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Pandas não assinam acordos #nasdaq100 #NVDA

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  Coloque numa mesma mesa corintianos e palmeirenses com a missão de firmar um acordo e não espere grande coisa. O máximo que se arranca dali são perfumarias, ou então compromissos que interessam a apenas um dos lados. Foi essa a impressão que tive ao acompanhar o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Washington. Pompa não faltou. Trump quebrou o protocolo e foi receber o visitante na pista da Base Aérea de Andrews, gesto que um presidente americano não fazia havia seis décadas, excluídas as visitas do papa. Houve tapete vermelho, sobrevoo de bombardeiros, revista com cerca de 480 militares, jantar à luz de velas e uma estátua de águia-careca como presente. Xi retribuiu com dois pandas para o zoológico de Atlanta. No jantar, Trump garantiu que os dois "nunca se deram tão bem". Mostrou ao convidado o novo heliponto de granito, levou-o para dentro do helicóptero presidencial e ainda zombou de Joe Biden diante de um chefe de Estado estrangeiro, apontando para a imagem d...

Congestão econômica #OURO #GOLD #EURUSD #10TB

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  Saber a hora de parar é uma sabedoria que vale para a mesa e para a economia. Quem raspa o prato com gula pode acabar com uma congestão, e o que era bom vira problema. O crescimento econômico segue a mesma lógica quando avança mais depressa do que os recursos disponíveis permitem. Ontem, um relatório da S&P Global jogou mais lenha nessa fogueira ao mostrar a atividade das empresas americanas crescendo no ritmo mais forte em cinco anos. Os juros dos títulos de 10 anos do Tesouro passaram de 5% e voltaram a níveis de 2007. No post “ o-nível-da-febre ” comentei a importância desse patamar, que agora ficou para trás. “10-Year US Treasury Bond Yield & the Old Normal Range”, do boletim “Booming Economy Pushes Bond Yields Higher” (Yardeni QuickTakes)] Depois de quatro décadas de queda, que levaram o juro de 10 anos de perto de 16% no começo dos anos 1980 para menos de 1% na pandemia, a taxa entrou num novo ciclo de alta. Hoje ela está de volta à faixa entre 4% e 5%, o “norm...

O dólar dormiu #IBOVESPA

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  Já faz alguns anos que embarquei no otimismo com a inteligência artificial e, até aqui, não tenho do que me arrepender. Como em toda mudança estrutural, surgem tropeços pelo caminho. A grande dúvida já não é se a IA vai transformar a vida das pessoas, mas se os investimentos realizados e programados serão rentáveis. Já comentei antes, mas não custa repetir: acredito que teremos um mundo mais estável, em que se cometerão menos erros e muito mais acertos nos negócios, na saúde e no bem-estar. Uma visão otimista demais? Talvez. Somente a realidade vai me responder. Nos mercados, o que se pode esperar é uma queda da volatilidade. Com informação cada vez mais acessível, a custo zero ou muito baixo, para um número crescente de pessoas, a tomada de decisão melhora e os sustos diminuem. A questão é saber se isso já está acontecendo. Para responder, é preciso olhar a volatilidade em três frentes: bolsa, juros e câmbio. Em duas delas, bolsa e câmbio, os níveis já são muito baixos. Na de ...

O medo da virada #SP500

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  Na semana passada eu estava assistindo ao jogo do Palmeiras contra a LDU do Equador, pela Taça Libertadores — o que não fazemos pela família. O jogo estava disputado, quando, no segundo tempo, o Palmeiras abriu uma vantagem de dois gols no agregado. Faltando menos de 15 minutos para o fim, meu genro começou: "cuidado, podemos tomar dois gols". Eu respondia que era para esquecer, que mesmo com o time se defendendo a chance era muito baixa. Foi quando o técnico explosivo do Palmeiras, Abel Ferreira, foi mais uma vez expulso, e a partir daí a situação complicou: a LDU marcou os dois gols e levou a disputa para os pênaltis. Ainda bem que o Palmeiras ganhou, porque não sei do que meu genro seria capaz! Rs. O leitor deve estar se perguntando o que essa situação tem a ver com os mercados de hoje e com a grande dúvida do momento sobre a inteligência artificial. É que os investidores, como meu genro, estão com medo da virada. E, como os artigos que acompanho mostram, mesmo com os l...

Você pode esperar 100 anos? #nasdaq100 #NVDA

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Imaginem que um assessor chega para vocês e diz que pode transformar US$ 1 em US$ 14 mil. A reação natural é desconfiar — ninguém entrega esse tipo de retorno sem risco. Ele insiste: não vai correr risco maior do que o mercado americano, o S&P 500. A conversa fica interessante quando perguntamos onde ele investiria. A resposta é simples: no próprio S&P 500. O detalhe que passa despercebido de início é o prazo. Quanto tempo? Cem anos. Foi exatamente isso que o índice entregou nesse período: US$ 1 investido em 1925 valeria hoje cerca de US$ 14.066. Para efeito de comparação, o mesmo dólar em títulos corporativos (Baa) teria rendido US$ 504, e em títulos do Tesouro americano de 10 anos, apenas US$ 77 — mal e mal cobrindo a inflação: medida pelo CPI, a inflação acumulada no período foi de 1.808%, o que significa que US$ 1 de 1925 precisaria valer cerca de US$ 19 hoje só para manter o poder de compra. Em outras palavras, quem ficou em bonds do governo obteve um retorno real de pouc...

In Warsh We Trust #OURO #GOLD #EURUSD

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  Nas últimas 48 horas tive dois exemplos opostos sobre o que é confiança. De um lado, o STF espalhou desconfiança generalizada pela parcela da população minimamente esclarecida — se alguém precisar de Justiça neste país, é melhor não contar com ela. Do outro lado do Equador, fiquei genuinamente impressionado com Kevin Warsh. Pairava sobre ele a dúvida de que não teria estômago monetarista à frente do Fed. Pois deu um sinal inequívoco na direção contrária. Aprendemos, com o tempo, a identificar em quem podemos confiar. De forma simples: quando alguém age, solicitado ou não, sem levar em conta restrição pessoal alguma — sem interesse próprio, sem esconder fato relevante, sem medo de ser honesto — essa pessoa se torna confiável. Não é fácil. Mas é a única forma de construir esse tipo de reputação, e Warsh entregou isso na quarta-feira. O Fed subiu os juros em 0,25 ponto, levando a faixa básica para 3,75%–4%, em decisão unânime — 12 a 0. Não é pouca coisa: era o primeiro aperto desd...