2020: O risco vai compensar?

1 de julho de 2019

Boas fotos com poucos resultados



No último final de semana, os EUA e a China selaram uma trégua na disputa comercial que ameaçava as economias mundiais. Trump, em campanha para sua reeleição, não perdeu tempo e escreveu em seu Twitter a maravilha que ele conquistou para os americanos, enquanto os chineses anunciaram sua versão que não é exatamente a mesma.




Como se pode notar do quadro acima, a única coisa que se pode concluir é que no momento o risco de imposição das tarifas foi descartado, porém, não eliminado.

Mas não se poderia esperar nada diferente entre os dois países. No lado americano, Trump não estaria disposto a colocar em risco sua reeleição, que nas condições de hoje é bem elevada, basta observar o que os candidatos democratas estão postando em seus Twitters.  No lado Chinês, sua economia se encontra em queda. Eles sabem que, com uma população de 1,3 bilhões de pessoas, não pode brincar. Basta ver como uma medida mais arrojada gerou e está gerando protestos na ilha ao lado, Hong Kong.



O PMI Industrial Chinês publicado encontra em nível de contração, pequeno ainda, porém não conseguindo se recuperar de forma consistente desde 2018.



Talvez, ainda se note grande agitação interna, por conta de um PMI de serviços ainda em expansão. Essa situação, de PMI de serviços em expansão, pode ser notado na maioria dos países desenvolvidos.




Sobre o acordo para reiniciar as negociações comerciais com a China, Trump criticou os aliados republicanos e os críticos democratas, que dizem que sua concessão as empresas norte-americanas para vender peças à Huawei Technologies ameaça ajudar uma empresa, que os EUA acusam de espionagem.

Trump fez a ameaça de mais impostos em maio depois que ele disse que a China renegou a linguagem que havia sido negociada anteriormente. Não ficou claro quais concessões Xi ofereceu para retomar as negociações. Trump também disse que permitirá que as empresas norte-americanas voltem a vender para a Huawei, maior fabricante de equipamentos de telecomunicações da China, atraindo oposição de críticos preocupados com a espionagem dos EUA.

"Eu sei que o presidente é um negociador", disse o Senador Barrasso "Para mim, a Huawei nos Estados Unidos seria como um cavalo de Tróia pronto para roubar mais informações de nós."

Mas talvez o movimento mais inesperado ocorreu quando Trump “convidou” o Líder da Coreia do Norte, para se encontra-lo na fronteira com a Coreia do Sul. Numa cena bizarra, o presidente americano cruzou um pequeno muro para em seguida pisar naquele país.

Se esse encontro tem alguma vantagem no intuito de controlar o risco atômico, é duvidoso, agora que os movimentos inesperados de Trump são surpreendentes, isso é inegável.

De imediato, acredito que esse passo com os chineses é mais benéfico para as bolsas que para os empresários. Dificilmente algum deles irá se sentir tranquilo com esses acontecimentos. O mais provável é que, eles continuem seu movimento de transferir parte de sua produção da China, bem como empresas como a Huawei, façam o inverso. Esse encontro foi melhor para as fotos, com poucos resultados práticos.

No post batalha-jurista, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ... “O gráfico a seguir aloca os pontos onde poderia ocorrer uma mudança de direção do dólar, passando de queda para alta” ... Nesse post, se encontram explicações para cada um desse intervalos.


Como não ouve nenhuma alteração nas conclusões sobre o que foi postado na semana passada, vou aproveitar para comentar o Ibovespa cuja alta esperada pode ter sido colocada em cheque. Vejamos porquê.

No post efeito-de-segunda-ordem, fiz os seguintes comentários sobre a bolsa brasileira: ... “O gráfico a seguir é longo prazo e aponta para o nível de 110 mil por dois critérios, o que lhe dá maior credibilidade. Caso ultrapasse, o novo nível que surge é 135 mil. Em todo caso, prefiro aguardar as próximas semanas para avaliar melhor” ...



A queda da semana passada, observada com um intervalo de 1 hora, colocaram dúvidas sobre a continuidade da alta. Conforme explanado a seguir existem 2 possibilidades com resultados muito diferentes.

1.       “Toca o barco” – Como registrado a seguir, se poderia considerar a retração da semana passada com uma correção. Sendo assim, estaríamos entrando num movimento de alta que levaria o Ibovespa ao objetivo traçado.



2.       “ Cautela” – A retração da semana passada pode ser encarada com outra contagem. Essa outra possibilidade apontaria para um posicionamento mais cauteloso.



É importante ressaltar que, essas não são as únicas alternativas para esse movimento de curto prazo, porém as que poderiam ter maior impacto em nosso trade. Em função desses pontos, estou elevando o stoploss para 99.000, e vamos aguardar os próximos dias para ver o que acontece.

O SP500 fechou a 2.964, com alta de 0,77%; o USDBRL a R$ 3,8425, com queda de 0,24%; o EURUSD a 1,1285, com queda de 0,73%; e o ouro a U$ 1.384, com queda de 1,77%.

Fique ligado!

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