Bateram a carteira #Bitcoin #USDBRL
Bater carteira é expressão antiga, de quando dinheiro se levava mesmo — em espécie, dentro de uma carteira física, vulnerável a qualquer batedor de bolso mais ágil. Hoje meus filhos não carregam um tostão em moedas; o PIX virou a carteira, e o único “dinheiro do ladrão” que resta é uma reserva mental, não mais física. Eu insisto nisso com eles porque o risco não desapareceu — só mudou de forma. Vale uma ressalva antes de entrar no caso: bitcoin não fica guardado fisicamente em lugar nenhum — nem no pen drive, nem no cofre, nem no aparelho da Coldcard. Ele existe só na internet, porque é o único lugar onde pode existir. O que você guarda fisicamente é a senha, não a moeda. Isso muda a forma de olhar essa história inteira: o problema nunca foi proteger um objeto, foi proteger uma senha — e senha previsível não vira segura só porque está guardada num aparelho bonito, isolado da rede. E era exatamente essa a promessa do bitcoin: uma chave de entrada tão longa que nenhum computador do mundo...