2019: Quem dá menos!

8 de outubro de 2019

Sinais inequívocos


O Mosca alertou alguma vezes que o EUA não tinha interesse em retornar a uma relação comercial estável com a China, ficando implícito que seu principal motivo seria estancar o crescimento chinês, tanto econômico como político. Mas a China não está disposta a aceitar essa regressão e continua seu caminho no sentido de conquistar sua dominância. O Presidente Trump em conjunto com sua tropa parece caminhar com esse objetivo criando dificuldades em vários fronts além do comercial.

Agora enfrentando um processo de impeachment seria lógico supor que a maior parte de seu esforço se concentraria em não perder seu cargo. Nessa semana está programado a continuação de negociação para um eventual acordo comercial com a China. Porém alguns acontecimentos nas últimas horas colocam em dúvida o seguimento dessa negociação.

Os EUA acrescentaram 28 entidades chinesas a uma lista negra de exportação na segunda-feira, citando seu papel na repressão de Pequim às minorias muçulmanas no noroeste da China.

No entanto, a ação que os EUA disseram não estar relacionada a negociações comerciais, provavelmente perturbaria as autoridades chinesas já irritadas com o que Pequim vê como apoio dos EUA a um movimento pró-democracia cada vez mais perturbador em Hong Kong.

Os objetivos da ação incluem os gigantes de vídeo-vigilância, e reconhecimento facial, Hangzhou Hikvision Digital Technology, Megvii Technology Inc. e SenseTime Group Ltd. A decisão do Departamento de Comércio de adicionar as empresas à sua "lista negra", ao lado da gigante de telecomunicações Huawei Technologies - que foi adicionado em maio - significa que os fornecedores serão impedidos de fornecer tecnologia originária dos EUA às empresas chinesas sem licença.

Após uma série de relatórios no início do dia, alegando que a delegação comercial da China poderia deixar Washington um dia antes, e também que o vice-primeiro-ministro Liu He, líder da delegação comercial da China, não recebeu o status de "enviado especial" (o que permitiria para negociar em nome do Presidente Xi), então, veio o último relatório sobre as políticas de Washington que restringiriam o fluxo de capital americano no mercado chinês. De acordo com o BBG, Washington está investigando potencialmente limitar a capacidade dos fundos de pensão americanos de investir em ações chinesas.

O plano seria concebido para limitar a exposição dos fundos de pensão vulneráveis ​​a mercados opacos da China, supostamente repletos de fraudes e abusos.

Na realidade, o plano é apenas outra maneira de impor controles de capital 'flexíveis' para aumentar a pressão sobre Pequim em um momento em que uma economia e uma moeda enfraquecidas provocaram uma onda de saídas de capital, adicionando estresse ao já bastante endividado setor financeiro chinês.

As autoridades de Trump, realizaram reuniões na semana passada, apenas algumas horas depois que o assessor da Casa Branca Peter Navarro descartou o relatório como "notícias falsas" e se concentrou em como impedir que fundos de aposentadoria do governo dos EUA financiassem a ascensão econômica da China, disseram fontes do BBG.

Todos esses acontecimentos que ocorrem em cima da hora, me tornam cético sobre a possibilidade de algum acordo comercial. Acredito que não seja novidade às autoridades americanas, os últimos dados da Indústria e do setor de serviços que capturam o impacto das ações no comercio tanto americano como chinês. Sendo assim, sou levado a pensar que, os objetivos políticos ultrapassam o econômico.

Se eu estiver correto podemos esperar dias muito difíceis a frente, pois o momento escolhido para essa mudança de rumo não é muito feliz. Num mundo que buscava o caminho de um crescimento mais sustentável, essas fricções geradas por medidas políticas colocam em risco esse cenário.

No post procura-se-uma-porta-de-entrada, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ... “correção se encontra em curso, sendo assim, os parâmetros apontados no gráfico acima passam a ter validade. O gráfico a seguir, com janela diária, me indica que o objetivo mais provável deva ocorrer ao redor de U$ 1.410, onde vou sugerir um trade de compra” ...

Desde essa última publicação não houve muita evolução nos preços do ouro, suficientes para negar ou confirmar minhas expectativas.

Ao analisar em mais detalhes o progresso do metal algumas possibilidades surgem, tornando mais difícil um posicionamento confiante. Em todo caso, vou continuar com a hipótese traçada anteriormente, desde que, o nível de U$ 1.540 não seja ultrapassado antes disso, conforme anotado no gráfico abaixo (plano B).

O Mosca não será publicado amanhã voltando na quinta-feira.

O SP 500 fechou a 2.893, com queda de 1,56%; o USDBRL a R$ 4,0940, com queda de 0,31%; o EURUSD a 1,0954, com queda de 0,15%; e o ouro a U$ 1.505, com alta de 0,80%.

Fique ligado!

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