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Quando o lucro lidera #SP500

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  São incontáveis os posts e relatórios que, nos últimos meses, antecipam um colapso iminente da bolsa americana. A maioria recorre a comparações históricas — múltiplos elevados, exuberância dos preços, paralelos com a bolha de 2000. A narrativa é sedutora. Mas desta vez algo estruturalmente diferente está acontecendo, e ignorar esse fato pode ser o erro mais caro do ciclo. A precificação de ações segue uma lógica simples: projeção de lucros futuros multiplicada por um coeficiente considerado justo nas condições presentes. É um critério discutível? Talvez. Mas quando todos os participantes do mercado o adotam, ele se torna a realidade com a qual se precisa operar. Atualmente, um múltiplo em torno de 20 vezes o lucro projetado é considerado razoável para o conjunto do mercado — com desvios para baixo em antecipação a recessões e desvios para cima em setores com crescimento excepcional, como os semicondutores. O que diferencia o momento atual é a origem do movimento. Ed Yardeni, ...

O "PIX" vai matar a stablecoin #Bitcoin #USDBRL

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  Existe uma narrativa sedutora circulando nos mercados desde que os Estados Unidos aprovaram a lei que regulamenta as stablecoins. A história é a seguinte: o dólar digital privado vai conquistar o mundo, criar uma demanda cativa de trilhões em títulos americanos de curto prazo e consolidar a dominância americana no sistema financeiro global por mais uma geração. É uma narrativa inteligente. Tem fundamento. E provavelmente vai morrer antes de completar dez anos. Mas antes de chegar lá, vale entender o que está morrendo agora. O bitcoin perdeu, um a um, os argumentos que o tornavam especial. A narrativa de reserva de valor independente do Estado nunca se sustentou empiricamente — o ativo cai junto com o mercado em momentos de estresse e sobe quando a liquidez global afrouxa, comportando-se como um ativo de risco alavancado, não como ouro digital. A narrativa de meio de pagamento descentralizado morreu na prática diante das taxas de transação e da volatilidade. A narrativa de pro...

Tem vaga - mas não é para você #nasdaq100 #NVDA

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  Acompanho o mercado americano há décadas, e raramente um tema reúne tantos estudos contraditórios quanto o impacto da inteligência artificial sobre o emprego. Todo mundo tem uma opinião, quase ninguém tem dados. Resolvi olhar com atenção o que está sendo publicado e o que encontrei é mais sofisticado — e mais perturbador — do que o debate costuma revelar. Começo pelo que o Wall Street Journal chamou de distorção. A IA não está apenas mudando a economia — ela está distorcendo os instrumentos que usamos para medir essa economia. Ela faz o crescimento parecer melhor do que é e o mercado de trabalho parecer pior do que é. Essa frase merece ser lida duas vezes. O mecanismo é o seguinte: o investimento em tecnologia de IA disparou. Morgan Stanley projeta que os cinco maiores hyperscalers vão gastar mais de 800 bilhões de dólares em infraestrutura de IA neste ano, chegando a 1,1 trilhão em 2027 — o equivalente a 3,3% do PIB americano, mais do que todo o orçamento de defesa nacional...

85% de crescimento é pouco? #OURO #GOLD #EURUSD

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  A Nvidia apresentou ontem seu relatório do 1º trimestre e, como vem acontecendo ao longo de mais de uma dezena de trimestres consecutivos, bateu todas as estimativas dos analistas. É natural que uma empresa com valor de mercado de US$ 5,5 trilhões não consiga mais surpreender com crescimento explosivo — mas os números continuam impressionantes para qualquer companhia desse porte. A receita do trimestre atingiu US$ 81,6 bilhões, alta de 85% sobre o mesmo período do ano anterior, superando em 3,4% o consenso do FactSet. A projeção de vendas para o próximo trimestre também foi revisada para cima, para US$ 91 bilhões.   O mercado, porém, ficou indiferente. As ações recuaram cerca de 1% no after market. Se o múltiplo de lucros da Nvidia estivesse esticado como o de suas concorrentes mais recentes, um certo ceticismo seria compreensível. Mas não é o caso. O P/L projetado da empresa, calculado na base non-GAAP que o Wall Street usa como referência, está próximo da média histórica...

5% - onde o fantasma vira pesadelo #IBOVESPA

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  Todo grande veículo de comunicação financeira está cobrindo a alta dos juros internacionais com alarde. Entendo o nervosismo. A comparação com a década de 70, quando os juros americanos visitaram dois dígitos, amplifica qualquer receio. Provavelmente 80% dos operadores ativos hoje nunca trabalharam com juros nesses níveis e, sem memória histórica, o instinto corre para o pior cenário. Os “terroristas” do crash da dívida americana aproveitam o momento para reforçar sua tese, e o ciclo vicioso se alimenta sozinho. Quem acompanha o Mosca sabe que não me incomodei com essa alta. Pelo contrário: considero o movimento saudável. Os juros ficaram artificialmente comprimidos por muitos anos e agora estão se normalizando. A questão relevante não é “por que subiram”, mas “até onde vão”. O yield do Treasury de 30 anos ultrapassou 5,19% esta semana — nível inédito desde junho de 2007. O gráfico abaixo, da Bloomberg, conta a história: a linha tocou o teto dos 5% nos meses finais de 2023, r...