2020: O risco vai compensar?

31 de outubro de 2019

A mais valiosa opção de venda



Hoje é dia de Halloween comemoração tradicional americana que se incorporou aos costumes brasileiros. O conceito por traz da celebração é que os portões do céu se abrem a meia-noite, permitindo que as almas dos que já foram retornem para se reunir com suas famílias. Os enfeites são macabros: teias de aranha, zumbis, vampiros, múmias, tumbas e abóboras. Resumindo, hoje é o dia das Bruxas!

Ontem o Fed entregou o que o mercado gostaria, reduziu a taxa de juros, e se colocou numa posição neutra para o futuro, além de deixar implícito que não existe recessão nos EUA, ao contrário, a economia está bem. As bolsas em consequência, atingiram máxima histórica naquele país.

Os resultados do 3º trimestre das empresas que são publicados nesse período, estão superando as expectativas. Embora os lucros estejam a caminho de declinar pelo terceiro trimestre consecutivo, cerca de 75% das 280 empresas do S&P 500 que divulgaram resultados até quarta-feira de manhã superaram as expectativas.

Enquanto os lucros totais deverão cair cerca de 3,2% em relação ao ano anterior, o maior declínio desde 2016, a maioria dos analistas considerou que estamos no fundo do poço. Eles projetam crescimento de ganhos que irão se acelerar no próximo ano, ajudando a aliviar o medo de uma possível recessão.


É verdade que a performance da bolsa americana não se distribui de maneira igual entre os setores. A tecnologia lidera com ampla vantagem qualquer outro segmento nos últimos 5 anos, conforme se pode observar no gráfico a seguir comparando o Nasdaq 100 versus o SP 500.


Todo esse cenário é positivo para o Presidente americano que está às voltas com a possibilidade de impeachment. Mas qual seria o candidato de preferência dos chineses? Hoje em dia, foi criada uma animosidade dos americanos contra os chineses independente se o candidato é do partido Republicano ou Democrata. Mesmo assim, acredito que os orientais preferem qualquer outro ao presidente atual. No mínimo, o novato tem uma posição mais fraca para negociar.
Partindo desse princípio a alta das bolsas e melhora da economia americana não é bom. Chutar o pau da barraca, também não, pois respinga em seu pais. O ideal seria levar em banho maria até o próximo ano.

Sendo assim, os chineses têm em suas mãos o acordo comercial com o EUA para usar. Nesta manhã a Bloomberg reportou que a China dúvida da possibilidade de um acordo de longo prazo com o Presidente Trump, alertaram que não vão se mexer nas questões comerciais mais espinhosas e continuam preocupados com "a natureza impulsiva de Trump e o risco que ele poderia recuar até no acordo limitado que ambos os lados dizem que querem assinar nas próximas semanas”.

Curiosamente, apenas uma hora antes, a Reuters informou que Pequim poderia remover tarifas extras impostas desde o ano passado aos produtos agrícolas dos EUA para facilitar o caminho para os importadores comprarem até US $ 50 bilhões em valor, segundo o chefe de uma associação comercial apoiada pelo governo, no que parecia haver narrativas em duelo entre a Reuters e a Bloomberg. Também antes do relatório da Bloomberg, o Ministério da Comunicações da China disse que as negociações comerciais estão progredindo bem e que as equipes mantêm uma comunicação estreita, enquanto os lados prosseguem de acordo com o plano anterior e levam os negociadores dos EUA e da China a realizar uma ligação na sexta-feira.

Confuso? Talvez essa será a estratégia da China daqui em diante, se a visão do Mosca estiver correta. Deveríamos ter diversas idas e vindas, visando “segurar” o mercado sem que cause grandes danos.

Usando a lógica do mercado de derivativos, onde a opção de compra dá o direito ao seu detentor de exercer uma determinada ação a um preço estabelecido, enquanto a opção de venda permite a quem possui vender essa ação. Até o momento, Trump imaginava que tinha uma opção de venda contra o mercado Chinês acreditando que se impusesse tarifas muito elevadas colocava a economia chinesa no chão. Agora o jogo mudou, é a China que tem uma opção de venda não dá economia americana, mas algo até mais destruidor, da bolsa americana.

No post boia-furada, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ... “Nos últimos dias a bolsa americana está tentando romper a marca histórica de 3.020” ... ... “Enquanto não ocorrer o rompimento, é possível uma correção que poderá estar delimitada conforme a figura abaixo” ...

 
O rompimento acabou acontecendo essa semana, mas o índice ainda não se distanciou o suficiente para descartar um eventual false break. A configuração recente da bolsa dá margem a algumas interpretações do ponto de vista técnico, o que exige um pragmatismo as premissas. Anotei no gráfico a seguir, a área que contempla meu comentário.

No momento a bolsa se encontra exatamente no ponto de ruptura a 3.025. No trade proposto, sugeri um stoploss a 2.970, mas prefiro apertar um pouco mais esse nível para 3.000. O motivo é que, se o rompimento é para valer, a bolsa não tem nada a fazer muito distante do patamar de hoje. Existe indefinições de configuração externado acima, sendo assim, não se pode arriscar muito.

O SP500 fechou a 3.037, com queda de 0,30%; o USDBRL a R$ 4,0172, com alta de 0,74%; o EURUSD a 1,1152, sem variação; e o ouro a U$ 1.513, com alta de 1,20%.

Fique ligado!

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