2020: O risco vai compensar?

19 de agosto de 2020

Comprar na máxima?

 

A bolsa americana medida pelo SP500 atingiu a máxima histórica nessa semana, quem diria? Sempre que um índice atinge esse momento um certo receio emerge, levantando dúvidas como: estou comprando e vai cair na minha cara! Esse receio é válido do ponto de vista emocional, mas não necessariamente quer dizer mais do que, seu preço foi caro observando o mercado hoje.

O articulista, Micahel Batnick, compilou alguns dados do passado que apontam para algo diferente.

Seu amigo diz para você fechar os olhos e usar a imaginação.

Imagine um mundo onde um vírus global se espalhe por todo o planeta, infectando 20 milhões de pessoas e matando quase 750.000 delas.

A economia paralisou por meses a fio, levando à pior contração do PIB e aos maiores números de desemprego desde a Grande Depressão.

Agora, seu amigo lhe pergunta: "o que acontece com o mercado de ações?"

Há um milhão de respostas diferentes que você poderia dar, mas nenhuma delas incluiria as palavras "o máximo de todos os tempos".

Demorou apenas 126 dias para chegar aqui, e por aqui, quero dizer níveis nunca vistos antes. Por contexto, o número médio de dias entre as máximas de todos os tempos para o S&P 500 é 90.

Este é um ano horrível para a maioria das medidas, e ainda assim, bastante corriqueiro para o mercado de ações, pelo menos usando essa métrica. O gráfico mostra o número de dias que o índice SP500 ficou acima da máxima rompida.



Se você está se sentindo desconfortável agora, que "isso não faz nenhum sentido", você não está sozinho.

“Devo realizar lucros?”

“As ações estão precificadas com perfeição?”

“Posso comprar de volta em níveis mais baixos?”

Essas são perguntas normais de se fazer agora e sempre. Os investidores sempre se perguntam essas perguntas em altas de todos os tempos.

Eu odeio ser o portador de boas notícias, mas os dados mostram por que você não deve fazer nenhuma dessas coisas.

Olhando para os períodos de 1 e 3 meses, as ações realmente mostram retornos piores, em média, depois de atingir um recorde histórico, em comparação com todos os outros dias. Portanto, se você for um trader de curto prazo, talvez faça sentido travar os ganhos. Se você não for um operador de mercado de curto prazo, verá que as máximas de todos os tempos não devem ser temidas. Os retornos são, na verdade, maiores em 6, 12 e 24 meses. Esta não é uma revelação chocante. A alta dos preços atrai compradores, é simples assim.


É importante entender que esses resultados são em média, mas também é importante entender que as médias apenas informam o que aconteceu, em média. O mercado de baixa mais rápido de todos os tempos veio diretamente após uma alta de todos os tempos!
Os máximos de todos os tempos não é um sinal de tudo tranquilo, tal coisa não existe. Mas também não é um sinal de que o tapete está para ser puxado. Resumindo, não existe necessariamente nenhum inconveniente comprar nas máximas. Lógico que não quero dizer que é bom, pois seu lucro sai com uma posição ruim em relação aos outros investidores, mas por outro lado, não quer dizer que o mercado está próximo de uma queda mais adiante.

No post Love is in the air, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: …” Agora não tenho uma estratégia para o ouro, enquanto a queda que está ocorrendo, seja contida nos seguintes intervalos:

① - Intervalo entre U$ 1.928/U$ 1.896 – se o metal aguentar a realização, não caindo abaixo de U$ 1.896, é possível que, uma nova alta esteja mais à frente.

② - Intervalo entre U$ 1.896/U$ 1.819 – Praticamente se pode esperar, na melhor das hipóteses, que o ouro entrou numa consolidação com poucas chances de novas altas.

③ - Abaixo de U$ 1.819 – Está terminado o período de alta do ouro, onde uma reformulação das hipóteses se tornará necessária” ...

O metal buscou uma recuperação depois da queda expressiva, e atingiu o nível de U$ 2.014, retrocedendo a seguir, e encontra-se agora a U$ 1.963. Esses novos preços, modificam os níveis apontados no post acima.

O movimento do ouro, de maneira geral, não seguiu a cartilha da forma clássica, explicita na teoria de Elliot Wave. Os leitores são testemunho que diversas vezes no passado recente, tive dificuldade de “encaixar” dentro de parâmetros razoáveis, e agora não foi diferente. Com essa queda, existe uma outra análise que não mostro aqui, dando sustentação a alta, mesmo assim, it doesn’t looks nice.

Com tanta procura pelo ouro, dificilmente uma analista vai contemplar um cenário de queda de preços, eu até consigo enxergar (a queda), mas parece que não combina com o ambiente. Porém, a análise técnica tem essa vantagem, pois se for esse o caso, e os preços caírem a determinados níveis, vai obrigar a mudanças de rumo, sem ficar vermelho!

Ainda estamos distantes desse momento, e conforme o gráfico aponta a seguir, parece que mais uma queda está nas cartas, e em seguida, rumo norte.

Para visualizar minha ideia, vou trabalhar com uma janela menor de 4 horas.


Como podem notar, eu espero uma queda aos níveis de U$ 1.810, para em seguida o ouro voltar a seguir. Caso a queda continue além desse preço, vou ficar seriamente em dúvida sobre a continuidade da alta. Mas não vamos nos antecipar, por enquanto ficamos com essa opção.

O SP500 fechou a 3.374, com queda de 0,44%; o USDBRL a R$ 5,5330, com alta de 1,21%; o EURUSD a 1,1843, com queda de 0,43%; e o ouro a U$ 1.936, com queda de 3,24%.

Fique ligado!

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