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O perigo de morrer na praia #Nasdaq100 #NVDA

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Não há ninguém envolvido com investimentos que não conheça a pergunta que paira sobre o mercado de tecnologia há pelo menos dois anos: os investimentos colossais em data centers vão se pagar? A dúvida não é retórica — ela tem um número atrás. As cinco grandes empresas de tecnologia americanas comprometeram cerca de US$ 725 bilhões em gastos de capital para 2026, com aproximadamente 75% destinados à infraestrutura de inteligência artificial. É uma aposta de escala histórica, e o mercado observa cada dado novo como quem lê um eletrocardiograma. Os dados mais recentes da NBER (National Bureau of Economic Research) não são animadores. A adoção da IA pelas empresas avança em ritmo aquém do esperado, e os ganhos de produtividade — o argumento central para justificar todo esse capex — ainda não aparecem de forma consistente nas métricas agregadas. Não é surpresa para quem conhece a história da tecnologia. O Paradoxo de Solow e a paciência do mercado Em 1987, o economista Robert Solow cunhou u...

Não deixe ações para seus netos #OURO #GOLD #EURUSD

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Meu ex-sócio Emir Capez costumava dizer, nos corredores da Linear, que a IBM era uma ação para comprar e deixar para os netos. Era outro tempo — um tempo em que ciclos de negócios duravam décadas e a obsolescência tecnológica era um risco remoto. Hoje, diante de tudo que se move no mercado de tecnologia, sou obrigado a revisar essa sabedoria: melhor deixar para os netos um ETF de ações que rebalanceia a carteira conforme a música muda. Há pouco tempo introduzi o conceito que chamei de 'Carteirinha' — a ideia de que empresas precisam se preparar continuamente para enfrentar a concorrência da inteligência artificial, tanto de novas entrantes quanto de rivais dentro do próprio segmento. Citei a Nvidia como exemplo-mor: a mais bem posicionada no mercado de chips para IA, mas inevitavelmente sujeita a ver sua hegemonia contestada. E foi exatamente o que aconteceu: a performance das ações da Nvidia ficou aquém do esperado nos últimos meses — não que ela tenha sofrido algum grande baq...

Prova dos Dezoito #IBOVESPA

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A prova dos nove é uma verificação aritmética antiga — uma forma rápida de checar se um cálculo está certo. Quando digo que o dólar passou na prova dos dezoito, não é modéstia: quero dizer que ele foi testado em dobro, sob as mais variadas pressões, e saiu intacto de todas elas. O relatório especial de junho de 2026 do JP Morgan — elaborado por Michael Cembalest para marcar os 250 anos da Declaração de Independência americana — oferece a mais completa radiografia que já vi sobre o assunto. E os dados do Yardeni Research, publicados nesta semana, completam o quadro com uma precisão que deixa pouco espaço para contestação. Nos últimos anos, proliferaram as narrativas sobre o fim do dólar como moeda de reserva. O argumento tem apelo emocional e político: déficits fiscais imensos, uma dívida pública que saiu de 60% para 125% do PIB em vinte anos, sanções em cascata contra governos e empresas ao redor do mundo. Tudo isso, dizem os mais apocalípticos, estaria corroendo a confiança global na ...

Eu avisei #SP500 #bitcoin #Strategy

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Se tinha uma situação que me deixava muito inquieto era quando minha mãe me alertava para não fazer alguma coisa — e como todo bom adolescente, não seguia. Na maioria das vezes ela estava certa e sempre dizia: eu avisei. Nem sempre a voz da experiência prevalece, mas na maioria das vezes sim. Talvez se eu soubesse estatística naquela época teria seguido seus conselhos. O bitcoin está largado. Essa é a melhor definição para a criptomoeda nos últimos tempos. Como insisto ad infinitum: se não aparecer comprador novo todo dia, e não aparecer vendedor "velho" disposto a segurar, a tendência é de queda lenta — uma tortura chinesa. Desde outubro de 2025 o bitcoin perdeu cerca de 50% do seu valor, enquanto o ouro subia 35% no mesmo período. Os dois ativos que compartilham o apelido de "ouro" foram em direções opostas. Um foi validado como reserva de valor. O outro comportou-se como o ativo mais arriscado da tela. Acontece que existe um participante para quem essa situação v...

Dois Brasis #USDBRL

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A Allianz Research publicou em junho um estudo que vai incomodar quem ainda organiza o mundo em “mercados desenvolvidos” e “mercados emergentes”. O argumento central é simples e provocador: essa classificação já não diz o que costumava dizer. E o choque do Irã foi o teste que provou. O estudo propõe substituir o binômio EM-DM por quatro dimensões estruturais — os chamados “4Rs”: Posição de Recursos (dependência energética), Força de Reservas (disciplina fiscal e externa), Credibilidade Monetária (independência do banco central) e Estrutura de Refinanciamento (parcela da dívida em moeda local). Nesse critério, o mapa do risco ficou de cabeça para baixo. Países como Romênia, Egito, Grécia e Reino Unido — dois deles no bloco “desenvolvido” — sofreram mais com o choque do que a maioria dos emergentes, simplesmente por dependerem de hidrocarbonetos importados do Golfo. Enquanto isso, exportadores de commodities, muitos na América Latina, saíram ganhando. A linha divisória correu através da ...

A porta dos fundos do IPO #Nasdaq100 #NVDA

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No início dos anos oitenta, quando eu era tesoureiro do BFB — Banco Francês e Brasileiro —, o mercado de renda fixa era extraordinariamente rudimentar. Não havia sistemas em tempo real, e nem todos os bancos operavam da mesma forma. No BFB, assim que as taxas se moviam no mercado interbancário, as agências eram informadas imediatamente e aplicações acima de determinado valor tinham que passar pela tesouraria central antes de ser fechadas. Era um sistema que funcionava. Mas nem todos os concorrentes operavam com a mesma disciplina. Certo dia, as taxas no interbancário caíram de forma acentuada. Um colega meu, tesoureiro do Banco de Boston, e eu percebemos que as agências de um grande banco varejista ainda refletiam as taxas antigas — mais altas. A comunicação interna havia falhado. Montamos então um esquema simples: um grupo de pessoas se dirigiu a uma agência desse banco com cheques de volume expressivo — do BFB e do Boston — e aplicou uma quantia considerável em CDBs, capturando a tax...

Warsh tinha que achar alguma coisa #OURO #GOLD #EURUSD

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Durante minha vida profissional, observei que toda vez que alguém assume uma posição nova, passa inevitavelmente por cinco estágios distintos. O primeiro: preciso achar alguma coisa. O segundo: nunca vou entender isso. O terceiro: a descoberta do óbvio. O quarto: mudanças produtivas. E o quinto — o mais revelador —: fica-se de saco cheio. Kevin Warsh, em sua estreia como presidente do Federal Reserve, ficou rigidamente no primeiro estágio. Cada pergunta dos jornalistas na coletiva de imprensa era respondida com uma variação da mesma frase: vai criar cinco Forças Tarefa para cuidar disso. Monetary policy frameworks, communications, regulatory scope, balance-sheet operations, data and modernization. Cinco forças tarefa. A frase virou a resposta universal para questões que mereciam substância. Ed Yardeni registrou com ironia que Warsh usou a expressão exata quatro vezes durante a sessão de perguntas — toda vez que um repórter tentava pressioná-lo sobre algum ponto concreto, ele recorria a...