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SexTech: O caro que fica barato #nasdaq100 #NVDA

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  Existe um erro recorrente no mercado financeiro que se repete com uma frequência impressionante: investidores descartam empresas extraordinárias simplesmente porque parecem caras. O investidor olha para os números tradicionais — múltiplos elevados, margens aparentemente comprimidas ou lucros momentaneamente modestos — e conclui rapidamente que o preço da ação está exagerado. O problema é que, em alguns casos, esses números não refletem fraqueza do negócio. Refletem exatamente o contrário: empresas que estão reinvestindo agressivamente para ampliar suas vantagens competitivas e capturar mercados muito maiores no futuro. O caso da Amazon é quase didático nesse sentido. Em 2012, quando diversas teses de investimento começaram a destacar o potencial da empresa, muitos analistas consideravam a ação excessivamente cara. O mercado observava um múltiplo próximo de 39 vezes o lucro normalizado e reagia da forma previsível: para investidores acostumados a avaliar companhias maduras, com ...

A inflação não tem termômetro #OURO #GOLD #EURUSD

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  Quando alguém mede a temperatura do corpo e o resultado aparece abaixo de 37 graus, o diagnóstico é imediato: não há febre. A medicina tem um termômetro claro. A inflação, ao contrário, raramente oferece esse conforto. Um número aparentemente benigno pode esconder uma doença que ainda não apareceu nos exames. Foi exatamente essa sensação que tomou conta do mercado após a divulgação da inflação de fevereiro nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor subiu 2,4% em relação ao ano anterior, enquanto o núcleo — que exclui alimentos e energia — avançou 2,5%, praticamente em linha com o esperado pelos economistas. À primeira vista, parece uma boa notícia. Depois de dois anos de juros elevados e política monetária restritiva, o Federal Reserve finalmente começa a ver a inflação se aproximar da meta de 2%. Mas a política monetária não se baseia apenas no presente. Ela precisa antecipar o futuro. E é justamente aqui que surge o problema. O dado divulgado mede o passado re...

O mundo está crescendo a crédito #IBOVESPA

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  Durante décadas o crescimento econômico foi associado à expansão da produção, do comércio e da produtividade. Hoje, cada vez mais, ele também depende de outro fator: a capacidade dos governos de continuar se financiando no mercado. A economia global passou a operar em um ambiente em que a expansão da dívida pública deixou de ser exceção e passou a ser parte estrutural do funcionamento do sistema. Países desenvolvidos, economias emergentes e até governos locais recorrem continuamente ao crédito para sustentar políticas públicas, programas sociais, investimentos e também gastos extraordinários. Durante muito tempo existiu uma linha imaginária no debate econômico. A regra informal dizia que quando a dívida pública ultrapassasse 100% do PIB , o mercado começaria a questionar seriamente a solvência de um país. Esse número tornou-se uma referência recorrente em estudos acadêmicos, relatórios de bancos e discussões entre investidores. A realidade, porém, acabou desmontando essa re...

O Fed no escuro #S&P 500

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  A menos de 60 dias da troca de comando no Federal Reserve, o debate sobre política monetária nos Estados Unidos entrou em território desconfortável. A expectativa de mudança na presidência do banco central, com a provável chegada de Kevin Warsh, coincide com um momento em que a inflação ainda não foi totalmente domada e o cenário geopolítico voltou a introduzir volatilidade relevante nos preços de energia. Mesmo antes da escalada recente no Oriente Médio, já existia uma divergência importante dentro do próprio Fed. Parte do mercado apostava que Warsh poderia assumir o comando da instituição com inclinação mais favorável a cortes de juros. No entanto, membros do comitê de política monetária vêm sinalizando cautela crescente diante dessa hipótese. A razão é direta: a inflação desacelerou, mas ainda não convergiu para a meta de 2%. O índice de preços ao consumidor caiu substancialmente desde o pico de 9,1% registrado em 2022. Ainda assim, a medida preferida do Fed, o índice de g...