Postagens

Roubo seguro #Nasdaq100 #NVDA #Bitcoin

Imagem
De tempos em tempos aparece uma notícia de roubo de criptomoedas. Nos tempos atuais, desconfio que os ladrões já contam com uma ajuda poderosa: a inteligência artificial. Não estou sozinho nessa suspeita — Tian Zeng, que comanda um fundo dedicado a criptoativos, alertou que a repetição desses ataques fica ainda mais perigosa numa época em que novos modelos de IA são lançados a cada duas semanas. A fragilidade dessas moedas em termos de segurança nasce justamente da ideia que as tornou atraentes: o sigilo. A posse não está associada a um nome ou a um documento registrado. Ela se dá apenas por meio de uma chave, que precisa ser guardada a sete chaves, porque quem a tem movimenta o estoque. E também não pode ser perdida — já houve casos de investidores que esqueceram a senha e viram suas moedas trancadas para sempre. Os bancos seguem a lógica oposta. Guardam os recursos dos clientes em conta corrente e em investimentos e, desde sempre, gastam fortunas para garantir a segurança dessa gua...

Bolsa sem herdeiros #OURO #GOLD #EURUSD

Imagem
No post “ sinuca-de-bico ”, publicado na última sexta-feira, expus a dificuldade que Kevin Warsh teria para não subir os juros quando quase todas as evidências apontavam no sentido contrário. Escrevi: “Pesando tudo, acredito que Warsh não vai subir os juros na semana que vem. Mas espero que deixe claro, nas entrelinhas ou nem tanto, que dezembro está logo ali” . Foi o que aconteceu ontem. O Fed manteve a taxa entre 3,75% e 4%, num placar de 10 a 2, com Lisa Cook e Beth Hammack votando pela alta. Há um detalhe curioso: o comunicado passou a descrever o crescimento da economia como “forte”, e não mais como “sólido”, como em setembro. A economia acelerou mesmo depois da alta, e o Fed parou. Warsh sabia que tinha poucos argumentos se fosse contestado, e não precisou de muito. A primeira pergunta da coletiva, feita por Colby Smith, do New York Times, foi direta: por que não subir agora? A resposta durou mais de três minutos, algo raro, e, como relata John Authers, da Bloomberg, enrolou se...

Produtividade pelo lado ruim #IBOVESPA

Imagem
A pergunta que domina os mercados neste momento é uma só: a inteligência artificial vai se pagar? Em outras palavras, as empresas que estão despejando centenas de bilhões de dólares nessa tecnologia vão conseguir transformar esse gasto em lucro? A conta é mais simples do que parece, e existem apenas dois caminhos para fechá-la. O primeiro é vender mais com o mesmo número de funcionários. O segundo é reduzir o quadro e manter, ou até aumentar, a receita. Nos dois casos, a receita dividida pela folha de pagamento tem que subir. Ninguém tem dúvida de qual caminho é o preferível, mas uma notícia de hoje aponta para o segundo. A Microsoft ofereceu um pacote de benefícios a 60 mil funcionários para quem aceitar pedir demissão voluntária. A empresa frisa que não se trata de um processo de demissão e diz esperar uma adesão pequena, inferior à de um programa semelhante feito em abril. Fico com duas dúvidas. Se a expectativa é de baixa adesão, por que estender a oferta a 60 mil pessoas, mais de...

Curando com a dor #USDBRL

Imagem
O grande tema do momento é a dívida pública, para onde quer que se olhe. Os governos aprenderam que podem gastar à vontade, porque a conta não cai no colo de quem gastou; no máximo, sobra para um governo futuro. Os mercados, por sua vez, foram benevolentes enquanto os juros não incomodavam. Havia lógica nisso. Com o dinheiro praticamente de graça, apostar contra os títulos públicos não tinha atratividade nenhuma. Estou exagerando, havia um "custinho". Mas, pelo mesmo motivo, a dívida crescia devagar: juro baixo significa pouca despesa financeira se acumulando. Agora é outra história. Os déficits se aceleram e o mercado passou a escolher os mais frágeis para testar, como a França. Os juros dos títulos longos estão nas máximas em décadas, e um estudo recente da AllianceBernstein, assinado por Inigo Fraser Jenkins, põe o dedo na ferida: os políticos dos dois lados do Atlântico vivem num mundo de faz de conta. Os números mostram o tamanho do buraco. A dívida pública dos Estados...

