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Musk puxa suas ações literalmente pro espaço #nasdaq100 #NVDA

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Elon Musk é uma figura que me gera sentimentos mistos. De um lado, a arrogância, a polêmica, o caos que ele parece gostar de criar. De outro, um empreendedorismo que é difícil ignorar — e ainda mais difícil de replicar. E quando o assunto é SpaceX, qualquer crítica silencia. O que essa empresa construiu é simplesmente absurdo. Foguetes reutilizáveis, lançamentos que viraram rotina, uma infraestrutura espacial que nenhum governo conseguiu fazer tão rápido — e tudo isso saindo de uma empresa privada. E o mercado percebe. Cada avanço da SpaceX reverbera nas outras apostas do Elon. É como se o foguete não carregasse só satélites — carregasse também a confiança dos investidores nas empresas do ecossistema dele. Genialidade ou sorte? Provavelmente as duas coisas — e o mercado não está aí para discutir filosofia. Hoje não tem outro assunto. A SpaceX estreou na Nasdaq sob o ticker SPCX, com o maior IPO da história: 75 bilhões de dólares captados, numa avaliação de 1,77 trilhão de dólares. Para...

Bem-vindo ao Inferno, Kevin #OURO #GOLD #EURUSD

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Há décadas que os mercados financeiros não assistem a uma estreia tão carregada quanto a de Kevin Warsh na presidência do Fed. A primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto sob seu comando acontece na próxima semana, e o ambiente que o espera é, para dizer o mínimo, inóspito. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou para 4,2% em maio — o nível mais alto em três anos — puxada pela crise no Irã e pelos efeitos persistentes nos preços de energia. E, como se não bastasse, o mercado de títulos já votou: os juros precisam subir, não cair. Warsh chegou ao cargo com um histórico de banqueiro privado, acostumado a dar ordens e ser ouvido. A transição para o Fed exige outra postura. O colegiado do Comitê é formado majoritariamente por acadêmicos com carreiras construídas dentro da instituição, cada um com seu modelo, sua visão e — por que não dizer — seu ego. A dinâmica interna das reuniões é diferente de qualquer sala de conselho corporativo. Warsh terá de convencer, negoci...

O plano B é o plano A #IBOVESPA

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  A Copa do Mundo começa amanhã e, como de costume, o Brasil para. O Goldman Sachs publicou seu modelo preditivo para o torneio — sofisticado, com 50.000 simulações de Monte Carlo e o sistema Elo adaptado para o futebol — e o resultado não é animador: o Brasil aparece como quarto favorito, com apenas 8% de probabilidade de levantar a taça, atrás de Espanha (26%), França (19%) e Argentina (14%). Futebol é futebol, e os modelos erram. Mas os sinais frios raramente mentem por muito tempo — dentro ou fora de campo. Por que essa introdução? Porque este ano também temos eleições presidenciais, e o ambiente político mudou de forma relevante nas últimas semanas. A pesquisa Genial/Quaest de junho mostra Lula com 10 pontos de vantagem no primeiro turno estimulado (39% a 29%) e 6 pontos no segundo turno simulado contra Flávio Bolsonaro (44% a 38%). Três fatores explicam a melhora do presidente: o efeito da isenção do imposto de renda ainda repercute; o Desenrola reduziu o percentual de bras...

IA: As pedras no caminho #SP500

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  A democracia funciona no Mosca. Meu associado Alberto Dwek, que vocês já conhecem, tem uma visão mais cética em relação à IA — e neste post de hoje coloca seus pontos de questionamento. Não que ele desacredite da ferramenta; pelo contrário, usa-a de forma constante e abrangente. O que ele questiona são os números projetados pelas novas debutantes: OpenAI, Anthropic e SpaceX.   Alguns avisos antes de entrar no assunto: 1) sou usuário de IA em várias formas — GPT, Grok, Gemini, Claude — e não tenho a menor intenção de parar, até porque estou pagando pouco; 2) este artigo tem o objetivo preciso de apontar riscos, criticar posições e analisar as várias inconsistências, incongruências e armadilhas colocadas por essa magnífica ferramenta; 3) só usei IA para minhas pesquisas — o texto, juro, é meu mesmo. Já abordei em outros artigos uma visão mais ampla sobre o advento dos LLMs e a contínua evolução da IA, sem nenhum problema em colocar na mesma frase que estamos vivendo uma re...

A bolha vai ficar sem sabão #USDBRL

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  Passei o fim de semana refletindo sobre um conjunto de tendências que tenho acompanhado com atenção crescente. A conclusão a que cheguei é inquietante: estamos entrando em um período sui generis na história dos mercados financeiros, marcado por uma demanda por capital de proporções inéditas — e o sistema de preços ainda não acordou para esse fato. Antes de desenvolver essa tese, preciso abordar o argumento que mais tem circulado nos últimos anos: o de que os mercados estão numa bolha. É uma afirmação intuitiva, mas os dados sistematicamente a desafiam. Os lucros das empresas, de forma geral, vêm crescendo de maneira acelerada. Quando os lucros sobem na mesma proporção que os preços das ações, o P/L não se altera significativamente — e a narrativa da bolha perde sustentação. Os céticos da bolha têm razão nesse ponto específico. Mas o problema que estou identificando é outro, e mais sutil. Não se trata de questionar se os fundamentos são sólidos — eles são. A questão é o ambien...