O Fed perdeu o cúmplice #IBOVESPA
Desde que Kevin Warsh assumiu o Federal Reserve, nesta primavera americana, deixou claro que não daria pistas sobre seus próximos passos. Resumiu a filosofia numa imagem do futebol: o investidor deve olhar a bola, não o juiz. Em tempos calmos, ter ou não uma indicação faria pouca diferença. Mas não é isso que estamos assistindo. De um lado, a pressão inflacionária vem do petróleo, por conta da guerra no Oriente Médio, e das tarifas, que costumam agir com efeito retardado. Soma-se a isso o aumento do endividamento, tanto do setor privado quanto do público. Do outro lado, há o ganho de eficiência que se espera da inteligência artificial. Com forças tão opostas, projetar o indicador mais básico de todos, a taxa de juros, virou um desafio. Não é para menos que as apostas implícitas nos mercados futuros vêm oscilando de forma expressiva. A probabilidade de uma alta na reunião de 27 e 28 de outubro subiu para cerca de 70% depois que Warsh explicou a alta de setembro, despencou para perto d...