IA: sem folego nos últimos 100 metros #SP500
Tem um ditado nas pistas de atletismo que descreve bem o que vejo hoje na disputa das gigantes de inteligência artificial pelo mercado acionário: quem lidera os primeiros trezentos metros nem sempre é quem cruza a linha de chegada. E é essa a pergunta que ronda a corrida bilionária, ou melhor, a corrida trilionária, entre OpenAI e Anthropic rumo ao pregão. As duas maiores empresas de modelos de linguagem do mundo pediram, em sigilo, abertura de capital. Ambas mirando algo em torno de sessenta bilhões de dólares cada uma em captação, com valuation batendo a casa do trilhão de dólares, o que, no meu vocabulário, batizei há poucas semanas de teracórnio. Se qualquer uma das duas confirmar esse valor de mercado, entrará confortavelmente entre as vinte empresas mais valiosas do planeta, ombro a ombro com nomes que levaram décadas para chegar lá. Só que a corrida das teracórnios de inteligência artificial tem um detalhe incômodo: elas estão sendo espremidas dos dois lados ao mesmo tempo, e is...