A regressão que não fecha #SP500
Toda nova tecnologia altera o comportamento dos ativos. O que funcionou por décadas pode simplesmente deixar de funcionar, e, quando a mudança é tão abrangente que atravessa a economia inteira, o mundo fica bem mais difícil de ler. Noto a perplexidade de analistas acostumados a rodar uma regressão ou uma análise de correlação e que agora se deparam com distorções sem explicação aparente. Cito a que estamos vivendo: como pode a taxa de juros subir quase diariamente e a bolsa rondar as máximas? O rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano rompeu a máxima de 2007, ano em que uma liquidação de títulos ajudou a detonar a crise financeira global, e está no nível mais alto desde 2002. No mesmo dia, o Nasdaq-100 superou os 31.000 pontos pela primeira vez. ["Another Landmark", do artigo "A top-heavy stocks rally is daring bond yields to break it" (John Authers, Bloomberg)] O empurrão mais recente veio do índice ISM de serviços: a parcela de gerentes de compra...