Inflação: A Revanche

5 de agosto de 2016

Mercado leva olé


Antes da partida inicial da seleção brasileira olímpica, imaginei que nossos jogadores de ataque fariam barba, cabelo e bigode na defesa adversária. Com Gabi gol, Neymar e Gabriel Jesus quem conseguiria segurar? É difícil ter em um mesmo time jogadores tão velozes. Mas nada disso aconteceu, o ataque se mostrou ineficaz contra um adversário que se enraizou na defesa. Houve poucos momentos de perigo, e a maior oportunidade foi perdida pelo garoto Gabriel Jesus, ao acertar a trave num gol que qualquer um faria. As más línguas já diziam que seu contrato com a Manchester United está em perigo, discordo, ele fez o mais difícil, pois não é qualquer um que conseguiria acertar a trave, o mais fácil era fazer o gol! Hahaha ....

Mas quem está tomando um olé dos dados é o mercado em relação a previsão de criação de emprego nos USA. Já pelo terceiro mês consecutivo que o erro é substancial. Este mês com uma previsão de 180 mil o dado publicado foi de 255 mil. Vejam a seguir como o mercado errou feio nesses últimos três meses.

 
A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,9%, mas um resultado muito positivo foi a elevação dos salários em 0,3%. O participation rate manteve-se praticamente estável em 62,8%. O gráfico a seguir mostra uma tendência não muito saudável quando se analisa a forma como esse índice vem evoluindo. É marcante como o crescimento se dá pela população mais idosa em detrimento da mais jovem, quando deveria ser exatamente ao inverso.


A seguir a evolução demográfica que já enfatizei em outras ocasiões, também não é favorável para o crescimento da economia no longo prazo.


Já no quesito inflação, ontem foi publicado o CPI de julho que mostra estabilidade em seus níveis anuais, não apresentando qualquer surpresa. Os dois subitens, índice cheio e o que exclui gasolina e alimentos encontram-se estacionados em 2% a.a. e 1% a.a., respectivamente.



O impacto do dadso de emprego nos mercados foi moderadamente positivo para o dólar e bolsa embora essa últiam esteja fechando em recorde histórico. A possibilidade de alta nos juros em setembro volta a ser uma hipótese que o mercado considera com maior chance.

No post Trump-x-Hillary, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” Depois de atingir a mínima de 1,32% a.a., logo após o anúncio do resultado do Brexit, vem se recuperando, encontra-se hoje em 1,56% a.a. Não é incomum que após o rompimento de um suporte o mercado retorne para testar novamente aquele preço, voltando a cair em seguida, esse efeito se denomina como “last kiss”...



Como anotei no gráfico acima, desde a última publicação os juros começaram a se afastar da ideia do last Kiss, rumando para novas quedas, porém com a informação de hoje a possibilidade de termos esse último beijo apaixonado aumenta. O nível agora é semelhante ao anterior - 1,58% a.a.

Reitero a mesma observação: ...” O Mosca não tem a menor intenção de desafiar o mercado, pelo contrário, respeitamos mesmo quando vai contra nossa lógica ou crença. No caso específico dos juros, enquanto o nível de 1,75%  a.a.. não for ultrapassado, o mercado é para baixo e o patamar de 0,5% a.a. ainda é o mais provável”...

Como hoje a noite teremos a abertura das Olimpíadas, o gráfico abaixo apresenta a performance da bolsa nos países que sediaram o mesmo evento. Como podem notar a expectativa é de alta. Não tenho coragem de sugerir uma posição baseada nesse critério, já é difícil de acertar com toda a parafernália técnica, imaginem agora com um parâmetro como esse. Prefiro jogar no Cassino!





O SP500 fechou a 2.812, com alta de 0,85%; o USDBRL a R$ 3,1686, com queda de 0,80%; o EURUSD a 1,1084, com queda de 0,40%; e o ouro a US$ 1.335, com queda de 1,83%.
Fique ligado!

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