2020: O risco vai compensar?

24 de outubro de 2019

Vida promissora



A economia não é uma ciência exata, o principal motivo é oriundo de se objetivo ao buscar desenvolvimento econômico e social, visando que, a população de um país, viva de maneira “descente”. Ocorre que esse objetivo foi de certa forma desvirtuado pelo capitalismo pois acabou pendendo mais pela economia e menos pelo social.

Antes que meu amigo pergunte se o Mosca está tendendo para o Marxismo, esclareço que não estou fazendo uma crítica ao modelo Capitalista, mas sim apresentado as suas consequências nos dias de hoje.

A globalização em conjunto com a tecnologia vem destruindo empregos sem que haja uma tendência de reversão. Não é necessário muito cálculo para que se chegue a uma situação extremamente perigosa, onde momentos semelhantes no passado, levaram as guerras. De uma forma muito pragmática, as guerras são momentos de grande avanço além de ocorrer a elevação na renda média da forma mais nociva que é a morte.

Como poderia ser isso evitado? Uma ideia é diminuir o número de horas trabalhadas elevando o tempo para o laser. Um artigo publicado pelo Wall Street Journal relata a experiência de uma empresa de consultoria alemã que adotou a semana de trabalho com 5 horas diárias.

Lasse Rheingans percebeu que tinha tempo para checar o Facebook ou responder à resposta - todos os e-mails o distraíam das metas de trabalho e faziam com que ele passasse horas extras no escritório, e não com suas filhas mais novas.

Então, quando adquiriu uma pequena empresa de consultoria em tecnologia no final de 2017, introduziu uma ideia radical: reduziu o dia de trabalho para cinco horas, do padrão de oito horas, enquanto deixou os salários dos trabalhadores e as férias nos mesmos níveis.

"Eles não tinham certeza se eu estava brincando", diz ele. “Alguns pensaram que eu os estava testando. Mas sim, eu estava falando sério”.

Os 16 funcionários começam a trabalhar às 8h e podem sair às 13h. Rheingans, diretor administrativo da empresa, diz que os funcionários podem entregar a mesma produção durante uma semana focada de 25 horas, ao invés de 40 horas interrompidas por distrações.

"Todos nós já experimentamos isso: sentamos no escritório, sem energia, lendo jornais on-line ou no Facebook, precisando apenas de pequenas pausas para recarregar, mas você realmente não recarrega", diz ele. "Minha ideia é focar nas primeiras cinco horas e depois sair e fazer uma pausa adequada".

Para conseguir isso, a conversa fiada durante o horário de trabalho é desencorajada. A mídia social é banida. Os telefones são mantidos em mochilas. As contas de email da empresa são verificadas apenas duas vezes por dia. A maioria das reuniões está programada para durar não mais que 15 minutos.

Como resultado, a empresa entrega o mesmo nível de produção para os clientes, apesar dos dias mais curtos, diz Rheingans. Ele diz que a empresa, que desenvolve sites, aplicativos e plataformas de comércio eletrônico, foi lucrativa em 2018, o primeiro ano em que ele era proprietário. Comenta que funcionários mais felizes oferecem um trabalho melhor para os clientes e a jornada de trabalho mais curta é equivalente, aumentando o recrutamento no mercado de trabalho restrito da Alemanha.

"Não se trata realmente do processo de estabelecer um dia de cinco horas. É sobre maturidade individual ", diz ele. "É tão tolo pensar em uma semana de trabalho de 40 horas quando o trabalho não é um local ou um horário". É uma atividade, ele diz.

O dia de cinco horas traz desafios, dizem os funcionários, com a pressão para produzir o mesmo trabalho em menos tempo. Eles também tiveram que se ajustar para não enviar mensagens de texto ou conversar com a família durante o dia de trabalho.

