O que vai sobrar para o McDonald's #USDBRL
Toda nova tecnologia abre uma janela de lucros extraordinários. No início, com pouca concorrência, quem chega primeiro cobra o que quer. Com o tempo, à medida que o produto ganha penetração e surgem novos competidores, é razoável supor que os preços recuem a níveis mais civilizados, ancorados na velha lei da oferta e da procura. A inteligência artificial não foge à regra. Com alcance global, ela levou margens e lucros de várias empresas às alturas, em curvas exponenciais que viraram rotina nos últimos tempos. O lucro por ação do S&P 500 cresceu 51% no segundo trimestre sobre o mesmo período do ano anterior, e 26% nos últimos quatro trimestres, contra uma média de 7% nos últimos 30 anos. Ritmo parecido só ocorreu nas recuperações de 2010 e 2021 — com a diferença de que agora não há recessão alguma da qual se recuperar. Como avaliar as empresas envolvidas nesse processo? Projetar as curvas atuais para o futuro seria ingenuidade: chegaríamos a índices preço/lucro absurdamente baixos...