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O eclipse das Sete Magníficas #IBOVESPA

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As menções às Sete Magníficas praticamente sumiram das manchetes, e isso não deveria surpreender ninguém que acompanha o mercado há tempo suficiente. A cada nova tecnologia surge um grupo de empresas que passa a polarizar as atenções por um período, até que a moda se esgota e uma nova protagonista toma seu lugar. Mais recentemente foi a vez das fabricantes de chips, redescobertas do dia para a noite quando a demanda por data centers explodiu muito além do que qualquer um esperava. O lucro disparou, e o mercado, como sempre faz, apressou-se a projetar esse crescimento para o futuro indefinidamente. Mas surgiu um probleminha que sempre aparece nessas histórias: de onde vem o dinheiro para sustentar investimentos dessa magnitude? Primeiro, as empresas recorreram ao caixa, e não eram caixas pequenos. Não foi suficiente. Partiram então para os empréstimos, e aí a bola de neve começou a crescer. Cada uma montou um programa de investimento tão ambicioso quanto o da concorrente, um verdadeiro ...

Encilhado #SP500

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Amanhã o Fed anuncia o que vai fazer com a taxa de juros, e raramente vi um mercado tão dividido às vésperas de uma decisão dessas. Nos últimos anos, quase sempre dava para antecipar o resultado com boa margem de segurança, mesmo antes do comunicado oficial. Desta vez não. A maioria não acredita que a autoridade monetária vá mexer nos juros agora. Mas isso não impede que o próprio mercado já trabalhe com elevações à frente. Os futuros de juros embutem hoje algo perto de 40% de probabilidade de uma alta de 0,25 ponto já nesta quarta-feira, e projetam praticamente duas altas completas até o fim do ano. É um grau de incerteza incomum para um Comitê que, até pouco tempo atrás, adorava sinalizar cada passo com antecedência. futuros de juros do Fed — probabilidade precificada de alta na reunião desta semana e acumulada até o fim do ano De um lado está a Citadel Securities, para quem Kevin Warsh vai surpreender o mercado com uma alta. A leitura da casa é que um aperto nesta semana reforçaria ...

O foguete que virou lucro #USDBRL

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Confesso que dei uma olhada rápida, sem muito cuidado, no balanço que a Alphabet divulgou nesta semana. Foi um post no Twitter que resumiu as contas principais, e ali havia um número que me chamou a atenção: um ganho que superava, e muito, o lucro operacional da empresa. Fiquei curioso e fui atrás da origem daquele valor. Descobri que a Alphabet mantém uma participação na SpaceX, que abriu seu capital recentemente. Pela regra contábil americana, esse tipo de investimento precisa ser marcado a mercado quando a empresa investida se torna pública. A valorização vira lucro contábil, mesmo sem qualquer venda efetiva das ações. Fui aos números completos e entendi a dimensão do episódio. A Alphabet fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de 112,1 bilhões de dólares, alta de 298% sobre igual período do ano passado. O lucro por ação saltou para 9,11 dólares, mais que o triplo da estimativa de consenso, que girava perto de 2,87 dólares. A origem de boa parte desse resultado está num...

Agora não adianta chorar #Bitcoin #Nasdaq100 #NVDA

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  Existe um tipo de erro que dói mais do que os outros: aquele que já tinha sido anunciado, por escrito, antes de acontecer. É o caso de um grupo de empresas que, nos últimos anos, resolveu transformar parte do caixa corporativo em bitcoin, convencidas de que assim se protegiam de uma desvalorização do dólar. Eu escrevi aqui, na época em que essa moda tomava conta de salas de diretoria, que aquilo era uma imprudência disfarçada de sofisticação financeira. Uma companhia que vende em dólares e compra em dólares não tem por que carregar risco cambial artificial no balanço. Se o dirigente quer especular contra a própria moeda em que opera, que o faça na pessoa física, com o próprio dinheiro, assumindo o próprio risco. Misturar isso com o caixa de operação é, na melhor das hipóteses, distração; na pior, é um desvio de função. O nome que resume esse movimento é Michael Saylor. Sua empresa, hoje chamada apenas de Strategy, transformou-se no maior detentor corporativo de bitcoin do mun...

Liquidação de tokens #OURO #GOLD #EURUSD

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  Nos últimos dias a inteligência artificial recebeu a notícia que muita gente na área de tecnologia sabia que viria, mas que ninguém queria que chegasse tão cedo: a guerra de preços nos tokens começou de verdade, e não esperou nem a Black Friday. Bancos de investimento que vinham modelando a abertura de capital da Anthropic e da OpenAI estão revisando essas contas agora, e a razão é simples: o valor dessas empresas foi calculado supondo que elas cobrariam um preço que já não é mais garantido. O problema começa numa pergunta que parece técnica, mas não é: quanto custa, de fato, usar um destes modelos? A resposta não está no preço por token, porque cada modelo consome uma quantidade diferente de tokens para chegar ao mesmo resultado. Um estudo do JP Morgan tentou corrigir essa distorção comparando não o preço do token isolado, mas o custo de executar a mesma tarefa até o fim. E quando se olha por esse ângulo, a conta muda inteiramente a favor dos concorrentes mais baratos. O cas...

A ação da aposentadoria #IBOVESPA

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  Será que vocês caíram na minha armadilha? Porque, afinal, o Mosca sempre disse que não sugere ações individuais. É só uma chamadinha de marketing, hahaha. Tenho quase certeza de que todos nós gostaríamos de acertar qual será a próxima Nvidia, aquela ação que se multiplica por um fator exponencial e resolve a vida de quem a comprou cedo. Será a SpaceX? Ou, quando abrirem capital, a OpenAI ou a Anthropic? Ainda dá tempo de comprar a Micron, que já subiu bastante? Nunca esperem uma dica dessas vindo de mim, e como vocês verão a seguir, a coqueluche do momento costuma decepcionar com o passar do tempo. O melhor a fazer, ao meu ver, é comprar o SPY ou concorrentes que espelham o S&P 500 ponderado pelo valor de mercado. Nesse tipo de veículo, como já mencionei outras vezes, as ações mais demandadas vão ganhando participação, tomando o lugar das que perdem valor. Esse ajuste acontece sozinho, sem que ninguém precise decidir nada: quando uma empresa se valoriza, seu valor de mercad...

Warsh latiu, mas ainda não mordeu #S&P 500

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Na semana que vem o Federal Reserve se reúne novamente para decidir os rumos da política monetária americana, e é ali que Kevin Warsh vai finalmente ter que mostrar a que veio. Até agora, suas aparições públicas revelam um profissional de viés claramente monetarista: ele repete, sempre que pode, que se a inflação está fora da meta os juros estão baixos — raciocínio clássico de quem aprendeu economia nos livros certos. E o fato é que, mesmo com o índice de preços ao consumidor mais ameno nos últimos meses, a inflação americana já está acima da meta de 2% ao ano há cinco anos consecutivos. O mercado, por enquanto, não está apostando em uma alta na reunião da semana que vem: a probabilidade embutida nos preços gira em torno de apenas 15%, um contraste e tanto com o que se via poucas semanas atrás. Mas olhando um pouco mais à frente, o quadro muda de figura — para a reunião de setembro, cerca de dois terços dos participantes já esperam uma alta, e para o fechamento do ano, em dezembro, p...