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Pé no breque da IA #USDBRL

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  Quando a esmagadora maioria dos concorrentes decide se sentar à mesma mesa, alguma coisa importante está em jogo. Foi o que vimos neste fim de semana: os principais laboratórios de inteligência artificial — Anthropic, OpenAI, xAI e Google DeepMind — pediram, em uma rara demonstração de unidade num setor movido a rivalidade, uma desaceleração no ritmo de evolução dos modelos mais avançados. O estopim foi a saída de um pesquisador da Anthropic, que deixou a empresa alertando publicamente que a tecnologia que ajudava a construir podia representar risco existencial para a humanidade. Sua declaração viralizou e foi reforçada por colegas ainda na ativa, um deles estimando em mais de 10% a chance de a IA matar toda a humanidade na próxima década. No sábado, o presidente-executivo da Anthropic publicou um longo ensaio defendendo que o setor precisa moderar o ritmo de melhoria das capacidades, para dar tempo à prevenção de riscos. Sam Altman, da OpenAI, aderiu de imediato e propôs dar a ...

o preço que você não vê #NASDAQ100 # NVDA

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  Durante minha apresentação na FEA-USP esta semana, percebi uma falta de compreensão generalizada sobre como funcionam os modelos abertos e fechados de IA. Confesso que eu mesmo não tinha pesquisado o assunto a fundo — fugia do tema principal daquela palestra. Foi essa lacuna que me motivou a escrever o post de hoje, complementando algo que talvez não esteja bem compreendido entre meus leitores. Toda vez que alguém me pergunta se deve migrar para uma ferramenta de IA "de graça" ou mais barata, eu devolvo a pergunta: barata para quem? Essa dúvida ganhou um capítulo concreto nesta semana. Na quinta-feira, a Anthropic publicou um relatório de ameaças afirmando que empresas chinesas de IA — entre elas a Moonshot AI, dona do popular Kimi, e a DeepSeek — usaram uma rede de plataformas intermediárias para canalizar milhões de perguntas de seus próprios usuários até o Claude, meu modelo de referência para boa parte do trabalho técnico que faço aqui no blog. O objetivo era "de...

O mercado de bonds ainda não está "gordo" #OURO # GOLD #EURUSD

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  O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, parece ter sido mordido pelo veneno do poder — veneno porque, na grande maioria das vezes, leva a reações emocionais. Embora tenha vivido a experiência mais sofisticada do mercado, a dos hedge funds, não parece estar aplicando o que aprendeu lá: quando uma autoridade não consegue seu objetivo por meio de ações, tenta por meio de ameaças. Todo mundo já sabe que o Tesouro vai comprar papéis do governo para tentar acalmar os "bond vigilantes", nome dado aos traders de renda fixa que atuam no mercado de juros toda vez que acreditam que o governo não está indo pelo caminho certo. E ele não vem convencendo: os juros longos americanos sobem quase diariamente, com o 10 anos batendo 4,85% nesta semana, a maior marca desde novembro de 2023, e o 30 anos rondando 5,3%, o nível mais alto desde a crise financeira global. "10-YEAR US TREASURY BOND YIELD & THE OLD NORMAL RANGE", do artigo "Bessent Tells Bond Vigilantes:...

Preço não leva desaforo #IBOVESPA

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  Reservei o post de hoje para um exercício que gosto de fazer de tempos em tempos: mostrar, com um caso concreto, como um fundamento perfeitamente lógico pode não se traduzir em resultado. O assunto é o yen, e o motivo pelo qual ele não está se comportando como um economista que acompanho e respeito, Robin Brooks, vem insistindo que deveria. Sigo o trabalho de Brooks há um bom tempo. Gosto de suas colocações, da forma como ele constrói argumento em cima de dados, mas isso não significa que eu concorde com tudo que escreve, muito menos que siga à risca suas conclusões. Nas últimas semanas ele embarcou, junto com boa parte do mercado, na frenesi dos juros e, como consequência, no debasement trade, aquele em que o ouro seria o grande beneficiário de uma desconfiança generalizada com moeda fiduciária. A moeda japonesa vem se desvalorizando há vários anos, e essa fraqueza é consequência direta de uma política monetária frouxa, na qual os juros reais ficaram negativos por longos perío...

Quatro mil quadrilhões de tokens: otimismo ou delírio? #SP500

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  Hoje apresentei na FEA-USP, no curso de Mercado de Capitais da pós-graduação, a convite do professor Savoia, que conheço de longa data. O tema que escolhi este ano foi o que considero a discussão mais importante que o mercado está tendo agora: os trilhões de dólares que estão sendo investidos em infraestrutura de inteligência artificial vão se pagar? Não entreguei uma resposta de sim ou não — meu objetivo foi oferecer método, não convicção. Os slides completos da apresentação vão anexados para quem quiser conferir cada dado na fonte original.  FEA - Apresentação 2026 - A IA vai se pagar? Comecei a preparar a aula com um número que circulou nas redes esta semana e que resume bem o tamanho do que está em jogo. Um relatório da Evercore ISI, no cenário-base, projeta que o consumo anual de tokens de IA chegue a 4.000 quadrilhões até 2030 — mais de vinte vezes o que o mundo inteiro vai consumir neste ano. E essa conta nem inclui a chamada IA física, robótica, carros autônomos. Qu...

Produtividade, direto no lucro #Nasdaq100 #NVDA

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  Kevin Warsh, cotado para a sucessão de Jerome Powell, tem repetido nos últimos meses que a produtividade gerada pela inteligência artificial vai ajudar a derrubar a inflação americana sem que o Fed precise apertar mais os juros. É uma tese elegante, mas os números oficiais ainda não confirmam nada disso. Os índices de produtividade continuam andando dentro da faixa histórica, sem qualquer salto que sugira uma revolução em curso. A pergunta que me fiz foi outra: será que dá para medir esse tipo de ganho em tão pouco tempo? Produtividade, no sentido técnico, é simplesmente a relação entre o que se produz e o que se usa para produzir — trabalho, capital, energia. Existem duas métricas principais. A produtividade do trabalho mede quanto cada hora trabalhada gera de produção, e vem crescendo de forma consistente nos Estados Unidos desde os anos 1950, puxada por ondas sucessivas de tecnologia — da linha de montagem ao computador pessoal. Produtividade do trabalho (setor não agrícola)...

Xi Jinping tem um plano B? #OURO #GOLD #EURUSD

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  Existem dois assuntos que acompanho desde o início do Mosca, em 2011: o euro como o maior problema estrutural da Europa e a dependência que a China tem das suas exportações. Nenhum dos dois tem solução fácil, e por isso voltam sempre à pauta. Quando os Estados Unidos impuseram tarifas às importações chinesas, Pequim se viu diante de um dilema. A demanda interna não puxa o consumo como deveria, e a saída historicamente confortável — vender para fora — ficou mais cara justamente no seu maior mercado. Restou um caminho: redirecionar a produção para qualquer lugar do mundo disposto a comprar, evitando a todo custo o desemprego, palavra que Xi Jinping já sugeriu que sumisse do vocabulário oficial. Se ele imaginou que essa manobra resolveria o problema de vez, ou se apenas empurrou a questão adiante para ver no que dava, o momento de cobrança está chegando. O próprio G20 já expõe a tensão: na reunião de ministros das Finanças, a declaração final quase não saiu por causa de uma única...