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Siga em frente #OURO #GOLD #EURUSD

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  Os primeiros meses de 2026 começaram cercados por dúvidas sobre inteligência artificial, mas curiosamente as preocupações mudaram de natureza. Antes o foco estava no volume de investimentos, nos múltiplos elevados e no fantasma de uma bolha tecnológica. Agora o debate gira em torno da substituição do trabalho humano por aplicativos e automações. A narrativa dominante passou a prever desemprego estrutural e recessão, mas essa visão ignora um ponto essencial: se a tecnologia realmente reduzir custos e aumentar produtividade, o efeito líquido tende a ser desinflacionário por um bom motivo — eficiência — e não por uma crise econômica.   A tese central é simples: a economia não precisa de perfeição para seguir avançando. O mercado de trabalho americano continua resiliente, enquanto indicadores mais recentes mostram inflação ajustada próxima de níveis compatíveis com estabilidade de preços. Essa combinação ajuda a explicar por que algumas casas de análise ainda defendem uma vi...

SexTech: A IA se paga? #nasdaq100 #NVDA

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Existe um detalhe que poucos querem admitir: a inteligência artificial continua avançando, mas o mercado já não compra a narrativa com a mesma convicção. Não porque a tecnologia tenha fracassado, mas porque o dinheiro começou a perguntar algo mais incômodo — a IA se paga? No Mosca, essa pergunta foi antecipada no final de 2025 e acabou escolhida como tema para 2026. Naquele momento parecia apenas provocação intelectual. Hoje virou questão central de alocação de capital. Durante meses, bastava mencionar IA para justificar múltiplos elevados. Agora a pergunta mudou de tom. Executivos continuam prometendo impacto estrutural nas receitas, porém a própria indústria admite que ainda não sabe exatamente como monetizar essa revolução. A história econômica mostra que é justamente nesse ponto que o entusiasmo deixa de ser narrativa e passa a ser risco. O mercado começou a entender que o problema não é técnico, é gerencial. Automação, algoritmos e agentes digitais são apenas a superfície. O...

"Les attacher des chiens" sob risco #OURO #GOLD #EURUSD

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  No post de ontem “ IA-26-o-novo-virus ” ficou implícito que a inteligência artificial não chega apenas para alterar processos produtivos; ela redefine o valor do trabalho. Quando lembro da figura dos “Les attacher des chiens”, expressão que representa funções pouco qualificadas, percebo que aquela imagem antiga ganhou uma nova camada de significado. Hoje não se trata apenas de funções simples desaparecendo, mas de um reposicionamento estrutural do mercado de trabalho, onde o capital avança e o trabalho corre atrás. Os dados recentes de emprego trouxeram alívio superficial ao mercado. A criação de vagas veio acima do esperado, mas uma leitura mais cuidadosa revela concentração em um único setor: saúde. Não é coincidência. O envelhecimento da população e a demanda por cuidados pessoais criaram uma âncora para o emprego, enquanto setores mais ligados à produtividade tecnológica mostram sinais de desaceleração. Isso explica por que a economia aparenta resiliência mesmo com cortes e...

IA-26: O novo vírus?

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  Ontem uma empresa praticamente desconhecida fora do circuito tradicional colocou em xeque uma parte relevante da indústria de gestão de recursos. A reação do mercado foi imediata: vendas rápidas, quedas abruptas e uma sensação difusa de que algo mudou de patamar. Não foi apenas mais um anúncio tecnológico. Foi a materialização de uma ameaça que vinha sendo ignorada enquanto os investidores buscavam apenas os vencedores da inteligência artificial.     A novidade que detonou essa reação foi relativamente objetiva: a plataforma Hazel, desenvolvida pela Altruist, passou a oferecer planejamento tributário automatizado capaz de analisar declarações fiscais, extratos e outros documentos financeiros para gerar estratégias personalizadas quase em tempo real. O sistema cria cenários interativos, responde perguntas e produz relatórios prontos para clientes, reduzindo tarefas que antes exigiam horas de trabalho humano. O mercado não demorou a reagir. A simples apresentação ...

Acabou a moleza #S&P 500

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Nos últimos meses, os mercados globais passaram por uma rotação clara e relativamente ordenada, mas nem por isso trivial. Depois de anos concentrando apostas nas grandes empresas de tecnologia americanas, o fluxo começou a migrar para ativos considerados “baratos”, sobretudo fora dos Estados Unidos. A narrativa é conhecida: vender crescimento caro, comprar valor esquecido. O instrumento mais usado para justificar esse movimento também é velho conhecido: o múltiplo preço/lucro. Essa rotação não surgiu do nada. Em vários momentos recentes, chamei atenção para um ponto que costuma passar despercebido quando o mercado entra em modo automático. O retorno obtido no ano passado teve naturezas muito distintas conforme a geografia e o tipo de ativo. Nos Estados Unidos, boa parte do desempenho veio do crescimento efetivo dos lucros. Já em outros segmentos — como empresas menores, mercados emergentes e Europa — o avanço foi majoritariamente explicado por expansão de múltiplos. Não é um detalhe ...