem pública.




Neste assunto não consigo ter uma opinião formada, confesso que o resultado desta pesquisa me deixa surpreso, tenho uma tendência imediata de achar que não vai funcionar.  Mas isso talvez se deve a minha crença de valores passados. Prefiro apenas aceitar essa realidade que é muito diferente da minha.

No post WO, fiz as seguintes considerações sobre o Bovespa: ...” Para que possamos afirmar que o mínimo deste ciclo ocorreu em janeiro último a 37.000, e necessário que a bolsa ultrapasse os 57.000, conforme apontado no gráfico. Do ponto de vista técnico existe uma boa chance para que isso tenha ocorrido, e o Mosca ainda não se envolveu em nova compra aguardando um melhor momento. Trabalho com esse mercado em alta no médio prazo!”...


Depois da trapalhada do deputado Maranhão, que fez a bolsa cair naquele dia - apontado em preto no gráfico, o índice está buscando retomar a cotação máxima atingida recentemente de 54.500.


Mantenho os mesmos comentários acima. A formação contida entre as duas linhas verdes, indicam que uma correção deve acontecer em breve. Um grande candidato para iniciar essa correção seria ao redor de 56.000. Caso aconteça, antevejo que essa correção poderá durar algumas semanas e atingir um nível entre 47.000 – 49.000, uma queda acima de 10%.

Mas tudo isso por enquanto são conjecturas, e a bolsa ainda tem um pequeno espaço para alta, do qual o Mosca não vai participar.

Como já estava desconfiado, hoje fomos estopados na posição do euro, com um prejuízo de 0,60%. Também, hoje é sexta-feira 13!

Por último, como vocês devem ter notado, a foto do post não tem nada a ver com o assunto tratado, porém achei que era sugestiva. Esse é o mundo em que vivemos atualmente!


O SP500 fechou a 2.046, com queda de 0,85%; o USDBRL a R$ 3,53, com alta de 1,31%; o EURUSD a 1,1305, com queda de 0,62%; e o ouro a US$ 1.272, com alta de 0,75%.
Fique ligado!


Nenhum comentário:

Postar um comentário