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Casuísmo #nasdaq100 #NVDA

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Existe uma diferença fundamental entre mudar as regras e violar as regras. Violar é crime. Mudar — se você tiver poder suficiente — é apenas negócio. O que a Nasdaq acaba de fazer com o seu próprio índice é um manual de como transformar uma manobra grosseira em procedimento oficial. A SpaceX faz seu IPO em 12 de junho. Avaliação: US$ 1,77 trilhão. Capital captado: US$ 75 bilhões — o maior IPO da história. Elon Musk mantém 85% da empresa. O free float será de apenas 4%. Ou seja: o público recebe uma fatia mínima de uma empresa que vale quase dois trilhões de dólares, não é lucrativa pelo critério GAAP, e acumulou prejuízo de US$ 4,9 bilhões em 2025 e outros US$ 4,3 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. Para situar a magnitude: a SpaceX será precificada a 92 vezes a receita no IPO. No auge da bolha dot-com, as empresas de tecnologia no S&P 500 valiam em média 7 vezes a receita. A turma dos IPOs tech daquele ano perdeu a maior parte do valor nos três anos seguintes. A SpaceX n...

Raspando o Tacho #Bitcoin #MSTR #IBOVESPA

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Na semana passada a Strategy — nome que a MicroStrategy adotou recentemente — divulgou que havia vendido 32 bitcoins. Quando li a notícia, parei para calcular o valor: aproximadamente US$ 2,5 milhões. Imediatamente pensei que faltavam alguns zeros. Não faltavam. Era isso mesmo — um troco para uma empresa que vale US$ 56 bilhões em bolsa e carrega algo entre US$ 57 bilhões e US$ 65 bilhões em bitcoin no balaço. O CEO Michael Saylor já havia sinalizado que poderia vender a criptomoeda em algum momento. Mesmo assim, imaginei que guardaria esse gesto para algo mais grandioso, não para um valor tão diminuto. A justificativa dada pela empresa foi direta: a venda destinava-se a pagar dividendos de suas ações preferenciais. A reação do mercado foi imediata — o bitcoin recuou 3% no dia seguinte à divulgação. Detalhe revelador: essa queda representou US$ 1,8 bilhão em valor do próprio estoque da Strategy. A empresa vendeu US$ 2,5 milhões e o mercado respondeu destruindo US$ 1,8 bilhão do ativo q...

Procura-se muito dinheiro #SP500

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Não me lembro, em 50 anos de mercado, de ter presenciado um momento em que a procura por recursos estivesse tão intensa. No passado, era uma empresa ou um país pedindo arrego ao FMI — e até houve casos em que bancos centrais enfrentaram especuladores na defesa de suas moedas, como o célebre episódio de Soros contra a libra esterlina em 1992. Mas nem esses episódios chegam perto das cifras que circulam hoje, onde a base de discussão são bilhões, trilhões e até se fala em quatrilhão — e a demanda vem por várias vertentes ao mesmo tempo. Estamos diante de três aberturas de capital iminentes — SpaceX, Anthropic e Open IA — que prometem ofuscar até a guerra com o Irã, que já virou nota de segunda categoria. Essa é uma péssima notícia para Teerã, que dependia do frisson geopolítico para forçar um acordo com os Estados Unidos. Até a Google, que nada em rios de dinheiro, resolveu entrar na dança e pediu um troco de US$ 80 bilhões para emitir ações — o que, na escala dos outros, parece quase mo...

oitenta por cento de erro que dá lucro #USDBRL

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Há estratégias de investimento que parecem resistir ao tempo. A do momentum é uma delas. Dois estudos recentes — um artigo acadêmico e um relatório de engenharia reversa sobre um dos mais respeitados gestores do mundo — chegam à mesma conclusão: seguir o preço funciona. E funciona há décadas. O contraste com a abordagem fundamentalista não poderia ser mais revelador. A análise fundamentalista parte de parâmetros de avaliação fixos — múltiplos de lucro, valor patrimonial, fluxo de caixa descontado. O problema é que esses parâmetros podem ficar obsoletos. A revolução digital dos últimos trinta anos deixou muitos modelos para trás: empresas sem ativos físicos relevantes, sem lucros nos primeiros anos, sem dividendos — todas incompatíveis com o arsenal clássico. Já o momentum não tem esse problema. Ele se baseia em preços, e preços estão sempre atualizados. Não há revisão de modelo que o torne anacrônico. Outro diferencial decisivo é o controle de risco. A abordagem de momentum costuma emb...

Putin não quer a paz - quer tempo #nasdaq100 #NVDA

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  Em agosto de 2025, Putin desembarcou no Alasca. Era sua primeira visita a solo americano em uma década e foi recebido com honras de Estado. Trump o chamou de "vizinho" — Alaska e Rússia são, de fato, separados por um estreito — e declarou que as conversas haviam sido "um dez". O objetivo declarado era traçar um plano conjunto de paz para a Ucrânia. O encontro terminou sem acordo, sem cessar-fogo, sem prazo. Putin sorria. Trump prometia que a paz viria "em breve". E assim a cúpula se encerrou como chegou: com muito simbolismo e nenhuma substância. Não foi a primeira vez. Em fevereiro de 2025, Trump havia recebido o presidente ucraniano Zelensky no Salão Oval para discutir apoio americano e um acordo de minerais. O que se seguiu foi uma das cenas mais constrangedoras da diplomacia contemporânea: Trump e o vice-presidente JD Vance cercaram Zelensky verbalmente, interromperam suas falas e o acusaram publicamente de ingratidão. O acordo não foi assinado. Zele...

Bem-vindo ao clube dos teracórnios #GOLD #OURO #EURUSD

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 Desde que a inteligência artificial passou a exigir uma espécie de "Carteirinha" para quem quer continuar relevante — empresas, profissionais, investidores —, o tema ganhou uma densidade que vai muito além da moda passageira. Como acontece com tudo que vira popular, surgiu um subgrupo com regalias, sem fila e com tratamento diferenciado. Chamo esse andar de cima de sala VIP. E foi justamente nesse contexto que uma empresa quase desconhecida do grande público entrou, de uma tacada só, no seleto clube das teracórnios — minha denominação para as companhias que atingem US$ 1 trilhão de valor de mercado. O nome: Micron Technology. A Micron é a maior fabricante americana de chips de memória — segmento que por décadas foi tratado como commodidade, sujeito a ciclos brutais de queda de preços e margens raquíticas. Produz dois tipos principais: DRAM, usada em servidores, computadores e smartphones, e NAND flash, voltada para armazenamento. Por muito tempo ficou à sombra de concorrente...

Juventude for ever #IBOVESPA

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  Meu pai, na minha idade, já não tinha nenhuma atividade profissional. Não que ele fosse diferente dos outros — o mundo era assim naquela época. Alguém com cinquenta anos era velho na acepção da palavra, ponto final. Se eu me transportasse para aquela data, vocês não teriam o Mosca. No máximo me encontrariam num bar, contando histórias de mercado para quem quisesse ouvir. Mas a evolução nessa área surpreendeu qualquer previsão. Não só ficamos mais jovens — parecemos mais jovens. É verdade que muita coisa contribuiu para isso: os tratamentos para melhorar a aparência, o cuidado com a saúde e os avanços da medicina fizeram a sua parte. O resultado, porém, vai além da estética. É funcional, cognitivo e econômico. Um estudo recente do Goldman Sachs traz números que desafiam várias crenças consolidadas sobre o envelhecimento populacional — esse tema que a mídia insiste em chamar de bomba-relógio demográfica. O Goldman discorda. E os dados estão do lado deles. A tese central é sim...