Mas o cronograma mais curto liberou o assistente de marketing Lucas da Costa para retornar a um hobby há muito arquivado, a de desenhar retratos. Também lhe permitia um emprego de meio período nos finais de semana e jogava basquete com mais frequência com os amigos, que têm inveja do seu dia de trabalho mais curto.

“Quando você trabalha até a noite, só quer se deitar no sofá e relaxar”, diz o jovem de 25 anos.

Brian Kropp, chefe de pesquisa da área de recursos humanos da Gartner Inc., diz que a ideia de cinco horas úteis se ajusta à tendência mais ampla de empresas que buscam aumentar a flexibilidade, que muitos trabalhadores valorizam acima do salário. Pesquisas mostram que a maioria das pessoas só é produtiva durante quatro ou cinco horas da jornada de trabalho, portanto, reduzir o tempo de trabalho não custa necessariamente a produção das empresas, diz ele.

Ainda assim, os gerentes precisam apoiar a mudança e os funcionários podem precisar escalonar os cronogramas para garantir que as necessidades dos clientes sejam atendidas, diz Kropp.

"O mais importante e o mais difícil de fazer acontecer é estar disposto a mudar a mentalidade", diz ele. "Você não pode dizer isso e ficar frustrado quando os funcionários não responderem ao e-mail até a manhã seguinte."

No Digital Enabler, um monitor exibe as horas, minutos e segundos restantes no dia de trabalho. Às 13h, a exibição mudou para "# high5, #feierabend" - ou hora de fechamento em alemão.

"Nem sempre podemos dizer a um cliente: 'Olha, é uma hora da tarde, nos vemos amanhã'. Mas os clientes estão se ajustando. "Nossos clientes entendem", "Alguns perguntaram se temos ofertas de emprego para eles."

Infelizmente esse modelo não se pode aplicar a todas as empresas, mas também não é impossível em grande parte. Outro fator diferenciador é o salário. Por exemplo se uma Companhia área resolver adotar o mesmo padrão de 5 horas, sem haver redução dos salários, seu custo irá subir com essa nova escala.

Mas o que parece evidente deste artigo é que hoje em dia o horário de trabalho é composto por uma parcela ineficiente de tempo gasta com Facebook, WhatsApp, e principalmente e-mails, cuja tendência de quem envia e copiar muito mais pessoas que o necessário. O objetivo, é garantir que “todos” sabiam, se algo der errado. Esse é o lado negativo da tecnologia.

Mas o fato de uma empresa funcionar desta forma é um alento para os possíveis problemas que ocorrerão dentro em breve, de excesso de mão de obra. Além de permitir que o lado social da economia seja mais equilibrado quando comparado a jornadas de trabalho sem limites de horário, nem no final de semana.

No post sinais-inequívocos, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ... “Ao analisar em mais detalhes o progresso do metal algumas possibilidades surgem, tornando mais difícil um posicionamento confiante. Em todo caso, vou continuar com a hipótese traçada anteriormente, desde que, o nível de U$ 1.540 não seja ultrapassado antes disso, conforme anotado no gráfico abaixo (plano B)” ...

Neste período, desde a última postagem, o ouro permanece contido numa região limitada, tanto isso é verdade, que a cotação de hoje é igual a daquele momento. Ao que tudo indica, o metal se encontra num período de correção, que após terminado, espero novas altas. O objetivo inicial, cálculo ao redor de U$ 1.700.

O momento de entrada se situa entre U$ 1.440/U$ 1.410, sendo esse último, nosso call de compra. Conforme os preços evoluem, poderei ter uma percepção melhor se mantenho o nível estabelecido, ou efetuo uma mudança. Como o leitor pode perceber, quando a sugestão foi publicada, o nível estava distante. Sendo assim, optei pelo mais conservador.

O SP500 fechou a 3.101, com alta de 0,19%; o USDBRL a R$ 4,0445, com alta de 0,24%; o EURUSD a 1,1100, com queda de 0,28%; e o ouro a U$ 1.502, com alta de 0,69%.

Fique ligado!

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