2020: O risco vai compensar?

29 de julho de 2019

What's going on!



Não me recordo há quanto tempo, nos deparamos nos finais de semana com notícias mostrando a revolta da população de Hong Kong contra as autoridades locais. Essas manifestações começaram com um determinado objetivo e agora não se sabe bem o que é demandado.

Não vejo ninguém alertar sobre um problema maior, mas eu não vejo dessa maneira. Parece que existia uma insatisfação que estava contida, e agora desafia o comando local. Por trás, sempre tem a mão dos chineses, que imagino em algum momento deverão intervir, caso essas manifestações não cessem, ou fiquem contidas a um número pequeno de manifestantes.

No que parece ser a primeira vez, desde que Hong Kong foi devolvido à China pelo Reino Unido em 1997, o Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau, uma autoridade continental que supervisiona os dois territórios chineses, realizou uma conferência de imprensa na segunda-feira, onde reiterou que protestos violentos que continuaram até domingo não seriam tolerados pelo governo de Pequim, segundo reportagem do BBG.

A HKMAO – Hong Kong and Macau Affairs Office, que responde diretamente ao gabinete da China, reafirmou seu apoio ao governo e à polícia da cidade durante uma rara conferência de imprensa na segunda-feira. Depois do briefing, os chefes da autoridade deixaram bruscamente a sala, ignorando as perguntas feitas pelos jornalistas.

O porta-voz do escritório, Yang Guang, disse que Pequim continua comprometida com "um país e dois sistemas", a separação de poderes que levou à governança de Hong Kong desde 1997. Yang acrescentou que a violência e agitação que abalaram Hong Kong nas últimas oito semanas "foi muito além do escopo da marcha pacífica e da manifestação, minou a prosperidade e a estabilidade de Hong Kong e abordou a linha de fundo do princípio de 'um país e dois sistemas'", disse Yang.

"Nenhuma sociedade civilizada sob o império da lei jamais permitirá atos de violência."

Segundo o SCMP, Yang disse que o PCC tem três 'esperanças' para Hong Kong: que segmentos da população comecem a se opor à violência, que vários setores protejam o Estado de Direito e que a sociedade possa "sair do conflito político o mais rápido possível".

O que começou como um movimento de protesto para matar o odiado projeto de extradição de Hong Kong, que daria ao governo da cidade-estado o poder de extraditar qualquer um para o continente, para enfrentar a punição por supostos crimes. Os oponentes viram o projeto, que estava sendo acelerado pela autoridade, teria permitido a Pequim prender dissidentes viajando por Hong Kong. No início deste mês, a executiva da cidade, Carrie Lam, apresentou o projeto de retirada, mas se recusou a dar o passo adicional que o teria retirado da agenda legislativa. Com a possibilidade de que Lam pudesse recuar assim que os protestos se acalmassem, mais pessoas de Hong Kong tomaram as ruas para exigir que Lam, que foi escolhida por Pequim para liderar o governo de Hong Kong, se demitisse e que ela tomasse as medidas adicionais, para eliminar a legislação para o ciclo atual.

Mas o HKMAO reiterou que os protestos se transformaram em "atos malignos e criminosos" cometidos por "elementos radicais".

Enquanto isso, os representantes da HKMAO reconheceram que Hong Kong deve fazer um trabalho melhor para "resolver as queixas" dos jovens, pressionando por desenvolvimento econômico, qualidade de vida, e perspectivas de carreira.

Esta manhã houve preocupação entre os investidores de que o governo central poderia expressar uma postura mais dura. Mas agora que o HKMAO atingiu um tom mais moderado que poderia ser descrito como "duro, mas firme", algumas dessas preocupações se dissiparam.

Ainda assim, a ameaça de que Pequim pudesse mobilizar a guarnição de tropas do Exército Popular de Libertação estacionadas em Hong Kong, continuou a pairar sobre os mercados.

Como podem notar, não parece que o problema está solucionado e nem se quer existe uma agenda definida. Por outro lado, o passo dado por Pequim, não elimina a possibilidade de intervenção, caso as manifestações ganhem mais ímpeto.

No momento em que se iniciam as negociações entre EUA e China, esse incidente não é positivo para os chineses, que até agora não tinha sofrido nenhum tipo de manifestação. Se o mundo clama por democracia, os honconguêses estão protestando esse direito que existia enquanto colônia britânica. Todos sabemos da linha dura chinesa, onde democracia nem deve existir no dicionário. Espero que esse evento não vire algo mais sério.

No post a-unica-opção,, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ... “na opção do triângulo, é necessário o rompimento de R$ 3,80; no caso da continuidade, será possível abaixo de R$ 3,72. Entre essas cotações é terra de ninguém” ...


Nesta semana existem dois eventos que poderão de alguma forma ter algum impacto no dólar: a reunião do FOMC e do COPOM, ambas na quarta-feira.

É de se notar também que, a posição dos fundos estrangeiros que era predominantemente vendida no real, desde do início de 2018, passou a ser levemente positiva no sentido inverso. Isso não necessariamente significa um compromisso, pois o humor nessa categoria de investidor, pode mudar do dia para a noite.


Na última semana, a moeda americana negociou dentro do intervalo que denominei de “terra de ninguém” e por lá se encontra hoje não existindo nenhuma mudança em relação aos cenários expostos anteriormente.

Mas, o que pode acontecer caso o dólar ultrapasse R$ 3,80? A princípio as cotações poderiam subir até R$ 3,92. Em ultrapassando esse nível, se poderia esperar R$ 3,97. Entretanto, o shape destes últimos dias, indicam que essas projeções ainda contemplam um cenário B.

O Sp500 fechou a 3.020, com queda de 0,16%; o USDBRL a R$ 3,7809, com alta de 0,15%; o EURUSD a 1,1145, com alta de 0,18%; e o our a U$ 1.426, com alta de 0,57%.

Fique ligado!

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