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A história se repete #MicroStrategy #MSTR #Nasdaq100 #NVDA

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Ontem a mídia especializada repercutiu mais um episódio de socorro financeiro no mundo da inteligência artificial. O protagonista foi o Situational Awareness, um fundo até então desconhecido da maioria, mas alavancado até as tampas. Seu gestor, Leopold Aschenbrenner, tem pouco mais de vinte anos e foi o primeiro colocado de sua turma na Columbia aos dezenove anos. Ele passou pelo time de segurança da OpenAI antes de fundar o fundo que leva o nome do ensaio que o projetou ao estrelato do mercado de inteligência artificial. O detalhe que mais me chama atenção: antes de abrir o fundo há cerca de dois anos, ele não tinha nenhuma experiência prévia em investimentos. O resultado dessa inexperiência combinada com alavancagem agressiva já é conhecido. O patrimônio do fundo saltou para US$ 45 bilhões no início de julho, embalado por retornos de tirar o fôlego. Bastaram poucas semanas de reversão para que esse mesmo patrimônio despencasse para algo em torno de US$ 10 bilhões. Parte dessa revirav...

Don't fight the Fed #OURO #GOLD #EURUSD

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Ontem o mercado se comportou como um adolescente contrariado diante da mesada negada. O Federal Reserve manteve os juros no intervalo de 3,50% a 3,75%, decisão que já estava precificada e não deveria surpreender ninguém. O detalhe que chamou atenção foi a votação: três membros do comitê, Kashkari, Hammack e Logan, dissentiram a favor de uma alta, o maior número de divergências simultâneas em muitos anos. Isso sozinho já é sintoma de um Fed rachado internamente, algo raro nas últimas três décadas. O mercado reagiu torcendo a curva de juros: as taxas longas subiram enquanto as curtas recuaram, movimento técnico conhecido como "bear steepening". Traduzindo para o bolso, é como se o mercado dissesse ao Fed: você não sobe agora, mas vai se arrepender depois. O rendimento do título de 30 anos bateu a maior marca em quase duas décadas, acima de 5,20%, e a probabilidade embutida de uma alta em setembro recuou de 70% para 63% logo após a entrevista coletiva. Até aqui, nada que um inve...

O eclipse das Sete Magníficas #IBOVESPA

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As menções às Sete Magníficas praticamente sumiram das manchetes, e isso não deveria surpreender ninguém que acompanha o mercado há tempo suficiente. A cada nova tecnologia surge um grupo de empresas que passa a polarizar as atenções por um período, até que a moda se esgota e uma nova protagonista toma seu lugar. Mais recentemente foi a vez das fabricantes de chips, redescobertas do dia para a noite quando a demanda por data centers explodiu muito além do que qualquer um esperava. O lucro disparou, e o mercado, como sempre faz, apressou-se a projetar esse crescimento para o futuro indefinidamente. Mas surgiu um probleminha que sempre aparece nessas histórias: de onde vem o dinheiro para sustentar investimentos dessa magnitude? Primeiro, as empresas recorreram ao caixa, e não eram caixas pequenos. Não foi suficiente. Partiram então para os empréstimos, e aí a bola de neve começou a crescer. Cada uma montou um programa de investimento tão ambicioso quanto o da concorrente, um verdadeiro ...

Encilhado #SP500

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Amanhã o Fed anuncia o que vai fazer com a taxa de juros, e raramente vi um mercado tão dividido às vésperas de uma decisão dessas. Nos últimos anos, quase sempre dava para antecipar o resultado com boa margem de segurança, mesmo antes do comunicado oficial. Desta vez não. A maioria não acredita que a autoridade monetária vá mexer nos juros agora. Mas isso não impede que o próprio mercado já trabalhe com elevações à frente. Os futuros de juros embutem hoje algo perto de 40% de probabilidade de uma alta de 0,25 ponto já nesta quarta-feira, e projetam praticamente duas altas completas até o fim do ano. É um grau de incerteza incomum para um Comitê que, até pouco tempo atrás, adorava sinalizar cada passo com antecedência. futuros de juros do Fed — probabilidade precificada de alta na reunião desta semana e acumulada até o fim do ano De um lado está a Citadel Securities, para quem Kevin Warsh vai surpreender o mercado com uma alta. A leitura da casa é que um aperto nesta semana reforçaria ...

O foguete que virou lucro #USDBRL

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Confesso que dei uma olhada rápida, sem muito cuidado, no balanço que a Alphabet divulgou nesta semana. Foi um post no Twitter que resumiu as contas principais, e ali havia um número que me chamou a atenção: um ganho que superava, e muito, o lucro operacional da empresa. Fiquei curioso e fui atrás da origem daquele valor. Descobri que a Alphabet mantém uma participação na SpaceX, que abriu seu capital recentemente. Pela regra contábil americana, esse tipo de investimento precisa ser marcado a mercado quando a empresa investida se torna pública. A valorização vira lucro contábil, mesmo sem qualquer venda efetiva das ações. Fui aos números completos e entendi a dimensão do episódio. A Alphabet fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de 112,1 bilhões de dólares, alta de 298% sobre igual período do ano passado. O lucro por ação saltou para 9,11 dólares, mais que o triplo da estimativa de consenso, que girava perto de 2,87 dólares. A origem de boa parte desse resultado está num...

Agora não adianta chorar #Bitcoin #Nasdaq100 #NVDA

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  Existe um tipo de erro que dói mais do que os outros: aquele que já tinha sido anunciado, por escrito, antes de acontecer. É o caso de um grupo de empresas que, nos últimos anos, resolveu transformar parte do caixa corporativo em bitcoin, convencidas de que assim se protegiam de uma desvalorização do dólar. Eu escrevi aqui, na época em que essa moda tomava conta de salas de diretoria, que aquilo era uma imprudência disfarçada de sofisticação financeira. Uma companhia que vende em dólares e compra em dólares não tem por que carregar risco cambial artificial no balanço. Se o dirigente quer especular contra a própria moeda em que opera, que o faça na pessoa física, com o próprio dinheiro, assumindo o próprio risco. Misturar isso com o caixa de operação é, na melhor das hipóteses, distração; na pior, é um desvio de função. O nome que resume esse movimento é Michael Saylor. Sua empresa, hoje chamada apenas de Strategy, transformou-se no maior detentor corporativo de bitcoin do mun...

Liquidação de tokens #OURO #GOLD #EURUSD

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  Nos últimos dias a inteligência artificial recebeu a notícia que muita gente na área de tecnologia sabia que viria, mas que ninguém queria que chegasse tão cedo: a guerra de preços nos tokens começou de verdade, e não esperou nem a Black Friday. Bancos de investimento que vinham modelando a abertura de capital da Anthropic e da OpenAI estão revisando essas contas agora, e a razão é simples: o valor dessas empresas foi calculado supondo que elas cobrariam um preço que já não é mais garantido. O problema começa numa pergunta que parece técnica, mas não é: quanto custa, de fato, usar um destes modelos? A resposta não está no preço por token, porque cada modelo consome uma quantidade diferente de tokens para chegar ao mesmo resultado. Um estudo do JP Morgan tentou corrigir essa distorção comparando não o preço do token isolado, mas o custo de executar a mesma tarefa até o fim. E quando se olha por esse ângulo, a conta muda inteiramente a favor dos concorrentes mais baratos. O cas...