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Só o alívio não resolve #USDBRL

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  O Brasil sério, aquele que usa a lógica econômica para administrar um país e não admite os absurdos da corrupção no atacado ligada ao banco Master, está se sentindo aliviado. A saída de Lula ainda não é uma certeza, mas o cálculo feito pelo mercado já lhe atribui uma probabilidade elevadíssima. Talvez essa nem seja a melhor notícia. O novo Legislativo tem uma cara muito diferente do anterior, e a figura abaixo ilustra bem quem vai comandar as ações daqui em diante. No Senado, a direita sozinha alcança as 49 cadeiras necessárias para aprovar uma emenda constitucional; na Câmara, somada ao centro, supera com folga os 308 votos exigidos. É muito animador. “Congresso Nacional 2027” – composição do Senado Federal e da Câmara dos Deputados] Os mercados reagiram a esse alívio com a bolsa subindo mais de 10% e o dólar caindo mais de 4% na abertura. É hora, então, de embarcar sem medo nos ativos brasileiros? O novo presidente vai assumir com desafios internos bem agudos. A dívida púb...

O fim do fim da história #nasdaq100 #NVDA

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  Em 1989, Francis Fukuyama anunciou que a humanidade havia chegado ao "fim da história". O Muro de Berlim caiu naquele mesmo ano, a União Soviética se dissolveu em 1991 e os Estados Unidos ficaram sozinhos no topo. Um estudo do Deutsche Bank Research Institute sustenta que esse capítulo acabou, e que a prova mais eloquente está guardada nos cofres dos bancos centrais. Os números impressionam. A fatia do dólar nas reservas globais caiu de cerca de 60% no auge para 40%. A do ouro dobrou em quatro anos e se aproxima de 30%. No fim dos anos 1990, o dólar pesava mais de quatro vezes o ouro; hoje a distância entre os dois é de apenas dez pontos percentuais. E há um detalhe que me chama atenção: o dólar não perdeu espaço para o euro, o iene ou o yuan. Perdeu para o metal. A fatia do dólar e do ouro nas reservas dos bancos centrais", do artigo "The return of history: gold, the dollar, and the monetary future" (Deutsche Bank Research Institute)] A tese contraria o ...

Trapezista sem rede #OURO #GOLD #EURUSD

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  Um trabalho recente do Deutsche Bank traz um enfoque de que pouco se tem falado. Durante décadas, sempre que uma crise ameaçava sair do controle, os bancos centrais apareciam para evitar um desastre maior, e os governos abriam os cofres para amortecer a queda. O mercado se acostumou a essa rede de proteção. O problema é que ela está sendo recolhida, e muita gente continua no trapézio como se nada tivesse mudado. Ao longo da minha vida profissional atravessei uma série de crises, mas nenhuma foi tão grave, concentrada em um único dia, quanto a de 19 de outubro de 1987, a Segunda-Feira Negra. O Dow Jones despencou 22,6%, a maior queda diária de sua história, e o S&P 500 perdeu cerca de 20%. Lembro que estava na Tendência, observando uma TV adaptada para funcionar como monitor de cotações. A crise começou na Ásia, com Hong Kong desabando antes da abertura de Nova York, passou por Londres e foi se espalhando pelo mundo. Os motivos foram vários: juros em alta, dólar fraco, défic...

Preguiça financeira #IBOVESPA

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  Vamos falar de juros: os que o depositante recebe e, sobretudo, os que ele deixa de receber. Nos últimos dias circularam algumas matérias apontando uma ameaça à receita e à liquidez dos grandes bancos americanos. A mais comentada é uma nota de Torsten Slok, economista-chefe da Apollo, cujo título já basta para assustar: está chegando uma corrida bancária provocada por agentes de inteligência artificial? O gráfico que acompanha a nota escancara a distância entre o que pagam os bancos e o que pagam as fintechs. Enquanto a média nacional da conta corrente rende 0,1% ao ano e a da poupança 0,4%, empresas como SoFi, Revolut, Varo e Wealthfront oferecem entre 3,3% e 5%. [Gráfico: "Many fintech companies are offering higher yields on deposits than the banking sector", da nota "Is an Agentic Bank Run Coming?" (Apollo)] O personagem novo dessa história é o Muse, o agente pessoal de inteligência artificial lançado pela Meta em 8 de setembro. Diferentemente de um assiste...
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  O assunto de hoje são os títulos de longo prazo dos países desenvolvidos, mais especificamente os americanos. Numa carteira balanceada entre ações e renda fixa, um deveria proteger o outro: quando a bolsa cai, os títulos sobem e amortecem o tombo. Aqui no Brasil a conversa é outra. Título longo, título curto, qualquer um é imbatível com essa taxa de juros, lógico, se o governo não resolver fazer alguma maracutaia no meio do caminho. Dois trabalhos recentes, um da Goldman Sachs e outro da AQR, analisam ângulos distintos e apontam as imperfeições desta nova era. A Goldman descreve uma verdadeira competição por capital. As gigantes da tecnologia investem em centros de dados mais do que geram de caixa e precisam recorrer ao mercado de dívida, enquanto os governos tomam cada vez mais emprestado para financiar defesa, segurança energética e infraestrutura. Todos disputam o mesmo dinheiro ao mesmo tempo, e os riscos geopolíticos, que já fazem parte do nosso dia a dia, completam o quad...

O passado a gosto do freguês #USDBRL

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  Nunca estive tão apático diante de uma eleição presidencial. Esse sentimento aparece quando já não resta esperança de que o próximo mandatário, seja ele quem for, consiga colocar o Brasil num rumo melhor. Entre as opções disponíveis, porém, não tenho dúvida: Lula já demonstrou, de forma comprovada, ser muito pior. Um certo desânimo toma conta, misturado com raiva a cada notícia que leio. Enquanto o mundo discute inteligência artificial, nós nos ocupamos das picuinhas entre os ministros do Supremo. Tenho certeza de que essa diferença de prioridades fará diferença num futuro bem próximo. No cenário internacional, a taxa de juros já superou a IA como centro das atenções, tamanha a perplexidade sobre o que significa viver num mundo em que o juro zero virou história longínqua e os rendimentos voltaram às máximas de décadas. O Tesouro americano de 10 anos abriu a semana a 5,20%, o maior nível em 19 anos. Os motivos dessa alta já expus aqui à exaustão, e não adianta reclamar: essa é a...

Pandas não assinam acordos #nasdaq100 #NVDA

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  Coloque numa mesma mesa corintianos e palmeirenses com a missão de firmar um acordo e não espere grande coisa. O máximo que se arranca dali são perfumarias, ou então compromissos que interessam a apenas um dos lados. Foi essa a impressão que tive ao acompanhar o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Washington. Pompa não faltou. Trump quebrou o protocolo e foi receber o visitante na pista da Base Aérea de Andrews, gesto que um presidente americano não fazia havia seis décadas, excluídas as visitas do papa. Houve tapete vermelho, sobrevoo de bombardeiros, revista com cerca de 480 militares, jantar à luz de velas e uma estátua de águia-careca como presente. Xi retribuiu com dois pandas para o zoológico de Atlanta. No jantar, Trump garantiu que os dois "nunca se deram tão bem". Mostrou ao convidado o novo heliponto de granito, levou-o para dentro do helicóptero presidencial e ainda zombou de Joe Biden diante de um chefe de Estado estrangeiro, apontando para a imagem d...