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Zumbis com CNPJ ativo #OURO #GOLD #EURUSD

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O funcionamento da economia chinesa desafia os modelos mais sofisticados. Os leitores do Mosca já conhecem a dependência desse país em relação às suas exportações e, por mais que o governo tente estimular o consumo interno, não há sinal de mudança relevante: a taxa de poupança em torno de 45% da renda continua elevadíssima sob qualquer comparação internacional, muito acima de economias como Estados Unidos, Europa ou Japão. Um excelente estudo divulgado pelo JPMorgan mostra que os limites desse modelo não são impostos internamente, mas sim externamente. O documento recupera a tese de Stephen Roach, ex-economista-chefe do Morgan Stanley para a Ásia, para quem o modelo chinês baseado em produção e exportação é insustentável: a fraca demanda doméstica empurra o excesso de oferta industrial para o resto do mundo, com riscos que lembram crises financeiras do passado. Os pilares dessa análise aparecem claramente nos números: exportações em disparada, investimento privado fraco, vendas no var...

Nvidia garante a galera #IBOVESPA

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Jensen Huang é um estrategista tão bom que nem preciso gastar linhas explicando o óbvio. Há dez anos ele comandava uma fabricante de placas de vídeo para jogos. Hoje comanda a maior empresa do planeta, ultrapassando gigantes que pareciam intocáveis, caso da própria Microsoft, Apple e outras. Quem acompanha o Mosca sabe que não é modismo: é execução. A grande disputa do momento não é mais só tecnológica, é financeira. Quem consegue dinheiro para construir data center vence a corrida, e o custo desse dinheiro está subindo até para as hyperscalers — Google, Microsoft, Amazon, Meta. Se para elas já está mais caro, imagine para as empresas menores que também precisam de capacidade computacional e não têm o mesmo colchão de caixa. Nvidia não quer depender só dos grandes clientes. A Google já fabrica seus próprios chips de IA há anos, os TPUs, e vem ampliando essa frente — um sinal claro de que outras hyperscalers podem seguir o mesmo caminho e reduzir a dependência da Nvidia. Se vão conseg...

Bonds goela abaixo #SP500

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Tenho notado, com frequência cada vez maior, documentos alertando para o nível de endividamento dos governos. Não é exagero dizer que o Japão levantou a lebre. E, como bem lembra Robin Brooks num relatório que recebi essa semana, não existe modelo capaz de dizer com precisão em que momento uma dívida começa a ser questionada pelo mercado. Isso acontece de repente, sem aviso prévio. No caso japonês, o problema não é novo: o endividamento elevado já existe há décadas, mas ficou dormente enquanto o juro por lá rodava perto de zero. Bastou a primeira-ministra Takaichi sinalizar, em janeiro, que sua administração poria fim à "austeridade fiscal excessiva" para que o juro do título de 30 anos disparasse no dia seguinte. Desde então o Banco do Japão vem tentando conter os juros comprando títulos, o que na prática é uma forma de repressão financeira, e mesmo assim o iene segue se desvalorizando, driblando intervenções sucessivas. Se fosse só uma questão cambial, a intervenção teria ...

O lucro bem explicado #USDBRL

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Tenho voltado com mais frequência a temas de finanças comportamentais, ancorados em estudos acadêmicos. O motivo é duplo: é um assunto que me atrai particularmente, e agosto no hemisfério Norte — mês de férias por lá — costuma ser pobre em novidades, fora o excesso de gastos das grandes empresas e o risco que isso carrega; tema relevante, mas cujo veredito só o tempo dará. Hoje trago uma reflexão sobre como cada época se convence de ser diferente das anteriores, quando no fundo é sempre a mesma incerteza vestida de outra roupa — e um estudo acadêmico recente comprova que esse padrão se repete desde o século passado. Isso me trouxe de volta a um episódio da minha própria carreira. Era tesoureiro do BFB — Banco Francês e Brasileiro — quando meu chefe saiu de férias e me deixou livre para tomar posições. Isso ocorreu poucos meses depois do Plano Collor, quando meu saudoso ex-sócio e, naquela época, presidente do Banco Central, Ibrahim Éris, trancou a liquidez do mercado para forçar a qued...

IA virou commodity #Nasdaq100 #NVDA

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Não existe um único dia em que eu não recorra à IA. Não sei se acontece com vocês, mas hoje praticamente não sobra pergunta sem resposta, qualquer que seja o assunto. Por trás disso se construiu uma confiabilidade impressionante: ninguém diz “o ChatGPT está chutando” — pode até haver erro, mas a suspeita quase sumiu. Na minha vida profissional criei o hábito de verificar tudo, mesmo quando o número parece fazer sentido apenas pela ordem de grandeza. Fui, por décadas, campeão em achar erro de planilha. Essa postura continua enraizada, mas confesso que o alcance da ferramenta que temos hoje nas mãos é tão poderoso que acabei aceitando suas respostas com muito mais frequência. Poucas são as vezes em que hoje questiono o Claude, minha ferramenta de maior uso. Mas como anda o uso da IA no mundo dos negócios? Um conjunto de relatórios que recebi recentemente me deu a dimensão exata do fenômeno, e a conclusão é direta: a novidade acabou. A IA virou commodity. A grande questão deixou de ser qu...

Perder na certa #OURO #GOLD #EURUSD

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Não existe "ganhar na certa" no mundo das apostas — existe, isso sim, perder na certa. E o mais curioso é que essa certeza não vem de as apostas serem injustas. Vem exatamente do contrário. Um relatório de Michael Mauboussin e Dan Callahan, da Counterpoint Global (Morgan Stanley), testou a precisão dos preços em quatro mercados diferentes — apostas em eventos, apostas esportivas, turfe e a bolsa de valores — comparando o que a odds implica com o que de fato acontece. A conclusão é desconcertante: os três primeiros são espantosamente bem calibrados. O relatório testou 72 milhões de negociações numa plataforma de apostas em eventos e quase 400 mil partidas de futebol em mais de 6 mil ligas. Em ambos os casos, um contrato cotado a 70% de chance vence, de fato, perto de 70% das vezes. O único desvio sistemático é o "viés do favorito azarão": favoritos vencem um pouco mais do que a odds sugere, azarões vencem um pouco menos. Fora essa distorção pequena e conhecida, esses...

Yen: the bad boy #IBOVESPA

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Eu me recordo quando era mais ativo nos mercados de câmbio de ter surfado um rally importante do yen. Em junho de 2007 a moeda japonesa estava em ¥124 e em 2011 atingiu a mínima de ¥75, uma valorização de 40% - vale frisar ao leitor menos familiarizado com moedas que essa cotação indica quantos yens são necessários para comprar 1 dólar, ou seja, quanto menor o número, mais forte o yen. Não peguei toda essa queda, mas embarquei numa boa parte dela. Naquela época todo mundo queria yen, era considerado o porto seguro por excelência. O Japão vinha enfrentando décadas de deflação e respondeu com uma política monetária extremamente frouxa, juros em 0% e títulos longos que rendiam migalhas aos poupadores. Os japoneses, cansados dessa remuneração pífia, passaram a buscar retorno maior no exterior, e os investidores globais começaram a ficar mais receosos com a montanha de dívida acumulada pelo país. Desde então o yen entrou numa escalada de desvalorização, com períodos de estabilidade no meio ...