2020: O risco vai compensar?

19 de julho de 2019

Pegaram o "esperrto"



Num ambiente de trabalho sempre existe aquele funcionário que gosta de se aproveitar. Alguns passam horas no telefone – agora no WhatsApp -, na cafeteria bate papo com quem aparecer, ou em trabalhos de equipe ficam na moita. Agora não mais! O Wall Street Journal traz um artigo revelando as novas técnicas disponíveis para desvendar esses “esperrtos”.

Seu empregador pode saber muito mais sobre você do que você pensa.

O tom da sua voz em uma reunião. Quantas vezes você está longe da sua mesa. Com que rapidez você responde a e-mails. Onde você vagueia no escritório. O que está na tela do seu computador.

Ser funcionário de uma grande empresa nos EUA agora significa transformar-se em um gerador de dados da força de trabalho - desde o primeiro e-mail enviado da cama pela manhã, até o hotspot Wi-Fi usado durante o almoço, e até o novo contato comercial adicionado antes de ir para casa. Os empregadores estão analisando essas interações para saber quem é influente, quais equipes são mais produtivas e quem é um risco de sair da empresa.

As empresas, que têm ampla latitude legal nos EUA para monitorar os funcionários, nem sempre informam o que estão rastreando. Quando executivos da McKesson Corp. quiseram saber por que algumas de suas equipes tinham maior rotatividade, essa empresa, no ano passado, trabalhou com um startup de análise de pessoas para examinar dados sobre o remetente, recebedor e tempo de mais de 130 milhões de e-mails - não o conteúdo das mensagens. - de mais de 20 mil funcionários dos EUA, para ver quais pontos poderiam se conectar sobre relacionamentos.

A empresa de análises, TrustSphere, descobriu que equipes com menor rotatividade normalmente tinham um mix diversificado de conexões internas para cima e para baixo, na cadeia de comando dentro da empresa, e com contatos externos. Enquanto equipes com maior rotatividade tinham relacionamentos mais fortes fora da empresa e relações mais fracas com colegas ao seu nível ou mais baixo dentro da empresa. McKesson diz que só olhou para grupos de trabalhadores, não para empregados individuais por respeito à privacidade do trabalhador. Optou por não divulgar a análise para os funcionários na época, porque não olhou para o conteúdo do e-mail.

"A beleza do que estamos tirando disso é a informação para que nossas equipes funcionem melhor", diz R.J. Milnor, vice-presidente de planejamento e análise de força de trabalho da McKesson.

Não são apenas os e-mails que estão sendo computados e analisados. As empresas estão cada vez mais analisando textos, chats do Slack e, em alguns casos, chamadas telefônicas gravadas e transcritas em dispositivos móveis.

A Microsoft Corp. registra dados sobre a frequência de bate-papos, e-mails e reuniões entre sua equipe e clientes, usando seus próprios serviços do Office 365, para medir a produtividade dos funcionários, a eficácia do gerenciamento e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Rastrear os e-mails, bate-papos e compromissos do calendário pode mostrar como os funcionários gastam uma média de 20 horas de trabalho por semana, diz Natalie McCollough, gerente geral da Microsoft que se concentra na análise do local de trabalho.

No início deste ano, os membros da equipe de vendas da Microsoft receberam painéis personalizados que mostram como eles gastam seu tempo, insights que os gerentes não conseguem ver. O portal oferece sugestões sobre como construir suas redes de contatos e passar mais tempo com os clientes, em vez de em reuniões internas.

A Microsoft também vende esse tipo de software de análise de locais de trabalho para outras empresas, como a Macy's, que analisou dados sobre o equilíbrio pessoal entre a vida pessoal, medindo quantas horas os funcionários gastam enviando e-mails, e logados fora do horário comercial. A gigante de hipotecas Freddie Mac usou a análise da Microsoft para avaliar quanto tempo os trabalhadores gastaram nas reuniões e tentar determinar se algumas dessas reuniões foram redundantes.

Os defensores do uso da tecnologia de vigilância no local de trabalho dizem que os insights permitem que as empresas aloquem melhor os recursos, identifiquem os funcionários com problemas mais cedo e saibam quem tem alto desempenho. Críticos alertam que as ferramentas de proliferação podem não ter nuances suficientes para resultar em julgamentos justos e equitativos.

Durante anos, as empresas fizeram com que os trabalhadores assinassem contratos de tecnologia detalhando como qualquer transmissão digital que flui através de um telefone ou computador de trabalho é propriedade da empresa. Os empregadores norte-americanos têm o direito legal de acessar qualquer comunicação ou propriedade intelectual criada no local de trabalho ou em dispositivos que eles pagam para que os funcionários usem para o trabalho, dizem os advogados de emprego.

Agora, as empresas estão ficando mais inteligentes ao analisar o acervo de dados de trabalhadores em sua posse. Uma das fronteiras mais recentes é dissecar ligações telefônicas e conversas em salas de conferência. Em alguns casos, a análise tonal pode ajudar a diagnosticar questões culturais em uma equipe, mostrando quem domina as conversas, quem desmotiva e quem resiste aos esforços para se engajar em discussões emocionais.

Que tal, percebeu que num futuro próximo acabou sua privacidade no trabalho? Com o tempo, calculo que essa tecnologia estará disponível para empresas menores e quem sabe, até para os indivíduos. Imagino o poder dessa ferramenta para se descobrir traições entre os casais. Tudo documentado!

Os “esperrtos” estão com seus dias contados!

No post amadurecimento-precoce, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ... “a taxa atingiu 2,15% entrando na região apontada como importante para saber se essa alta vai dar frutos, ou é uma pequena recuperação para cair em seguida. Acredito ser mais o segundo caso” ...


A grande dúvida no curto prazo é se o Fed irá cortar os juros em 0,25% ou 0,50% na próxima reunião, a se realizar no último dia de julho – essa promete! O Mosca, mantem o seu palpita de 0,25%, mas o mercado nem tanto, pois ontem, declarações de alguns membros do Fed, suscitou essa possibilidade. O gráfico a seguir aponta que, a chance está em 50% para uma alta de 0,50%.


Mas, e seu eu estiver errado? Nesse caso, acredito que o único motivo para tal movimento seria a autoridade monetária apontar que, promoveu esse corte maior, e para por aí, indicando que ficaria parado por um bom tempo. O motivo seria a publicação de alguns dados recentemente, como já mencionei essa semana, que estão vindo melhores que o esperado. Por exemplo, o Philly Fed Manufacturing veio substancialmente melhor.


Se o desenrolar for nessa opção alternativa, acho que o mercado de ações não receberia positivamente, embora não seja essa a reação do mercado hoje. Vamos ver.

Em relação a taxa de juros de 10 anos, recuou levemente para 2,05 % e não tenho mais nada a acrescentar, mantendo o trade proposto anteriormente.

Em virtude das colocações cautelosas feitas durante a semana, o Mosca decidiu liquidar a posição em ouro a U$ 1.440; e o SP500 a 3.004 (na abertura). Qualquer dúvida consulte os posts: tem-solução; SP500 quem-tem-medo-do-lobo-mal.


O SP500 fechou a 2.976, com queda de 0,62%; o USDBRL a R$ 3,7471, com alta de 0,76%; o EURUSD a 1,1219, com queda de 0,50%; e o ouro a U$ 1.425, com queda de 1,44%.

Fique ligado!

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