Inflação: A Revanche

9 de agosto de 2016

China: On the side line


Com tantas dúvidas pairando no mundo, é incrível como pouco se sabe sobre a segunda maior economia do planeta. Vocês lembram de algum ato terrorista por lá? Se minha memória não falha, parece-me que não houve nenhum. As condições para que acontecessem por lá seriam grandes, com uma população de 1,3 bilhão, qualquer ataque representaria centenas ou milhares de mortes. Em termos de aterrorizar a população, também estaria dentro dos objetivos dos grupos terroristas. E por que não acontece? Acredito que seja o receio desses grupos terroristas sobre as represálias, devem ter muito medo.

No campo econômico se tem acesso aos dados publicados e é isso. Não vejo economistas locais se pronunciando. Os analistas internacionais que têm uma visão mais cética sobre essas informações, acabam elaborando relatórios com informações secundárias para sustentar seus argumentos, e fica por aí, uma voz no espaço. A análise do comportamento de sua moeda também não permite grandes conclusões, afinal diariamente o PBOC – People Bank of China -  fixa a cotação segundo critérios não explicitados, resta assim, analisar suas reservas.

O que sobra aos economistas ocidentais é observar grandes movimentos, esses os chineses não conseguem ocultar. Uma saída grande de reservas irá impactar o mercado de títulos americanos, bem como a taxa de juros interna naquele país. Os resultados das empresas multinacionais com atuação na China e outros. Mas tem que ser grandes, pequenas passam desapercebidas.

As informações que trago hoje mostram que provavelmente estamos no segundo caso, se alguma coisa está acontecendo por lá, não é significativa. Começo pelos dados de comércio internacional, que tanto as importações como as exportações vêm caindo em bases anuais.




O próximo gráfico é sobre o saldo comercial, e percebe-se uma certa estabilidade em níveis bastante elevados, da ordem de US$ 50 bilhões/mês. Desta forma, pode-se concluir que, as importações caem mais que as exportações, talvez motivada pela queda expressiva nos preços do petróleo nos últimos 18 meses.


A reservas que foram motivo de grande preocupação no início deste ano, encontram-se estabilizadas num nível bastante confortável.
 
E por último, as cotações do yuan com um movimento de desvalorização “suave”, talvez uma política que está sendo implementada pelo PBOC para ajustar a alta do dólar desde 2014. Só a título de comparação, o DXY subiu 21% enquanto o Yuan se desvalorizou 9%, ou seja, a exportação chinesa para os outros países ficou mais cara em 11%, nesse período.


Agora, se teve um item que não escapou do movimento global, foi o juro dos títulos governamentais. O gráfico a seguir apresenta a taxa de juros em moeda local de um título de 5 anos. Também se encontram próximos dos mínimos históricos.

 

A conclusão que se pode tirar ao analisar esses dados, é que o governo Chinês resolveu se portar como espectador. Deixou os outros países se gladiarem em políticas “jurais” com espiral descendente, aguardando quais serão os efeitos em sua economia.

O ouro acabou não rompendo o nível de US$ 1.375, conforme destaquei no post mudando-de-postura: ...” está próximo das máximas do ano de US$ 1.375. Eu ainda acredito que será difícil ultrapassar esse nível agora, mas caso consiga, o ouro pode subir forte depois disso. Vou alterar minha recomendação anterior de compra para US$ 1.250 – US$ 1.200, e ficar de olho caso o ouro resolva subir desvairadamente”...


O gráfico a seguir é diário, uma visão de mais curto prazo, e conforme apontei, no anúncio do desemprego na última sexta-feira, saiu da zona de ruptura, pelo menos por enquanto.


Mantenho as mesmas recomendações acima. Aumentou levemente a chance de comprar um pouco mais barato – US$ 1.250/US$ 1.200. Neste mês de férias do hemisfério Norte normalmente não acontece muitas oscilações. Mas nossos parâmetros são técnicos e caso os preços atinjam os estabelecidos vamos agir, afinal dinheiro não tira férias e quando estamos de férias é para gastar! Hahaha...

A titulo de curiosidade vejam a tabela de gratificação que os países estão ofercendo a seus atletas que conquistarem medalha de 


Será que a Rafaela Silva irá ganhar algum valor ou só um tapinha nas costas?

O SP500 fechou a 2.181, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,1458, com queda de 0,89%; o EURUSD a 1,1115, com alta de 0,23%; e o ouor a US$ 1.340, com alta de 0,38%.
Fique ligado!



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