2020: O risco vai compensar?

23 de março de 2020

Modo emergência


Durante a quarentena, o Mosca terá uma publicação reduzida. Em relação ao surto, apenas incluir assuntos que possam complementar informações, buscando evitar a repetição com as centenas que estamos recebendo diariamente.

Os dados econômicos são de pouca valia pois ou espelham dados passados, ou não contemplam o estrago geral a ser causado. Talvez um ou outro vou incluir.

Antes de começar, queria compartilhar uma atitude que tomei. Daqui em diante não vou ler, ouvir áudios ou vídeos, que versam sobre o que devemos ou não devemos fazer. Acredito que eu já sei 90% sobre esse assunto, e busco seguir da forma mais próxima o que é sugerido. Se ficar infectado vou enfrentar, afinal não existe risco zero. Para encarar esse surto é importante uma boa alimentação, beber água, e fazer esportes.

Na última sexta-feira participei de uma conferência (o que mais tenho feito ultimamente) do Banco JPMorgan sobre o Convid -19, do qual selecionei algumas informações sobre o andamento do surto.

Um levantamento sobre os casos reportados de infecção, classificados pela Latitude de cada país, indicam que, 1/3 da população abaixo da Latitude 22.5ºN, não apresentaram elevado grau de infecção. O Brasil está localizado abaixo do 2,5ºN.


Sob outra ótica, a concentração de 90% dos casos está dentro da zona azul abaixo. Aparentemente, em temperaturas mais altas, existem menos casos.


Algumas observações importantes do contágio:

·         Até 85% das infecções ocorrem em grupos familiares
·         A maior parte do restante ocorreu devido ao contato com superfícies duras no ambiente imediato daqueles com infecção
·         Instâncias limitadas de infecção hospitalar
·         Embora tenham sido relatados pacientes assintomáticos para SARS, nenhuma transmissão conhecida ocorreu nesses pacientes
·         Os sintomas médios aparecem no dia 5, a contagiosidade pode começar no dia 4

Muito se tem falado da transmissão dos objetos e superfícies, os dados apontam para rápida dissipação, talvez a única exceção seria os plásticos.

O relatório a seguir aponta para os diversos laboratórios e centros de pesquisa buscando medicamentos contra o Covid -19. Já existe um bom número de estudos em estágio avançado, em diversos cantos do mundo.


Em relação a bolsa americana, o que se buscou medir nos preços atuais seria: qual a queda nos lucros no curto prazo, e como seria sua projeção no tempo. O gráfico a seguir, espelha esse cenário, onde os lucros demorariam 10 anos para chegar aos níveis que estavam antes do surto. Como parâmetro, considerando todos os eventos exógenos que ocorreram na história (guerra, recessões etc.), em média a bolsa demorou 3 anos para atingir o nível de lucro anterior.

Dentro desse mar de más notícias e ambiente temeroso, a Europa apresentou uma diminuição no número de casos, quando comparado com a média dos últimos 3 dias. Nada para soltar foguetes, mas é uma indicação positiva.

No post uma-nova-realidade-na-globalização, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” pode ser que, o dólar permaneça num intervalo entre R$ 5,00 e R$ 4,65, por um tempo, embora hoje em dia, esse tempo tem sido bem menor que antes. Depois disso, uma nova alta deveria levar o dólar para R$ 5,70, embora tenha um objetivo anterior de R$ 5,25, mas que deveria ser ultrapassado para corroborar o nível acima – R$ 5,70” ...

Mas não houve refresco, o dólar ultrapassou a marca dos R$ 5,00 e atingiu a máxima de R$ 5,25 na semana passada. Para quem teve coragem, deve ter entrado na minha recomendação de compra ... “para quem tiver coragem, e no caso de não ocorrer o false break, uma compra a R$ 5,05 seria recomendada com stoploss bem curto - R$ 4,85” ...

Nesse momento de grande volatilidade se pode assumir qualquer movimento, pois os parâmetros de momentum estão muito, muito comprimidos.

O SP500 fechou a 2.327, com queda de 2,93%; o USDBRL a R$ 5,1326, com alta de 1,38%; o EURUSD a € 1,0726, com alta de 0,30%; e o ouro a U$ 1.551, com alta de 3,62%.


Fique ligado! 

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