Inflação: A Revanche

1 de agosto de 2016

Mudando a postura


Não conheço a história dos países que sediaram as Olimpíadas no passado, mas certamente a brasileira vem recebendo uma onda de pessimismo, interna e externamente, provavelmente sem precedentes. Naturalmente, o momento que vivemos politicamente têm uma influência forte nesse sentimento. Nós brasileiros estamos enxergando tudo horrível! Parece que permanece uma torcida contra, para que dê errado.

Ontem assistindo as coberturas feitas pela rede Globo, bem como as imagens do Centro Olímpico, concluí que existe uma grande dose de exagero, o local está lindo. Em seguida comecei a me envolver com a tabela de jogos e a adrenalina circulou mais forte. Foi aí que percebi que, mesmo com todas as dificuldades que o Rio de Janeiro enfrenta, não tem como uma competição desse porte não ser um espetáculo. Estou convencido!

Sou capaz de afirmar que vai ser um sucesso, a razão é que se espera tão pouco, que um resultado mesmo que não espetacular, será assim encarado. Vamos assumir esse espírito Olímpico e aceitar os problemas que estamos vivendo. Podem me cobrar, será emocionante, não têm como ser diferente, é uma Olimpíada!

Na última sexta-feira comentei o nível publicado do PIB americano, sem uma análise mais detalhada. O mercado ficou de certa forma frustrado, pois deposita grande esperança que a economia americana estava partindo para uma recuperação, agora mais consistente. Mas quem foi o vilão? Sabemos que 70% do PIB é por conta do consumo e não foi esse item que foi o problema, ao contrário recuperou-se sensivelmente nesse trimestre, como podem observar no gráfico abaixo. O grande responsável foi o investimento, tanto residencial como das empresas, além da formação de estoques.

 
Do ponto de vista histórico, a ilustração elaborada pelo Wall Street Journal a seguir, mostra como essa recuperação está sendo a mais fraca de toda as anteriores, e não se pode deixar de considerar a enorme injeção de liquidez que vem ocorrendo.


Um indicador acompanhado pelos economistas que sugere a expansão de uma economia e a velocidade de circulação da moeda, denominado de M2. Em vários posts no passado apontei essa variável como estando numa trajetória preocupante de declínio e, como podem verificar a seguir, a queda continua sem folga, atingindo níveis nunca antes vistos.





Alan Greenspan esteve por 19 anos à frente do FED, embora seja hoje em dia responsabilizado pela crise imobiliária, ao baixar os juros quando as bolsas caíram precipitadamente em 2001, a fim de evitar um aprofundamento da recessão. porém, é inegável que conhece a economia americana na palma de sua mão. Na semana passada, em uma entrevista à Bloomberg, disse estar preocupado com um cenário de estagflação nos USA. Para quem não sabe, isso acontece quando a atividade econômica cai, e a inflação sobe. Talvez o motivo de sua preocupação se deva a elevação dos custos de mão de obra.

No post Europa-sem-unidade, fiz os seguintes comentários sobe o ouro: ...” Os pontos a serem observados para uma eventual posição comprada seriam US$ 1.300/ 1.250, até lá não vejo nada de interessante a se fazer”...



Sou obrigado a confessar que o ouro está me dando canseira! Até agora, mesmo tendo externando no começo a ideia de que estaríamos próximo de uma boa oportunidade de compra, não consegui ganhar nada! Não que eu esteja na contramão, porém as correções que gostaria de ver acontecendo, não estão se materializando. Mas não vou desistir nem entrar na emoção comprando, disciplina!

Na sexta-feira, depois do anuncio do PIB americano, o metal subiu forte e está próximo das máximas do ano de US$ 1.375. Eu ainda acredito que será difícil ultrapassar esse nível agora, mas caso consiga, o ouro pode subir forte depois disso. Vou alterar minha recomendação anterior de compra para US$ 1.250 – US$ 1.200, e ficar de olho caso o ouro resolva subir desvairadamente.



- David, Chiiii... parece que você está na torcida!
As vezes isso acontece, mas não acredito que seja o caso, uma vez que, disse acima que se o ouro ultrapassar os US$ 1.375, vamos comprar. E mesmo que ultrapasse, uma correção vai acontecer mais a frente. Nada sobe, sobe, sem parar! Meus indicadores apontam que existe chance da correção acontecer antes, mas quem vai dizer isso é o mercado.


 O SP500 fechou a 2,170, com queda de 0,13%; o USDBRL a R$ 3,2709, com alta de 0,71%; o EURUSD a 1,1663, sem alteração; e o o ouro a US$ 1.353, com alta de 0,24%.
Fique ligado!

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