Inflação: A Revanche

15 de março de 2017

Deu "Y" de novo!


Aos 45 minutos do segundo tempo, o comitê reunido do FED recebeu as informações sobre a inflação medida pelo CPI no mês de fevereiro. Embora a taxa mensal ficou em 0,1 % no índice cheio e 0,2% no que exclui gasolina e alimentos, as taxas anuais ficaram em 2,7% a.a. (a maior desde 2012) e 2,2%, respectivamente.

Sob a ótica do FED, e considerando esse indicador, embora não seja o que a autoridade monetária usa para suas decisões, pode-se dizer que a inflação já se encontra no nível desejado. Contudo, recentemente surgiu um complicador adicional na empreitada declarada de aumento de juros; em curto prazo, a economia deu indicações de ter retraído.

O gráfico a seguir, onde se plota o índice de inflação em conjunto com a expectativa do PIB publicado pelo FED de Atlanta, sugere um cenário nada benigno, o que se denomina em economia estagflação. Isso não é conclusivo no momento, apenas uma reflexão de um cenário possível, mesmo ainda considerado pouco provável.


Os salários reais também sofreram queda por 2 meses consecutivos. O autor do gráfico abaixo alerta para uma situação passada em 2011 em que, após consecutivas quedas, Bernanke, Presidente do FED naquele momento, optou por lançar um programa de helicópteros – QE2.  


O FED anunciou a elevação dos juros em 0.25%, tal qual o esperado. Como mencionei ontem, o importante seria observar a distribuição feita pelos participantes nos anos a seguir. Até criei uma nomenclatura “X” e “Y”, onde a primeira indica uma concentração num determinado nível enquanto a segunda dispersão. A figura abaixo que compara os dots publicados na reunião de dezembro e o atual não mostra uma mudança significativa, ainda existe bastante dispersão em 2018 e talvez um pouco menos em 2019, um “Y” baixinho na melhor das hipóteses.


O gráfico da mediana a seguir mostra bem o que mencionei acima, praticamente são idênticas. Como havia mencionado também, nessas condições o mercado respirou aliviado e tudo continua como antes; ou seja, os juros vão subir devagar. As bolsas estão subindo, o dólar e os juros caindo.


No post e-nos-com-isso, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” É bem verdade que ultimamente o euro se encontra mais na parte inferior (2), diferentemente do 2º semestre de 2016 (1) onde se encontrava próximo da parte superior” ... ...” O que eu não consigo dizer ainda e se haverá ainda mais uma queda para atingir o tão esperado target de 1,00, ou o euro entrará num movimento de alta que poderá, em alguns anos, ultrapassar o nível de 1,60! ” ...


Ainda não sei responder a pergunta colocada acima, nem minha sugestão de trade a seguir deva ser entendida como uma indicação de longo prazo. Na verdade, é apenas um trade especulativo, de curto prazo.  A orientação é comprar a 1,0710 e usar como stoploss 1,0520. Meu objetivo será algo em torno de 1,095, mas vou definir mais adiante.

 
Como um trade de curto prazo, fiquem de olho que posso fazer alterações conforme o mercado evolui. 

A posição de dólar foi liquidada hoje durante a tarde com um pequeno prejuízo. Como vocês podem verificar no post estrategia-chinesa, fiz os seguintes comentários: ...” Como se pode notar, o dólar está contido entre duas pequenas retas, e em algum momento haverá uma definição; ou subindo com maior pujança ou dando meia volta. Antes que meu amigo pergunte, quero reafirmar que esse é um trade especulativo, por enquanto o movimento maior do dólar é de queda. Let’s the market speak! “.... Fica para a próxima!

 
O SP500 fechou a 2.385, com alta de 0,84%; o USDBRL a R$ 3,1033, com queda de 2,05%; o EURUSD a 1,0732, com alta de 1,23%; e o ouro a US$ 1.218, com alta de 1,70%.

Fique ligado!

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