Quando o lucro lidera #SP500
São incontáveis os posts e relatórios que, nos últimos meses, antecipam um colapso iminente da bolsa americana. A maioria recorre a comparações históricas — múltiplos elevados, exuberância dos preços, paralelos com a bolha de 2000. A narrativa é sedutora. Mas desta vez algo estruturalmente diferente está acontecendo, e ignorar esse fato pode ser o erro mais caro do ciclo. A precificação de ações segue uma lógica simples: projeção de lucros futuros multiplicada por um coeficiente considerado justo nas condições presentes. É um critério discutível? Talvez. Mas quando todos os participantes do mercado o adotam, ele se torna a realidade com a qual se precisa operar. Atualmente, um múltiplo em torno de 20 vezes o lucro projetado é considerado razoável para o conjunto do mercado — com desvios para baixo em antecipação a recessões e desvios para cima em setores com crescimento excepcional, como os semicondutores. O que diferencia o momento atual é a origem do movimento. Ed Yardeni, ...