Inflação: A Revanche

28 de março de 2017

Pega ladrão


Todos já passaram em algum momento uma situação em que alguém grita, “pega ladrão! ”. A primeira reação é a de se proteger, a segunda, ficar observando ou até tentar ajudar quem deve ter sido assaltado. Porém, ninguém se pergunta se aquela exclamação é verdadeira.

Conforme me aprofundo em estudos de finanças, mais acredito que a mais recente onda da academia sobre comportamento financeiro tem mais utilidade que a teoria clássica de modelos de otimização, fronteira eficiente e outros. Não vou me estender sobre esse assunto hoje, porém quero chamar a atenção para alguns fatos que envolvem mudanças repentinas dos indivíduos.

Vou comentar uma pesquisa feita pelo Bank of América com seus clientes sobre alguns temas, e comparar os resultados obtidos entre fevereiro e março. Incialmente, perguntou-se qual seria o principal risco de um evento inesperado. Dentre as respostas, a preocupação maior ainda é na Europa, especificamente nas eleições; em seguida, a guerra comercial deu lugar para um crash no mercado de bonds. A primeira se deve a proximidade das eleições francesas, mas, e a troca de posição da segunda, o que teria mudado tanto em 30 dias?


A outra pergunta questiona qual seria o catalisador da alta na bolsa que poderia originar uma queda repentina. No mês passado, o maior risco era considerado a política protecionista que Trump advoga. Mas, sem que houvesse nenhum pronunciamento do governo americano sobre esse assunto, em março a maior preocupação passa a ser a alta dos juros.


Outra informação que vai na mesma direção pode se verificar a seguir. Um país que foi ameaçado e até desprezado por Trump foi o México. Isso sim poderia ser, ou é um fator de preocupação, para os mexicanos. Seria de se supor que um clima de receio e desanimo contaminasse a população. Ontem foi publicado seus dados do PIB que surpreendeu a todos, com um crescimento de 3% a.a. Se esse resultado acontecesse aqui, seria decretado feriado nacional!

 
Meu objetivo não é analisar o impacto desses resultados nas respectivas economias, mas sim, até que ponto se pode confiar numa pesquisa. Em finanças comportamentais, o pensamento num determinado momento é relacionado com a sua emoção. Por exemplo, se num determinado dia você está com medo, é provável que sua mente lhe falará para vender sua posição de ações, pois qualquer informação mais temerosa, te leva a concluir que ficou muito arriscado. Porém, num próximo dia, vai constatar que não pensa da mesma forma. Assim ocorre também com as pesquisas que são muito influenciadas pelo “medo do momento”, mas que após cessado ou modificado, as opiniões se alteram.

A finalidade é alertar os leitores que tome muito cuidado com as pesquisas, e evitem tomar decisões somente baseadas nessas informações, principalmente nos dias que estamos com algum sentimento negativo. Se alguém gritar pega ladrão, confirme; se bem que aqui no Brasil é mais provável que seja verdade, ainda mais se for político! Hahaha ...

Deixei por último a pesquisa feita para saber qual será o nível final da taxa de juros implementada pelo FED, ao final deste ciclo. Cerca de 55% dos respondentes acredita algo em torno de 2% a.a. - 3% a.a. Se vocês notarem, a probabilidade é maior para os níveis inferiores que superiores.

 
Agora, vejam a diferença entre a projeção do Goldman Sachs e do mercado, tanto em relação à taxa de curto prazo, bem como os juros de 10 anos. Em quem você aposta?


- David, você jogou a pergunta no ar! Qual a sua resposta?
Análise Técnica, é com ela que eu vou!

No post inacreditável, queria incialmente fazer uma correção no nível do stoploss, não que eu esteja alterando, porém me referi ao nível de 63.000 erroneamente como se pode verificar na tabela semanal de resultados O nível correto é de 62.000. Coincidentemente, hoje a bolsa se encontra no mesmo nível dessa última publicação, depois de atingido a mínima de 62.500.

- David, mais você não teria sido estopado no limite “errado”?
Boa observação, pode parecer que eu estou querendo dar uma de “Miguel”. Acontece que em nenhum dos dias o índice fechou abaixo de 63.000; é isso que vale.

No post mencionado acima, fiz as seguintes observações caso a bolsa não respeite meu stop: ...” não mudo meu viés de alta no médio prazo, porém teremos que observar novos intervalos para identificar eventuais reversões. O primeiro nível é por volta de 61.000, em seguida 58.800 e por último 56.300. Abaixo desse último, minha convicção de alta se altera significativamente” ...

 
Estaria tudo pronto para a bolsa retomar sua direção de alta. No gráfico abaixo, tracei o que estou esperando, uma correção terminada (zig zag). Mas, teremos que esperar, não posso eliminar nenhuma opção. Por enquanto, meus dados de longo prazo apontam para novas altas no futuro, mas no curto prazo está indefinido.


Acima do nível de 67.000 nós ganhamos mais alento, mas mesmo assim não solte rojões é preciso ultrapassar os 70.000, pois a correção pode ainda demorar mais tempo, e não ter terminado, como eu gostaria.

Confuso? Imagino que sim, fique então com as orientações de preços e deixa que o Mosca trabalhe para você.


O SP500 fechou a 2.358, com alta de 0,73%; o USDBRL a R$ 3,1385, com alta de 0,43%; o EURUSD a 1,0815, com queda de 0,45%; o ouro a US$ 1.251, com queda de 0,20%.
Fique ligado!

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