Brasil metade em luto #SP500

Imagem
Até a tarde de domingo, tudo indicava que Flávio Bolsonaro venceria por margem estreita. Na véspera, Datafolha e Quaest davam 51% a 49% para ele, e no primeiro turno ele havia terminado à frente, com 47% contra 45%. Para surpresa de quase todos – talvez nem todos –, Lula conquistou o quarto mandato com 51,8% dos votos válidos. Passada a frustração das primeiras horas, é hora de uma avaliação mais ampla e pragmática. O país saiu das urnas partido em dois, nada diferente da eleição de 2022. De um lado, 51% – sim, já é maioria – formados majoritariamente por quem vive, direta ou indiretamente, às custas do Estado. Nesse grupo incluo também pessoas esclarecidas que, ingenuamente, não conseguem separar o joio do trigo. Do outro lado, 49% compostos em boa parte por empresários e microempresários que empregam gente dos dois grupos. Essa metade está de luto. Algo inusitado ocorreu nesta eleição. Aos 45 minutos do segundo tempo, minutos depois do horário previsto para o fechamento das urnas, ...

Sinuca de bico #nasdaq100 #NVDA

Imagem
Quem já se debruçou sobre uma mesa de bilhar conhece a sensação. Dar uma sinuca no adversário é deixar a bola branca escondida atrás de outra, de modo que ele não consiga atingir diretamente a bola da vez. Resta recorrer à tabela, ao efeito e à sorte. A sinuca de bico é a versão mais cruel do lance: a branca fica encostada no bico da tabela, aquela quina que forma a boca da caçapa. A própria madeira bloqueia o ângulo, mal sobra espaço para o taco, e qualquer tacada tende a terminar em falta. Não há saída boa, apenas a menos ruim. É exatamente nessa posição que vejo Kevin Warsh, a poucos dias da reunião do Fed marcada para 27 e 28 de outubro. O mercado já fez sua aposta, e com convicção. Pela ferramenta FedWatch, da CME, a probabilidade de manutenção dos juros está em 84%. A expectativa é de uma alta de 0,25 ponto em dezembro e de algo próximo de 0,50 ponto ao longo dos próximos seis meses. Robin Brooks chama atenção para o grau de tranquilidade: antes da reunião de 29 de julho, os co...

Sentado nas fichas #OURO #GOLD #EURUSD

Imagem
Acredito que a grande maioria dos leitores já jogou pôquer de forma presencial. Hoje existem diversos livros para os aficionados, com cálculos estatísticos que auxiliam a decisão em cada jogada. Meu associado, Alberto Dwek, além de exímio financista, já venceu vários torneios. Sua estratégia mistura técnica e avaliação comportamental, que pesa tanto quanto a matemática. E não se pode esquecer do blefe. Provavelmente, em algum jogo, essa combinação de técnica e comportamento, ainda que pouco consciente, levou você a ganhar diversas mãos. Em determinado ponto, resolveu "sentar nas fichas": passou a pagar apenas os pingos, sem se arriscar, até o jogo terminar. Algo semelhante acontece com os americanos, principalmente com a geração dos baby boomers, que está se aposentando. Passaram a maior parte da vida produtiva arriscando seus recursos na bolsa e conseguiram acumular quantias expressivas. Agora estão sentados nas fichas, e a pilha é enorme. Podemos nos perguntar como a ec...