A bola de cristal sempre falhou #IBOVESP
A vontade de saber o futuro não é coisa nova — a profissão de cartomante existe há séculos, prova de que a curiosidade sobre o que está por vir é praticamente estrutural na natureza humana. Há algum tempo fiz, a convite de um amigo que medita todos os dias, um curso de meditação. Sobraram dali alguns áudios que uso em dias mais agitados, embora confesse que às vezes durmo no meio da sessão — o que, sei bem, não é exatamente o objetivo. Mas o que ficou de mais valioso da técnica foi a constatação de como carregamos um sentimento duplo em relação ao tempo: olhamos para trás com saudade do que foi bom e não volta, ou com angústia do que foi ruim e ainda dói; olhamos para frente com a ansiedade de não saber o que vem. A meditação insiste que, nesse estado, deixamos de viver o presente — o único tempo que realmente temos. Isso vale, e vale muito, para os mercados. Quanto não pagaríamos por uma informação confiável sobre qualquer ativo daqui a um ano? Se pudesse escolher, eu quereria saber ...