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O Investidor precisa de qual sorte? #IBOVESPA

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Só depois de muito tempo atuando no mercado é que se forma a real noção de que boa parte das estratégias que deram certo teve como principal motivo a sorte. Quando se começa nesse ramo, a tendência é colocar todo o mérito do acerto em si mesmo — a carne é fraca — e, quando se erra, a culpa recai em alguém ou em algo externo. É da natureza humana querer o confete e não querer a dor. O grande risco dessa atitude é achar que se vai acertar sempre: acorda de manhã, pega o telefone e sai dando ordens convicto de que o mercado vai finalmente reconhecer a própria genialidade. A realidade vai ensinando que esse caminho leva a sair do jogo rapidinho — e nem se fale em dobrar a aposta porque o mercado é 'burro' e não enxerga o que você vê tão claramente. Hoje consigo separar os negócios que foram puramente sorte daqueles que foram mais elaborados. Tenho uma história pessoal que ilustra isso melhor do que qualquer teoria. O mercado de câmbio tem uma característica interessante quando se f...

China: A Marmota infinita #SP500

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Os leitores assíduos do Mosca já me conhecem bem o suficiente para saber que minha visão sobre a China não muda. E não muda porque os fatos também não mudam. Isso me fez lembrar de um filme americano de 1993 chamado "Feitiço do Tempo": um meteorologista arrogante fica preso num misterioso loop temporal — acorda todo dia no mesmo lugar, no mesmo horário, e revive exatamente o mesmo dia. Ninguém ao seu redor percebe o que está acontecendo; só ele carrega o peso da repetição. A cada ciclo, ele tenta reagir de forma diferente, mas o dia recomeça invariavelmente do zero, implacável e indiferente às suas escolhas. Pois bem: a economia chinesa é a marmota desse filme. Poderíamos criar uma cartilha praticamente fixa sobre ela: queda nos preços dos imóveis, consumo interno pífio e compensação pela via das exportações. Entra mês, sai mês, e os dados se repetem sem que o governo consiga motivar sua população a gastar mais — mesmo com juros próximos de zero, num mundo que estava elevando...

Vale acordo de boca? #USDBRL

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Depois da bateria de jogos deste final de semana, vai aqui o meu resumo, ainda preliminar: o Brasil dificilmente sairá campeão, os Estados Unidos mostraram uma seleção mais consistente do que se esperava e o Japão pode surpreender pela disciplina elevada na marcação. É cedo para qualquer conclusão definitiva, até porque várias seleções entrarão em campo pela primeira vez ainda esta semana. Mas o que move os mercados nesta segunda-feira não é bola, é geopolítica. Pela enésima vez o presidente Trump anunciou em sua rede social que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para cessar as hostilidades. A diferença, desta vez, é que o lado iraniano também se pronunciou no mesmo sentido. Como nenhum dos dois lados goza de grande credibilidade nesse tipo de anúncio, o mais sensato é esperar o papel assinado — e mesmo assim restarão dúvidas sobre a durabilidade do acordo. Outro ponto relevante é a reabertura do canal de Hormuz, onde as empresas de petróleo vinham alertando para um risco grave ...

Musk puxa suas ações literalmente pro espaço #nasdaq100 #NVDA

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Elon Musk é uma figura que me gera sentimentos mistos. De um lado, a arrogância, a polêmica, o caos que ele parece gostar de criar. De outro, um empreendedorismo que é difícil ignorar — e ainda mais difícil de replicar. E quando o assunto é SpaceX, qualquer crítica silencia. O que essa empresa construiu é simplesmente absurdo. Foguetes reutilizáveis, lançamentos que viraram rotina, uma infraestrutura espacial que nenhum governo conseguiu fazer tão rápido — e tudo isso saindo de uma empresa privada. E o mercado percebe. Cada avanço da SpaceX reverbera nas outras apostas do Elon. É como se o foguete não carregasse só satélites — carregasse também a confiança dos investidores nas empresas do ecossistema dele. Genialidade ou sorte? Provavelmente as duas coisas — e o mercado não está aí para discutir filosofia. Hoje não tem outro assunto. A SpaceX estreou na Nasdaq sob o ticker SPCX, com o maior IPO da história: 75 bilhões de dólares captados, numa avaliação de 1,77 trilhão de dólares. Para...

Bem-vindo ao Inferno, Kevin #OURO #GOLD #EURUSD

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Há décadas que os mercados financeiros não assistem a uma estreia tão carregada quanto a de Kevin Warsh na presidência do Fed. A primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto sob seu comando acontece na próxima semana, e o ambiente que o espera é, para dizer o mínimo, inóspito. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou para 4,2% em maio — o nível mais alto em três anos — puxada pela crise no Irã e pelos efeitos persistentes nos preços de energia. E, como se não bastasse, o mercado de títulos já votou: os juros precisam subir, não cair. Warsh chegou ao cargo com um histórico de banqueiro privado, acostumado a dar ordens e ser ouvido. A transição para o Fed exige outra postura. O colegiado do Comitê é formado majoritariamente por acadêmicos com carreiras construídas dentro da instituição, cada um com seu modelo, sua visão e — por que não dizer — seu ego. A dinâmica interna das reuniões é diferente de qualquer sala de conselho corporativo. Warsh terá de convencer, negoci...

O plano B é o plano A #IBOVESPA

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  A Copa do Mundo começa amanhã e, como de costume, o Brasil para. O Goldman Sachs publicou seu modelo preditivo para o torneio — sofisticado, com 50.000 simulações de Monte Carlo e o sistema Elo adaptado para o futebol — e o resultado não é animador: o Brasil aparece como quarto favorito, com apenas 8% de probabilidade de levantar a taça, atrás de Espanha (26%), França (19%) e Argentina (14%). Futebol é futebol, e os modelos erram. Mas os sinais frios raramente mentem por muito tempo — dentro ou fora de campo. Por que essa introdução? Porque este ano também temos eleições presidenciais, e o ambiente político mudou de forma relevante nas últimas semanas. A pesquisa Genial/Quaest de junho mostra Lula com 10 pontos de vantagem no primeiro turno estimulado (39% a 29%) e 6 pontos no segundo turno simulado contra Flávio Bolsonaro (44% a 38%). Três fatores explicam a melhora do presidente: o efeito da isenção do imposto de renda ainda repercute; o Desenrola reduziu o percentual de bras...

IA: As pedras no caminho #SP500

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  A democracia funciona no Mosca. Meu associado Alberto Dwek, que vocês já conhecem, tem uma visão mais cética em relação à IA — e neste post de hoje coloca seus pontos de questionamento. Não que ele desacredite da ferramenta; pelo contrário, usa-a de forma constante e abrangente. O que ele questiona são os números projetados pelas novas debutantes: OpenAI, Anthropic e SpaceX.   Alguns avisos antes de entrar no assunto: 1) sou usuário de IA em várias formas — GPT, Grok, Gemini, Claude — e não tenho a menor intenção de parar, até porque estou pagando pouco; 2) este artigo tem o objetivo preciso de apontar riscos, criticar posições e analisar as várias inconsistências, incongruências e armadilhas colocadas por essa magnífica ferramenta; 3) só usei IA para minhas pesquisas — o texto, juro, é meu mesmo. Já abordei em outros artigos uma visão mais ampla sobre o advento dos LLMs e a contínua evolução da IA, sem nenhum problema em colocar na mesma frase que estamos vivendo uma re...