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Hedge Fund: 26 anos para provar #Nasdaq100 #NVDA

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Fui sócio fundador da Linear Investimentos e posso me orgulhar de ter criado o primeiro hedge fund do Brasil. A ideia surgiu quando estava em Nova York a trabalho. Ao passear pela Park Avenue, vi uma loja da Fidelity Investments e naquele momento pensei: esse segmento não existe no Brasil. Senti que poderia ser uma grande oportunidade. Na volta, conversei com meus colegas e ex-sócios Ibrahim Eris e Emir Capez, que por sua vez convidou Luís Paulo Rosenberg. Pronto, estava formada, a princípio, a quadra de ases. Posso dizer que foi um sucesso. Tínhamos parceiros do peso do Banco Itaú, chegamos a US$ 1 bilhão em recursos administrados e a mais de 10 mil clientes diretos. Por essas razões, fomos capa da revista Exame, além de passarmos por um processo de avaliação da Merrill Lynch para uma possível aquisição. Mas algo me incomodava. Primeiro, elaborei um relatório que avaliava a rentabilidade a partir de cada dia ao longo do tempo, algo que até hoje não vi nos folhetos de fundos, que se...

Nervos à flor da pele #OURO #GOLD #EURUSD

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Todos nós já fizemos, em algum momento, um investimento maior do que seria razoável. Quando as coisas vão bem, o desvio cai no esquecimento; quando o ativo não performa, bate a sensação de que se passou da conta. Nessas situações, meu conselho sempre foi o mesmo: reduzir a posição para o tamanho correto, antes que o desconforto leve a decisões precipitadas. E qual é o tamanho correto? Hoje, para mim, é aquele definido pelo prejuízo potencial caso o stop loss seja acionado. Se essa perda não tira o sono, a posição está adequada. Se tira, está grande demais, e o mercado costuma cobrar caro de quem descobre isso tarde. Algo parecido está em curso com a inteligência artificial. Não preciso repetir que os valores investidos estão acima de qualquer cálculo razoável quando comparados aos balanços das empresas. O resultado é que as gigantes da nuvem, antes credoras no fluxo de caixa, passaram a devedoras, enquanto outras já foram penalizadas com o aumento do prêmio cobrado em suas captações....

O Fed perdeu o cúmplice #IBOVESPA

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Desde que Kevin Warsh assumiu o Federal Reserve, nesta primavera americana, deixou claro que não daria pistas sobre seus próximos passos. Resumiu a filosofia numa imagem do futebol: o investidor deve olhar a bola, não o juiz. Em tempos calmos, ter ou não uma indicação faria pouca diferença. Mas não é isso que estamos assistindo. De um lado, a pressão inflacionária vem do petróleo, por conta da guerra no Oriente Médio, e das tarifas, que costumam agir com efeito retardado. Soma-se a isso o aumento do endividamento, tanto do setor privado quanto do público. Do outro lado, há o ganho de eficiência que se espera da inteligência artificial. Com forças tão opostas, projetar o indicador mais básico de todos, a taxa de juros, virou um desafio. Não é para menos que as apostas implícitas nos mercados futuros vêm oscilando de forma expressiva. A probabilidade de uma alta na reunião de 27 e 28 de outubro subiu para cerca de 70% depois que Warsh explicou a alta de setembro, despencou para perto d...

A regressão que não fecha #SP500

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  Toda nova tecnologia altera o comportamento dos ativos. O que funcionou por décadas pode simplesmente deixar de funcionar, e, quando a mudança é tão abrangente que atravessa a economia inteira, o mundo fica bem mais difícil de ler. Noto a perplexidade de analistas acostumados a rodar uma regressão ou uma análise de correlação e que agora se deparam com distorções sem explicação aparente. Cito a que estamos vivendo: como pode a taxa de juros subir quase diariamente e a bolsa rondar as máximas? O rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano rompeu a máxima de 2007, ano em que uma liquidação de títulos ajudou a detonar a crise financeira global, e está no nível mais alto desde 2002. No mesmo dia, o Nasdaq-100 superou os 31.000 pontos pela primeira vez. ["Another Landmark", do artigo "A top-heavy stocks rally is daring bond yields to break it" (John Authers, Bloomberg)] O empurrão mais recente veio do índice ISM de serviços: a parcela de gerentes de compra...

Só o alívio não resolve #USDBRL

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  O Brasil sério, aquele que usa a lógica econômica para administrar um país e não admite os absurdos da corrupção no atacado ligada ao banco Master, está se sentindo aliviado. A saída de Lula ainda não é uma certeza, mas o cálculo feito pelo mercado já lhe atribui uma probabilidade elevadíssima. Talvez essa nem seja a melhor notícia. O novo Legislativo tem uma cara muito diferente do anterior, e a figura abaixo ilustra bem quem vai comandar as ações daqui em diante. No Senado, a direita sozinha alcança as 49 cadeiras necessárias para aprovar uma emenda constitucional; na Câmara, somada ao centro, supera com folga os 308 votos exigidos. É muito animador. “Congresso Nacional 2027” – composição do Senado Federal e da Câmara dos Deputados] Os mercados reagiram a esse alívio com a bolsa subindo mais de 10% e o dólar caindo mais de 4% na abertura. É hora, então, de embarcar sem medo nos ativos brasileiros? O novo presidente vai assumir com desafios internos bem agudos. A dívida púb...

O fim do fim da história #nasdaq100 #NVDA

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  Em 1989, Francis Fukuyama anunciou que a humanidade havia chegado ao "fim da história". O Muro de Berlim caiu naquele mesmo ano, a União Soviética se dissolveu em 1991 e os Estados Unidos ficaram sozinhos no topo. Um estudo do Deutsche Bank Research Institute sustenta que esse capítulo acabou, e que a prova mais eloquente está guardada nos cofres dos bancos centrais. Os números impressionam. A fatia do dólar nas reservas globais caiu de cerca de 60% no auge para 40%. A do ouro dobrou em quatro anos e se aproxima de 30%. No fim dos anos 1990, o dólar pesava mais de quatro vezes o ouro; hoje a distância entre os dois é de apenas dez pontos percentuais. E há um detalhe que me chama atenção: o dólar não perdeu espaço para o euro, o iene ou o yuan. Perdeu para o metal. A fatia do dólar e do ouro nas reservas dos bancos centrais", do artigo "The return of history: gold, the dollar, and the monetary future" (Deutsche Bank Research Institute)] A tese contraria o ...

Trapezista sem rede #OURO #GOLD #EURUSD

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  Um trabalho recente do Deutsche Bank traz um enfoque de que pouco se tem falado. Durante décadas, sempre que uma crise ameaçava sair do controle, os bancos centrais apareciam para evitar um desastre maior, e os governos abriam os cofres para amortecer a queda. O mercado se acostumou a essa rede de proteção. O problema é que ela está sendo recolhida, e muita gente continua no trapézio como se nada tivesse mudado. Ao longo da minha vida profissional atravessei uma série de crises, mas nenhuma foi tão grave, concentrada em um único dia, quanto a de 19 de outubro de 1987, a Segunda-Feira Negra. O Dow Jones despencou 22,6%, a maior queda diária de sua história, e o S&P 500 perdeu cerca de 20%. Lembro que estava na Tendência, observando uma TV adaptada para funcionar como monitor de cotações. A crise começou na Ásia, com Hong Kong desabando antes da abertura de Nova York, passou por Londres e foi se espalhando pelo mundo. Os motivos foram vários: juros em alta, dólar fraco, défic...