Inflação: A Revanche

18 de maio de 2016

Temer ou não temer


O novo Presidente da República tem um sobrenome que permite dupla interpretação, pode ser um verbo cujo significado é receio. Este trocadilho que eu uso hoje é para enfatizar se devemos temer que, a implementação das medidas necessárias para estancar a aceleração da dívida brasileira, será concretizada ou não.

Vou direto ao assunto, a Rosenberg efetuou algumas simulações das contas públicas seguindo premissas razoáveis. O resultado é desanimador! O gráfico a seguir mostra que, num cenário realista a dívida pública irá se estabilizar proximamente a 90% do PIB em 2019.



Eu considero esta simulação mais para o lado otimista, vejam as razões: O crescimento médio do PIB nos últimos 20 anos foi de 2,7%, e foram anos muito bons! Juro real em 4,5% é mais factível, agora um superávit de 2,5% do PIB, é superior a média desde 1995 – 1,9% do PIB.

E o que aconteceria se o PIB crescer 1,5%, o juro real de 5,5%, e o resultado primário de 1,5%? Desastre! Provavelmente, nossos filhos passariam por algum calote da dívida.



Todos os participantes da reunião sabem que, sem mexer fortemente, este último cenário passaria a ser considerado. Sabem também, que esses cortes necessários, precisam de mudanças radicais e que irão mexer no bolso de muitos brasileiros, além de uma mudança Constitucional.

Não preciso dizer que esse assunto polemizou a reunião, alguns acreditando que o Temer mostrou competência no processo de impeachment e na montagem de sua equipe e que, portanto, irá conseguir amplo apoio do Congresso. Outros mais céticos creem que estamos a caminho de uma ruptura, e finalmente aqueles que confiam que o governo conseguirá parcialmente seus objetivos, mas que de longe, estaria melhor que a velha equipe, jogando o momento final para 2018.

Os outros indicadores não apresentaram muita novidade, a situação cambial muito confortável, a inflação num processo de desaceleração fechando 2016 em 7,2%, o desemprego continua piorando chegando a 13 milhões no final do ano, e uma queda de 1% da SELIC, para 13,25%, ao final de 2016.

Houve uma concordância, que os próximos 30 dias serão cruciais para projetar se precisamos: Temer ou não temer!

-David, qual a sua posição?
Vamos esperar os 30 dias, mas como venho repetindo, resolver o estado caótico em que o Brasil se encontra, é quase uma missão Impossível.

No post ...sem confiança..,fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...” Caso a retração dos últimos dias continue, até o nível de 2.000, não vejo grandes preocupações,  uma alta poderá ocorrer logo em seguida”... ...” disse que acima de 2.130 o SP500 deveria subir forte, mas antes ele tem que fazer sua lição de casa. Por enquanto estamos só observando quem vai ganhar esta batalha entre os “lógicos” e os “sem juros”! Hahaha... Não sei quem será o vencedor, por isso, respeito os preços”...


Faz aproximadamente 2 anos que a bolsa americana não tem tendência nenhuma, ficou num intervalo entre 1.850 – 2.100. Em algum momento ela irá readquirir um movimento mais direcional, e o fato de ter ficado tanto tempo, indica que deverá ser forte. Até o nível de 2.000 é aceitável a retração, porém abaixo desse valor as coisas podem ficar mais delicadas. Eu anotei no gráfico abaixo uma formação denominada de ombro-cabeça-ombro. Sua ativação começa caso o nível de 1.850 seja rompido. Nesse caso, uma queda mais forte deverá ocorrer, assim precisamos tomar cuidado. 
 O SP500 fechou a 2.047, sem variação; o USDBRL a R$ 3,5670, com alta de 2,20%; o EURUSD a 1,1215, com queda de 0,85%; e o ouro a US$ 1.259, com queda de 1,49%.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário