2019: Quem dá menos!

11 de julho de 2019

O cala boca




Como o Mosca havia mencionado, ontem em seu depoimento na Câmera Americana, Jerome Powell, praticamente garantiu que o Fed irá reduzir os juros na próxima reunião, no final deste mês. Seus argumentos apontam para um risco de crescimento global mais baixo além das incertezas geradas pela disputa comercial. Ele minimizou os desenvolvimentos que poderiam ter impulsionado as expectativas, como o forte relatório de empregos de junho e a recente trégua comercial entre os EUA e a China.

O gráfico a seguir, que compila o nível de atividade em diversas regiões do mundo, aponta para uma desaceleração no corrente ano.


Powell também alertou para os riscos de que a inflação baixa poderia se mostrar mais persistente do que o previsto anteriormente, um desenvolvimento que "reforçou o argumento para uma política um pouco mais acomodatícia", o que significa taxas mais baixas. Esse argumento é diametralmente oposto ao que dizia há alguns meses. De toda forma, alguns membros do Comitê não estão tão convencidos desse argumento, pois apontam preocupação sobre a inflação, usando o índice calculado pelo banco central de Dallas, que está subindo nos últimos meses.




Nesse quesito, a publicação desta manhã do CPI, pode complicar um pouco a vida do Fed. Embora a inflação total de 1,6% em 12 meses tenha permanecido abaixo do objetivo. Excluindo os itens mais voláteis como alimentos e energia, subiu para 2,1% a.a. Não acredito que isso será suficiente para o dirigente do Fed alterar sua ideia de redução neste mês, mas certamente frustrará o movimento esperado por alguns participantes do mercado, de uma redução de 0,50%.




Acredito que Powell não tinha outra coisa a fazer a não ser “garantir” essa queda de juros. Agora, o que irá acontecer daqui em diante é mais incerto. É notório que o embate de Trump contra a China e outros países, teve um impacto nada desprezível no comercio mundial. A dúvida agora é saber se, em se cessando esses ataques a economia, a economia voltará a crescer num ritmo melhor. Sendo assim, considero essa queda nos juros, como se diz em linguagem coloquial, um cala boca!

Quem não lembra a pressão que a Grécia sofreu em 2012 para acertar suas contas públicas? Naquele momento, a eleição de um governo de esquerda, ameaçava a ruptura deste país com a Comunidade Europeia. Naquela época, a chance desse país abandonar a moeda única era muito grande. Os juros de títulos do governo chegaram a ser negociados no mercado a 30% a.a.

Passados 7 anos, o governo resolveu adotar medidas de austeridade como queriam os alemães e outros. Suas contas públicas voltaram a um controle melhor, embora seu endividamento ainda é enorme. Porém, esse é um problema para o futuro, afinal, dívida governamental não se paga, se rola. Mas hoje, qual o juro de um bond grego? Igual ao americano!




No post o-fed-esta-com-o-dedo-no-gatilho, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ... “ à formação ainda estaria incompleta e faltaria uma alta até o nível de U$ 1.450. Em seguida começaria uma correção mais prolongada. Nesta situação, minha recomendação de compra estaria em U$ 1.380 com um stoploss a U$ 1.360” .... Essa era uma das opções que eu havia levantado e que parece estar se materializando.




Embora um pouco diferente do imaginado, conforme se pode verificar no gráfico de curtíssimo prazo a seguir, se nota uma possível formação de um triângulo.




Com essa perspectiva em vista, vou sugerir um trade de compra de ouro a U$ 1.402, com um stoploss a U$ 1.380. O objetivo seria de U$ 1.460 ou quem sabe algo superior.

O Mosca tinha e tem um viés altista para o ouro. Quando as cotações estavam por volta de U$ 1.270, fiquei na dúvida se poderia ainda ocorrer uma nova queda onde eliminaria meu trade. Naquela situação, havia uma possibilidade também de quedas mais expressiva. Fui cauteloso. A partir de junho as cotações começaram a subir de forma mais consistente. O mais importante foi o rompimento do nível de U$ 1.375, esse fato eliminou a possibilidade de quedas, pelo menos no curto prazo.

No post mencionado acima, publiquei um prognostico de mais longo prazo que servira de base em nosso trades no futuro. Esses níveis deverão ser acompanhados daqui em diante, mantenha esse gráfico para consulta posterior.



O SP500 fechou a 2.999 (on sale! Hahaha ...), com alta de 0,23%; o USDBRL a R$ 3,7524, sem variação; o EURUSD a 1,1251, sem variação; e o ouro a U$ 1.403, com queda de 1,10%.

Fique ligado!

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