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A China quer estragar a festa #Nasdaq100 #NVDA

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Xi Jinping abriu hoje a cúpula de inteligência artificial da China com uma ambição pouco disfarçada: liderar a próxima revolução industrial. Ele comparou a IA ao motor a vapor e à eletricidade — uma tecnologia de propósito geral cujo poder geopolítico não pertence a quem a inventa primeiro, mas a quem consegue difundi-la mais amplamente pela economia. Reiterou o compromisso da China com código aberto, colaboração e uma ordem tecnológica global mais inclusiva, estendida ao Sul Global. É um desafio direto à aposta americana em laboratórios fechados e de elite. A cúpula não poderia ter tido um pano de fundo mais oportuno. A Moonshot lançou nesta sexta o Kimi K3, seu novo modelo, e a coincidência de calendário com o discurso de Xi não é acidente — é mensagem. As ações de semicondutores e de empresas de IA caíram em cascata pela Ásia, e os futuros de Wall Street também recuaram, sob o temor de que modelos chineses cada vez mais capazes reduzam a demanda pelos chips mais avançados do mundo. ...

Nem tudo é um Panamá #OURO #GOLD #EURUSD

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O post de hoje pode parecer, à primeira vista, sem muita utilidade prática — trata de uma visão macroeconômica de longo prazo, sem impacto imediato no bolso de ninguém amanhã de manhã. Mas essa sensação me lembra a época áurea do Mercado de Open no Rio de Janeiro, quando proliferavam corretoras e distribuidoras dedicadas a financiar a dívida do governo: compravam títulos longos — dois a cinco anos, pagando inflação mais 6% ao ano — e se financiavam no overnight a uma taxa aproximadamente igual à inflação. Com alavancagem permitida de até 30 vezes o patrimônio líquido, o resultado quase triplicava em um ano. Um "Panamá" — expressão de mesa de operações da época para uma operação dada como certa, sem como dar errado, numa referência ao canal: uma vez que o navio entra na eclusa, o processo é mecânico, garantido, sem variável de risco no meio do caminho. Certa vez, um sócio de uma dessas corretoras foi indicado para uma diretoria do Banco Central. Passados noventa dias, o outro ...

EM=ET #IBOVESPA

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Ontem foi um "dia de reversão" e o mercado comemorou como se fosse vitória. O CPI de junho caiu 0,4% — maior queda mensal em seis anos — e a inflação anual recuou a 3,5%. Só que essa "boa notícia" teve ajuda de um personagem que não merece crédito nenhum: o petróleo. Horas antes, Trump anunciou uma taxa de 20% sobre navios no Estreito de Ormuz e revogou a medida em menos de 24 horas — o tipo de bagunça que derruba o preço do barril por um dia e some no seguinte. Sem esse tropeço pontual de energia, não haveria reversão alguma para comemorar. Kevin Warsh, no primeiro depoimento como presidente do Fed, teve a lucidez de não cair na armadilha e recusou o "missão cumprida" que Wall Street queria ouvir — mas o mercado de swaps já apostou a mão: pela primeira vez desde a eleição de 2024, a inflação implícita de um ano caiu abaixo da meta de 2%, o mercado comemorando a vitória antes do apito final. É a mesma euforia seletiva que fez Wall Street embolsar o melhor ...

Quando a euforia manda, vai tomar um café #SP500

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O assunto bolha virou manchete recorrente, e isso sempre acontece quando um ativo — ou um grupo de ativos — sobe de forma intensa. Primeiro foram as Sete Magníficas, depois o setor de energia, e mais recentemente os semicondutores, esse último com um vigor particular. A maioria dos analistas justifica a alta pelo nível de lucros, muito acima do esperado. Está tudo pronto para aceitar que não é bolha. Mas nem todos concordam: alguns apontam que a bolha, na verdade, está nos lucros — e que a taxa de aceleração que sustenta essas expectativas não é repetível indefinidamente. Do ponto de vista do investidor, o fator emocional separa o mercado em dois grupos: quem está posicionado e quem não está — e pior, quem vendeu com o único argumento de que "subiu muito". O ser humano é movido pela emoção e pela razão, forças que entram em conflito justamente quando a primeira se torna extremada e vira euforia. Nessa condição, qualquer pessoa — eu incluído — tende a procurar apenas as notíci...

Indefinido até segunda ordem #USDBRL

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A pergunta de um milhão de dólares — devo atualizar o valor para os padrões de hoje, confesso que dá vontade de rir — é o que será do mercado de trabalho daqui a cinco anos. A dúvida não é gratuita. De um lado, a maioria dos economistas projeta cortes expressivos de vagas à medida que a inteligência artificial se espalhar pelas empresas, e os argumentos fazem sentido quando lidos isoladamente. De outro, os números disponíveis até agora contam uma história bem menos dramática, e o detalhe mais intrigante é que as companhias que mais usam IA são justamente as que mais estão contratando. Um analista europeu comentou recentemente, citando dados do Financial Times, que empresas com adoção intensa de inteligência artificial viram seu quadro de funcionários crescer cerca de 10% nos dois anos seguintes à adoção, com um salto ainda maior, perto de 12%, nas vagas de entrada. A leitura que ele propõe é provocativa: em vez de destruir postos de trabalho, a IA parece estar funcionando, nessas compa...

IA: sem folego nos últimos 100 metros #SP500

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Tem um ditado nas pistas de atletismo que descreve bem o que vejo hoje na disputa das gigantes de inteligência artificial pelo mercado acionário: quem lidera os primeiros trezentos metros nem sempre é quem cruza a linha de chegada. E é essa a pergunta que ronda a corrida bilionária, ou melhor, a corrida trilionária, entre OpenAI e Anthropic rumo ao pregão. As duas maiores empresas de modelos de linguagem do mundo pediram, em sigilo, abertura de capital. Ambas mirando algo em torno de sessenta bilhões de dólares cada uma em captação, com valuation batendo a casa do trilhão de dólares, o que, no meu vocabulário, batizei há poucas semanas de teracórnio. Se qualquer uma das duas confirmar esse valor de mercado, entrará confortavelmente entre as vinte empresas mais valiosas do planeta, ombro a ombro com nomes que levaram décadas para chegar lá. Só que a corrida das teracórnios de inteligência artificial tem um detalhe incômodo: elas estão sendo espremidas dos dois lados ao mesmo tempo, e is...

O novo pregão é o restaurante #USDBRL

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Sempre acompanhei análise fundamentalista, mas a base da minha decisão sempre foi a análise técnica, não o balanço trimestral ou o múltiplo de lucro. Quando os dois se alinham, a confiança na tese aumenta. Mas nas condições atuais de mercado, confesso que a técnica me parece mais útil do que o fundamento para identificar padrões e mudanças de regime. Um conjunto de dados que vi recentemente, produzido por uma das maiores mesas de execução do mundo, reforça essa convicção: quem está realmente apertando o gatilho das compras e vendas do dia a dia mudou, e essa mudança pesa mais na formação de preço do que qualquer P/L. Primeiro ponto, o mais conhecido: a concentração da bolsa americana bateu novo recorde. As dez maiores empresas já respondem por quase 40% do S&P 500. Isso não é novidade para quem acompanha o Mosca. O que chama atenção é a velocidade: os semicondutores sozinhos quadruplicaram sua fatia do índice desde 2020. Não são mais "as ações de tecnologia". São os terac...