Inflação: A Revanche

22 de agosto de 2016

Saudades


Até o Wall Street Journal, um respeitado veículo focado exclusivamente em finanças, publicou em sua primeira página, reportagem sobre a cerimônia de encerramento das Olimpíadas “Brazil closes Summer Games With a Festive Show”, com esses dizeres fez o destaque. Também não podia ser por menos, eu classifico o evento como esplendoroso. De forma lúdica, mostrou aspectos da cultura brasileira, que serviu como roteiro desse jornal para divulgar nosso Folclore. Parabéns aos organizadores, atingiram seu objetivo.

Especificamente sobre as competições, faria um destaque aos seguintes atletas brasileiros: Tiago Braz, incrível performance, arriscou quando não tinha outra opção e cravou uma marca que não tinha conseguido antes, aliás que esporte difícil!; Isaquias Queiroz, ao se tornar o maior medalhista do Brasil, um caso de superação; e por último nossa equipe de Vôlei, cujo técnico Bernardinho, um apaixonado pela sua profissão, soube novamente comandar a equipe, com “C” maiúsculo. Um exemplo de unidade num esporte onde o emocional pesa muito.

No campo internacional, Bolt é o atleta mais carismático sem a menor sombra de dúvida, conquistou o povo brasileiro com sua performance fora da curva; e Michael Phelps que, até mesmo ele já deve ter perdido a conta do número de medalhas conquistadas. Com 31 anos tinha abandonado a carreira de nadador, mas resolveu se preparar para essa Olimpíada e ganhou nada menos que cinco medalhas de ouro e uma de prata.

Já em termos de países, os EUA como acontece em todas as Olimpíadas, ficou em primeiro lugar conquistando 121 medalhas, segunda melhor pontuação depois da Olímpiada de Los Angeles.


Acho que eu descobri porque o jogo de basquete fica como o último esporte a ser disputado antes do término dos jogos. O motivo é que os preparativos de encerramento já podem ser executados sem correria, uma vez que, é 100% de certeza que a medalha vai para os americanos. Não tem graça assistir, e como dizia um colega, “é bater em morto. “

Nesta segunda-feira já sinto falta da programação diária, recheada de atividades esportivas, um cardápio de difícil opção, uma delícia! Mas acabou e cada um de nós volta a sua rotina. Não existe palavra melhor que saudades para descrever essa emoção, a mistura entre um sentimento bom nas lembranças desses momentos, com um vazio por não existirem mais. Valeu Brasil!

Mohamed El-Erian, um respeitado profissional do mundo financeiro, descreveu o momento dos mercados emergentes, para o Financial Times, de forma certeira: “Existe algo que os mercados emergentes têm que todo mundo quer agora, e não é matéria prima ou mão de obra barata – são juros. Quando se têm juros negativos na Europa e Japão, e taxas zero em outros lugares, a política e economia desses países se tornam irrelevantes. ”

O gráfico a seguir mostra a evolução dos preços nos EUA para alguns produtos nos últimos 20 anos. Fica evidente a prevalência da alta de preços dos serviços contra a de produtos, com margens significativas, como o caso de TV.


No post crescimento-anêmico, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...”Na semana passada o dólar, depois de atingir a mínima de R$ 3,12, ensaiou uma recuperação, fechando na sexta-feira, próximo a R$ 3,20. Esse movimento não é suficiente para reverter a tendência. Como anotei no gráfico acima, é necessário ultrapassar a região de R$ 3,30 – 3,35, para considerar essa possibilidade, até lá, novas baixas são mais prováveis”.


Não tenho nada de diferente para acrescentar e para quem está esperando sacramentar definitivamente o impeachment para investir no Brasil, estamos a poucos dias disso acontecer. Mas queria compartilhar o gráfico a seguir, que tem uma visão de mais médio prazo.


Está um pouco colorido, mas vamos lá: atentem-se primeiro as marcações em rosa, do ponto de vista técnico, três considerações poderiam indicar que uma reversão do dólar está a caminho, primeiro uma retração de 50% do movimento de alta indicado; segundo a proporção usual nos movimentos internos e terceiro um contorno clássico de uma correção.

Se minhas análises de longo prazo estiverem corretas, a alta do dólar poderia se concretizar agora, com o rompimento da linha traçada em cinza, e principalmente os níveis de R$ 3,30/ 3,35 – em azul claro; ou ainda uma continuidade da queda até atingir o nível de R$ 2,80 – em preto.


Quero enfatizar novamente que o movimento que prevalece é de queda do dólar, mas para que não fiquemos apaixonados pela posição, quis trazer as ideias que não se podem perder de vista.

O SP500 fechou a 2.182, sem varição; o USDBRL a R$ 3,2008, sem variação; o EURUSD a 1,1317, sem variação; e o ouro a US$ 1.338, com queda de 0,21%.
Fique ligado!

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