2018: Vestibular Político

10 de outubro de 2018

A única opção



Enquanto Bolsonaro segue com seu discurso intacto contra o PT, parecendo ser a decisão mais acertada de sua campanha, Haddad de forma desesperada busca uma saída. Uma hora acena para os conservadores, outra hora para os militares, diz que vai tirar Lula da cadeia, e assim vai. Sem saber que rumo tomar, parece uma barata tonta.

É compreensível seu desespero, afinal sabe que, se não imaginar nada mirabolante, vai perder essas eleições. Parece aquele time que está perdendo de 4 x 0 e precisa desesperadamente virar o jogo. Mas sabe também que, só um milagre poderá salvá-lo da derrota, pois seu time é pior.

Eu tenho uma sugestão ousada, largue o PT e se filie por exemplo ao PSDB, garanto que iria conquistar muitos eleitores. O seu problema é o PT, o povo brasileiro já deu claros sinais que rejeita esse partido! Teria mais uma grande vantagem, um padrinho por lá, FHC, com quem poderá confabular sobre o que fazer, sem precisar ir à Curitiba!

Um novo estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que as economias emergentes vão atravessar a recente turbulência do mercado, sem um choque severo em seus sistemas financeiros, mas sinaliza uma chance baixa de uma crise.

Alguns países, como a Argentina, devem sofrer contrações. Mas a maioria continuará a experimentar crescimento, apesar das quedas drásticas de suas moedas, disse o FMI em seu Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado em suas reuniões anuais na Indonésia.

Em um cenário “severamente adverso”, o FMI diz que o capital poderia “secar” a um ritmo não visto desde a crise financeira global de 2008.

A diretora administrativa do FMI, Christine Lagarde, alertou em um discurso na semana passada, que a pressão sobre os emergentes "poderia levar a correções de mercado, movimentos bruscos na taxa de câmbio e um enfraquecimento ainda maior dos fluxos de capital".

A estabilidade dos mercados emergentes assumiu foco renovado nesta semana, quando o Paquistão se tornou o país mais recente a buscar uma ajuda do FMI, esperando que os recursos lhe dessem o suficiente para sustentar as finanças de seu governo.

Enquanto três países (Argentina, Turquia e Paquistão) enfrentam desafios muito diferentes, suas crises compartilham um elemento comum: o outro lado de um fortalecimento do dólar tem sido um enfraquecimento de suas moedas. O surto de saída de Capital de suas economias, foi para os EUA, motivado em parte pela campanha do Federal Reserve de aumentar as taxas de juros.

Nos últimos anos, os mercados emergentes atraíram fluxos significativos de investimento, impulsionando suas economias à medida que os preços dos ativos sobem e as empresas têm mais fundos para contratar e expandir.

Se as pressões sobre as economias de mercado emergentes aumentassem e se intensificassem, os riscos de estabilidade financeira aumentariam significativamente. Nossa análise sugere que, no médio prazo, há uma probabilidade de 5% de que as economias de mercado emergentes experimentem saídas de dívida de portfólio de US $ 100 bilhões ou mais. Isso é amplamente semelhante em magnitude aos fluxos experimentados durante a crise.

Com suas principais taxas de inflação em grande parte inativas, as economias avançadas continuam desfrutando de condições financeiras fáceis. Isso não é verdade em economias emergentes e em desenvolvimento, onde as condições financeiras se estreitaram acentuadamente nos últimos seis meses. O gráfico indica a preponderância de recentes ações de aperto de política entre os bancos centrais representados no Grupo dos Vinte. Para mercados emergentes e economias em desenvolvimento, o aperto gradual da política monetária dos EUA, associado a incertezas comerciais e - para países como Argentina, Brasil, África do Sul e Turquia - fatores distintos desestimulou a entrada de capital, enfraqueceu as moedas, deprimiu os mercados acionários e pressionou, taxas de juros e spreads. Os elevados níveis de endividamento corporativo e soberano acumulados ao longo de anos de condições financeiras globais fáceis, constituem uma potencial linha de preocupação.

"Esse cenário de risco baixo, provavelmente teria um impacto severo no desempenho econômico dos mercados emergentes, especialmente para os tomadores de empréstimos soberanos e corporativos que dependem de financiamento externo". “As saídas estimadas sob este cenário são muito maiores do que, por exemplo, no quarto trimestre de 2011, no auge da crise da dívida soberana europeia”.

Embora o cenário não seja inevitável, as vulnerabilidades são altas. A medida do sistema de dívida do governo do FMI - em parte, uma função do endividamento geral - está aumentando. Mais de 45% dos países de baixa renda estavam sob alto risco de contrair dívidas ou já vivenciaram isso, disse o FMI, em comparação com apenas cerca de 25% cinco anos atrás.

"Isso deve servir como uma chamada de alerta", disse Lagarde sobre as crescentes dívidas e riscos de saída de capital.

Mais recentemente, a pressão diminui sobre os mercados emergentes de uma maneira geral. A volatilidade medida pelo índice calculado pelo JP Morgan, se situa em níveis mais comedidos, como se pode verificar a seguir.


As bolsas de valores também se encontram em níveis convidativos quando comparadas as dos mercados desenvolvidos, com um desconto médio de 29%.


Como comentei ontem, o ‘x” da questão será o comportamento das taxas de juros nos EUA. Caso a alta seja de forma abrupta e principalmente originada pela elevação da inflação o cenário mais negativo traçado pelo FMI poderá se concretizar. Se por outro lado, não for tão violento, a situação ficará mais difícil, mas sem detonar uma corrida para a porta de saída.

Mas uma coisa os investidores já se convenceram acabou a farra do juro a 0%.

Outro recado que fica aos dois candidatos à Presidência do Brasil, que mudanças são necessárias urgentemente, como a da Previdência. Não adianta dar uma de macho nesta área, quem manda nos investimentos são os gringos e se deve seguir seus parâmetros. Não existe margem para invenções mirabolantes.

No post segundas-intenções, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” Se tudo correr como o esperado, o ouro poderia atingir U$ 1.235 e no máximo U$ 1.250, sem que, a opção de queda seja questionada. Assim, como agora você já é um exímio operador, poderia arriscar uma venda no primeiro nível com um stoploss a U$ 1.260, para não ficar muito “apertado” na parte superior” ...


Agora vejam o que aconteceu nesses últimos dias com o metal. Não poderia ser mais PSDB! Hahaha ...

Mas não fiquem preocupados, em algum momento esse marasmo vai terminar e o ouro vai se definir se quer ir para cima, ou continuar caindo. Mas um caso de correção deixando os analistas sem esperança, claro que esse é um movimento pequeno, mas serve como exemplo de quão difícil é prever correções.

Há um tempo, sai da posição vendida em ouro, e por enquanto não tenho que me arrepender. Se tivesse ficado, passaria dias animado, imaginado que “agora vai” e outros com a sensação “agora vou ser estopado”. É indiscutível que sem posição é mais fácil tomar uma decisão mesmo que contraria ao que você vislumbrava, agora com posição, o lado emocional age em sentido de te induzir no caminho de seu trade, que nem sempre está correto.

O SP500 fechou a 2.785, com uma queda significativa de 3,29%. Coincidentemente, ontem comentei sobre a bolsa americana, e externei minha preocupação, hoje fomos stopados nas duas posições felizmente com perdas em ambas menores que 1%. Vamos ver onde isso vai dar; o USDBRL a R$ 3,7575, com alta de 1,15%; o EURUSD a 1,1518, com alta de 0,27%; e o ouro a U$ 1.193, com alta de 0,36%.

Fique ligado!

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