A porta dos fundos do IPO #Nasdaq100 #NVDA
No início dos anos oitenta, quando eu era tesoureiro do BFB — Banco Francês e Brasileiro —, o mercado de renda fixa era extraordinariamente rudimentar. Não havia sistemas em tempo real, e nem todos os bancos operavam da mesma forma. No BFB, assim que as taxas se moviam no mercado interbancário, as agências eram informadas imediatamente e aplicações acima de determinado valor tinham que passar pela tesouraria central antes de ser fechadas. Era um sistema que funcionava. Mas nem todos os concorrentes operavam com a mesma disciplina. Certo dia, as taxas no interbancário caíram de forma acentuada. Um colega meu, tesoureiro do Banco de Boston, e eu percebemos que as agências de um grande banco varejista ainda refletiam as taxas antigas — mais altas. A comunicação interna havia falhado. Montamos então um esquema simples: um grupo de pessoas se dirigiu a uma agência desse banco com cheques de volume expressivo — do BFB e do Boston — e aplicou uma quantia considerável em CDBs, capturando a tax...