Postagens

O vírus da IA não tem vacina #nasdaq100 #NVDA

Imagem
  Há três anos, ao me deparar com um estudo da Goldman Sachs que projetava uma queda de emprego equivalente a um terço dos trabalhadores nos próximos dez anos, fiquei genuinamente preocupado com o futuro do trabalho. Mais a frente, desenvolvi o conceito da “Carteirinha” — a ideia de que quem se engajasse profundamente com a inteligência artificial saíria vencedor na nova ordem econômica; os demais, a reboque. Imaginei inicialmente o impacto sobre as empresas, depois sobre as pessoas. O tempo passou, e a realidade veio confirmar, com crescente intensidade, o que já desconfiava. A inteligência artificial avança como um vírus silencioso: começa nos países desenvolvidos, acomete os setores mais qualificados e, gradualmente, contamina toda a cadeia produtiva global. Nos Estados Unidos, esse processo já se tornou visível e irreversível. O Wall Street Journal sintetizou o fenômeno com precisão: empresas como Snap, Block e Amazon adotaram o que o mercado batizou de “mega-demissões” como ...

Resiliente = China #OURO #GOLD #EURUSD

Imagem
  Antes de entrar no assunto central de hoje, um parêntese sobre a bolsa americana. Nesta semana tenho adotado postura técnica cautelosa, aguardando a superação de níveis-chave para confirmar a tendência de alta. Não estou sozinho nessa cautela — a maioria dos investidores se mostra perplexa diante da recuperação em curso, sem que o conflito geopolítico tenha se resolvido. Para dimensionar o que está acontecendo: a alta dos últimos dez dias está no percentil 99,7 de todas as variações equivalentes registradas desde 1950. Nos episódios históricos comparáveis, o retorno médio nos doze meses seguintes foi de 19%, com 17 ocorrências positivas e apenas 3 negativas. Tudo indica que estamos rumando a novas máximas. Devo sugerir compra da bolsa americana assim que surgir uma oportunidade de correção adequada. Se alguém precisa de um exemplo concreto de resiliência — a palavra que domina o vocabulário econômico desta temporada —, sugiro que olhe para a China. Nos últimos anos, já perdi ...

O feitiço vira contra o feiticeiro #IBOVESPA

Imagem
  Nos últimos dias, o sistema financeiro mundial passou por um susto de proporções incomuns. Não foi um colapso de bolsas, nem uma crise de liquidez — foi a revelação de um modelo de inteligência artificial capaz de identificar, de forma autônoma, milhares de falhas de segurança em softwares amplamente utilizados, incluindo sistemas bancários. O modelo se chama Mythos, desenvolvido pela Anthropic, e sua existência foi considerada tão perigosa que a própria empresa se recusou a lançá-lo ao público. A Anthropic — para quem ainda não a conhece — é uma das empresas mais relevantes do atual ecossistema de inteligência artificial. Seu produto mais conhecido, o Claude, vem ganhando adeptos de forma acelerada, disputando palmo a palmo o espaço que o ChatGPT ocupou quase que sozinho por anos. Tenho acompanhado essa evolução de perto e, recentemente, passei a utilizar o Claude como ferramenta principal de trabalho, em substituição ao produto da OpenAI. O crescimento é visível nos dados: o ...

A guerra acabou? #S&P 500

Imagem
  Nos últimos dias, o noticiário tem sido dominado por dois temas que se retroalimentam: as negociações — ou a falta delas — no Golfo Pérsico, e o debate sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz. Viramos, da noite para o dia, especialistas em geopolítica do Oriente Médio e, de quebra, em logística marítima internacional, avaliando com toda a convicção do achismo se o fluxo de petróleo vai ou não se normalizar. O problema é que, enquanto a mídia e os comentaristas de plantão se perdem nessa espiral de incertezas, os mercados financeiros estão mandando uma mensagem bem diferente — e muito mais objetiva. O mercado já deu o seu veredicto: a guerra, na prática, acabou. O índice S&P 500 recuperou integralmente as perdas acumuladas desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Isso num cenário em que o bloqueio do Estreito de Ormuz segue vigente, as negociações entre americanos e iranianos permanecem travadas, e os preços do petróleo ainda operam em patamares elevados. Mesmo assim,...

Direto na jugular #USDBRL

Imagem
  A rodada de negociações realizada neste fim de semana em Islamabad terminou sem acordo. Vinte e um horas de conversas; o encontro de maior nível entre Washington e Teerã em quase cinco décadas; e o único ponto que não avançou foi justamente o que mais importa: o programa nuclear iraniano. Tudo o mais, ao que tudo indica, estava praticamente encaminhado. Mecanismos de monitoramento, canais de comunicação, cronogramas escalonados de retirada. A arquitetura de um acordo existia. Faltou a pedra angular. Segundo análise do observador Shanaka Anslem Pereira, os Estados Unidos entregaram uma proposta de 15 pontos ao Irã via o chefe do Exército paquistanês, no final de março. Os iranianos responderam com uma contraproposta de 10 pontos, divulgada pela mídia estatal no dia 8 de abril. Cada exigência central de um lado era o espelho invertido da exigência do outro. Os americanos querem o fim total do enriquecimento de urânio em solo iraniano; os iranianos exigem o reconhecimento do enriq...