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A solução é expurgar o que atrapalha #OURO #GOLD #EURUSD

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O manual de qualquer banco central é claro: se a inflação está acima da meta, o juro precisa subir. A expectativa de inflação futura entra na conta, mas não revoga a regra. Ontem foi divulgado o índice de preços ao consumidor americano (CPI) de setembro e, como se esperava, veio salgado: 3,7% em doze meses, acima dos 3,4% de agosto e dos 3,6% projetados pelos economistas. A vilã de sempre foi a gasolina, com alta de 9,1% no mês e de 34% em doze meses. O óleo combustível subiu 74% desde setembro do ano passado e as passagens aéreas, 22%. Desde que o conflito com o Irã começou, no fim de fevereiro, a energia não dá trégua ao consumidor. Existe, porém, um diferencial importante entre a inflação cheia e o núcleo, que exclui alimentos e energia. O núcleo subiu 2,6% em doze meses, acima dos 2,5% esperados, e 0,3% no mês, contra 0,2% previstos. Os especialistas dizem que é o núcleo que deve definir a estratégia dos juros. Concordo, o problema é o que ele mostra. ["Consumer Price Index...

O porteiro do salão #IBOVESPA

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  Ao ler o relatório que o Deutsche Bank publicou nesta semana sobre superinteligência, senti um certo conforto. Ali estava, com outra roupagem e muito mais munição, uma ideia que elaborei em maio de 2024 no post "Só entra com carteirinha". Como dizia minha saudosa terapeuta, um sonho precisa ser confrontado com a realidade para ser verdadeiro. Não tenho a pretensão de achar que o banco leu meu post. Afinal, o que é um blog brasileiro para uma instituição desse porte, mesmo eu tendo trabalhado lá? Justamente por isso a conclusão deles tem mais valor: chegaram ao mesmo lugar por caminho próprio, o que solidifica ainda mais a ideia. A tese da Carteirinha era simples. A inteligência artificial criaria um salão onde só entraria quem tivesse a carteirinha, e a porta não estaria garantida nem para as empresas do próprio ramo, como Microsoft e Salesforce. Em nenhum momento tive a ilusão de que poderia apontar vencedores e perdedores. O que lancei foi que haveria uma partição impor...

A culpa é do mercado #USDBRL

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Hoje quero falar de um comportamento humano que atrapalha o raciocínio lógico: o viés. Procuramos as opiniões que confirmam aquilo em que já acreditamos e descartamos as que nos contrariam. Não adianta alegar que somos diferentes, porque não somos. Todos nós, eu incluído, somos levados por esse caminho. Para comprovar, basta observar o que acontece agora nas eleições. As redes sociais encaminham você aos comentários que concordam com o que pensa e, quando algum do candidato adversário escapa do filtro, a vontade é de esganar o autor. Esse é o efeito direto do viés, amplificado por uma mídia que se encarrega de trancá-lo dentro da própria bolha. O fenômeno atinge todo mundo, independentemente do grau de instrução. Vou usar como exemplo Robin Brooks, economista que respeito bastante, mas que ultimamente se enrolou com o conceito de "debasement trade" — a aposta na desvalorização das moedas diante do descontrole fiscal dos governos. Daqui em diante vou chamá-lo de DT, e sobre ...

Michael Saylor: Repassando a conta para os acionistas #Strategy #bitcoin #SP500

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  Durante anos, Michael Saylor vendeu ao mercado uma fórmula simples. A Strategy, antiga MicroStrategy, emite ações novas, pega o dinheiro e compra bitcoin. Quanto mais ações vende, mais bitcoin acumula. O investidor que compra a ação estaria comprando bitcoin de forma indireta, com um bônus de crescimento. No terceiro trimestre, a empresa levantou US$ 5,4 bilhões com ações novas. A manchete sugere que esse dinheiro foi para o bitcoin. Não foi. Um analista independente, Shanaka Anslem Perera, leu todos os relatórios semanais que a empresa entrega ao regulador americano e chegou a um número que desmonta o discurso: menos de 10% foi direto para a compra de bitcoin. "The $5.41bn raised, by first use where stated", do artigo "Chain of Custody PRO – Issue 01: The Raise Was Not the Bid" (Shanaka Anslem Perera, Anslem Research) A pergunta óbvia é por que o maior comprador de bitcoin do mundo parou de comprar justamente quando tinha bilhões no bolso. A resposta está num...

Hedge Fund: 26 anos para provar #Nasdaq100 #NVDA

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Fui sócio fundador da Linear Investimentos e posso me orgulhar de ter criado o primeiro hedge fund do Brasil. A ideia surgiu quando estava em Nova York a trabalho. Ao passear pela Park Avenue, vi uma loja da Fidelity Investments e naquele momento pensei: esse segmento não existe no Brasil. Senti que poderia ser uma grande oportunidade. Na volta, conversei com meus colegas e ex-sócios Ibrahim Eris e Emir Capez, que por sua vez convidou Luís Paulo Rosenberg. Pronto, estava formada, a princípio, a quadra de ases. Posso dizer que foi um sucesso. Tínhamos parceiros do peso do Banco Itaú, chegamos a US$ 1 bilhão em recursos administrados e a mais de 10 mil clientes diretos. Por essas razões, fomos capa da revista Exame, além de passarmos por um processo de avaliação da Merrill Lynch para uma possível aquisição. Mas algo me incomodava. Primeiro, elaborei um relatório que avaliava a rentabilidade a partir de cada dia ao longo do tempo, algo que até hoje não vi nos folhetos de fundos, que se...

Nervos à flor da pele #OURO #GOLD #EURUSD

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Todos nós já fizemos, em algum momento, um investimento maior do que seria razoável. Quando as coisas vão bem, o desvio cai no esquecimento; quando o ativo não performa, bate a sensação de que se passou da conta. Nessas situações, meu conselho sempre foi o mesmo: reduzir a posição para o tamanho correto, antes que o desconforto leve a decisões precipitadas. E qual é o tamanho correto? Hoje, para mim, é aquele definido pelo prejuízo potencial caso o stop loss seja acionado. Se essa perda não tira o sono, a posição está adequada. Se tira, está grande demais, e o mercado costuma cobrar caro de quem descobre isso tarde. Algo parecido está em curso com a inteligência artificial. Não preciso repetir que os valores investidos estão acima de qualquer cálculo razoável quando comparados aos balanços das empresas. O resultado é que as gigantes da nuvem, antes credoras no fluxo de caixa, passaram a devedoras, enquanto outras já foram penalizadas com o aumento do prêmio cobrado em suas captações....

O Fed perdeu o cúmplice #IBOVESPA

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Desde que Kevin Warsh assumiu o Federal Reserve, nesta primavera americana, deixou claro que não daria pistas sobre seus próximos passos. Resumiu a filosofia numa imagem do futebol: o investidor deve olhar a bola, não o juiz. Em tempos calmos, ter ou não uma indicação faria pouca diferença. Mas não é isso que estamos assistindo. De um lado, a pressão inflacionária vem do petróleo, por conta da guerra no Oriente Médio, e das tarifas, que costumam agir com efeito retardado. Soma-se a isso o aumento do endividamento, tanto do setor privado quanto do público. Do outro lado, há o ganho de eficiência que se espera da inteligência artificial. Com forças tão opostas, projetar o indicador mais básico de todos, a taxa de juros, virou um desafio. Não é para menos que as apostas implícitas nos mercados futuros vêm oscilando de forma expressiva. A probabilidade de uma alta na reunião de 27 e 28 de outubro subiu para cerca de 70% depois que Warsh explicou a alta de setembro, despencou para perto d...