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A ação da aposentadoria #IBOVESPA

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  Será que vocês caíram na minha armadilha? Porque, afinal, o Mosca sempre disse que não sugere ações individuais. É só uma chamadinha de marketing, hahaha. Tenho quase certeza de que todos nós gostaríamos de acertar qual será a próxima Nvidia, aquela ação que se multiplica por um fator exponencial e resolve a vida de quem a comprou cedo. Será a SpaceX? Ou, quando abrirem capital, a OpenAI ou a Anthropic? Ainda dá tempo de comprar a Micron, que já subiu bastante? Nunca esperem uma dica dessas vindo de mim, e como vocês verão a seguir, a coqueluche do momento costuma decepcionar com o passar do tempo. O melhor a fazer, ao meu ver, é comprar o SPY ou concorrentes que espelham o S&P 500 ponderado pelo valor de mercado. Nesse tipo de veículo, como já mencionei outras vezes, as ações mais demandadas vão ganhando participação, tomando o lugar das que perdem valor. Esse ajuste acontece sozinho, sem que ninguém precise decidir nada: quando uma empresa se valoriza, seu valor de mercad...

Warsh latiu, mas ainda não mordeu #S&P 500

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Na semana que vem o Federal Reserve se reúne novamente para decidir os rumos da política monetária americana, e é ali que Kevin Warsh vai finalmente ter que mostrar a que veio. Até agora, suas aparições públicas revelam um profissional de viés claramente monetarista: ele repete, sempre que pode, que se a inflação está fora da meta os juros estão baixos — raciocínio clássico de quem aprendeu economia nos livros certos. E o fato é que, mesmo com o índice de preços ao consumidor mais ameno nos últimos meses, a inflação americana já está acima da meta de 2% ao ano há cinco anos consecutivos. O mercado, por enquanto, não está apostando em uma alta na reunião da semana que vem: a probabilidade embutida nos preços gira em torno de apenas 15%, um contraste e tanto com o que se via poucas semanas atrás. Mas olhando um pouco mais à frente, o quadro muda de figura — para a reunião de setembro, cerca de dois terços dos participantes já esperam uma alta, e para o fechamento do ano, em dezembro, p...

Ninguém perde por azar #USDBRL

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  A Copa do Mundo terminou ontem com a taça nas mãos da Espanha, e o jogo contra a Argentina disse mais sobre mercados do que qualquer relatório econômico que li essa semana. A Argentina não atacou — praticamente zero chutes a gol — porque dependia de um único gênio, o Messi, que passou boa parte da partida parado esperando a oportunidade certa. A Espanha fez o oposto: um time inteiro de meio-craques circulando a bola sem parar. Não tinha singularidade ali, tinha repetição. E foi a repetição que ganhou a taça. Todo mundo já ouviu que a casa sempre ganha. Quase ninguém sabe explicar por quê — e é isso que vale a pena entender hoje, porque a mesma engrenagem que faz um cassino lucrar todas as noites decide também de que lado da mesa está a sua carteira. Vale registrar por que escolho este caminho hoje. Irã e Estados Unidos voltaram a trocar hostilidades, o suficiente para pressionar o petróleo, mas o impacto no mercado foi mínimo. As eleições já estão precificadas em qualquer con...

A China quer estragar a festa #Nasdaq100 #NVDA

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Xi Jinping abriu hoje a cúpula de inteligência artificial da China com uma ambição pouco disfarçada: liderar a próxima revolução industrial. Ele comparou a IA ao motor a vapor e à eletricidade — uma tecnologia de propósito geral cujo poder geopolítico não pertence a quem a inventa primeiro, mas a quem consegue difundi-la mais amplamente pela economia. Reiterou o compromisso da China com código aberto, colaboração e uma ordem tecnológica global mais inclusiva, estendida ao Sul Global. É um desafio direto à aposta americana em laboratórios fechados e de elite. A cúpula não poderia ter tido um pano de fundo mais oportuno. A Moonshot lançou nesta sexta o Kimi K3, seu novo modelo, e a coincidência de calendário com o discurso de Xi não é acidente — é mensagem. As ações de semicondutores e de empresas de IA caíram em cascata pela Ásia, e os futuros de Wall Street também recuaram, sob o temor de que modelos chineses cada vez mais capazes reduzam a demanda pelos chips mais avançados do mundo. ...

Nem tudo é um Panamá #OURO #GOLD #EURUSD

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O post de hoje pode parecer, à primeira vista, sem muita utilidade prática — trata de uma visão macroeconômica de longo prazo, sem impacto imediato no bolso de ninguém amanhã de manhã. Mas essa sensação me lembra a época áurea do Mercado de Open no Rio de Janeiro, quando proliferavam corretoras e distribuidoras dedicadas a financiar a dívida do governo: compravam títulos longos — dois a cinco anos, pagando inflação mais 6% ao ano — e se financiavam no overnight a uma taxa aproximadamente igual à inflação. Com alavancagem permitida de até 30 vezes o patrimônio líquido, o resultado quase triplicava em um ano. Um "Panamá" — expressão de mesa de operações da época para uma operação dada como certa, sem como dar errado, numa referência ao canal: uma vez que o navio entra na eclusa, o processo é mecânico, garantido, sem variável de risco no meio do caminho. Certa vez, um sócio de uma dessas corretoras foi indicado para uma diretoria do Banco Central. Passados noventa dias, o outro ...

EM=ET #IBOVESPA

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Ontem foi um "dia de reversão" e o mercado comemorou como se fosse vitória. O CPI de junho caiu 0,4% — maior queda mensal em seis anos — e a inflação anual recuou a 3,5%. Só que essa "boa notícia" teve ajuda de um personagem que não merece crédito nenhum: o petróleo. Horas antes, Trump anunciou uma taxa de 20% sobre navios no Estreito de Ormuz e revogou a medida em menos de 24 horas — o tipo de bagunça que derruba o preço do barril por um dia e some no seguinte. Sem esse tropeço pontual de energia, não haveria reversão alguma para comemorar. Kevin Warsh, no primeiro depoimento como presidente do Fed, teve a lucidez de não cair na armadilha e recusou o "missão cumprida" que Wall Street queria ouvir — mas o mercado de swaps já apostou a mão: pela primeira vez desde a eleição de 2024, a inflação implícita de um ano caiu abaixo da meta de 2%, o mercado comemorando a vitória antes do apito final. É a mesma euforia seletiva que fez Wall Street embolsar o melhor ...

Quando a euforia manda, vai tomar um café #SP500

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O assunto bolha virou manchete recorrente, e isso sempre acontece quando um ativo — ou um grupo de ativos — sobe de forma intensa. Primeiro foram as Sete Magníficas, depois o setor de energia, e mais recentemente os semicondutores, esse último com um vigor particular. A maioria dos analistas justifica a alta pelo nível de lucros, muito acima do esperado. Está tudo pronto para aceitar que não é bolha. Mas nem todos concordam: alguns apontam que a bolha, na verdade, está nos lucros — e que a taxa de aceleração que sustenta essas expectativas não é repetível indefinidamente. Do ponto de vista do investidor, o fator emocional separa o mercado em dois grupos: quem está posicionado e quem não está — e pior, quem vendeu com o único argumento de que "subiu muito". O ser humano é movido pela emoção e pela razão, forças que entram em conflito justamente quando a primeira se torna extremada e vira euforia. Nessa condição, qualquer pessoa — eu incluído — tende a procurar apenas as notíci...