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Sinuca de bico #nasdaq100 #NVDA

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Quem já se debruçou sobre uma mesa de bilhar conhece a sensação. Dar uma sinuca no adversário é deixar a bola branca escondida atrás de outra, de modo que ele não consiga atingir diretamente a bola da vez. Resta recorrer à tabela, ao efeito e à sorte. A sinuca de bico é a versão mais cruel do lance: a branca fica encostada no bico da tabela, aquela quina que forma a boca da caçapa. A própria madeira bloqueia o ângulo, mal sobra espaço para o taco, e qualquer tacada tende a terminar em falta. Não há saída boa, apenas a menos ruim. É exatamente nessa posição que vejo Kevin Warsh, a poucos dias da reunião do Fed marcada para 27 e 28 de outubro. O mercado já fez sua aposta, e com convicção. Pela ferramenta FedWatch, da CME, a probabilidade de manutenção dos juros está em 84%. A expectativa é de uma alta de 0,25 ponto em dezembro e de algo próximo de 0,50 ponto ao longo dos próximos seis meses. Robin Brooks chama atenção para o grau de tranquilidade: antes da reunião de 29 de julho, os co...

Sentado nas fichas #OURO #GOLD #EURUSD

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Acredito que a grande maioria dos leitores já jogou pôquer de forma presencial. Hoje existem diversos livros para os aficionados, com cálculos estatísticos que auxiliam a decisão em cada jogada. Meu associado, Alberto Dwek, além de exímio financista, já venceu vários torneios. Sua estratégia mistura técnica e avaliação comportamental, que pesa tanto quanto a matemática. E não se pode esquecer do blefe. Provavelmente, em algum jogo, essa combinação de técnica e comportamento, ainda que pouco consciente, levou você a ganhar diversas mãos. Em determinado ponto, resolveu "sentar nas fichas": passou a pagar apenas os pingos, sem se arriscar, até o jogo terminar. Algo semelhante acontece com os americanos, principalmente com a geração dos baby boomers, que está se aposentando. Passaram a maior parte da vida produtiva arriscando seus recursos na bolsa e conseguiram acumular quantias expressivas. Agora estão sentados nas fichas, e a pilha é enorme. Podemos nos perguntar como a ec...

Quem paga o estádio #IBOVESPA

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Ontem falei dos laboratórios, os craques que ainda precisam provar que fazem gol. Hoje vou para o outro lado do campo: quem está construindo o estádio. A segunda grande dúvida do mercado é se o investimento das gigantes da nuvem — Amazon, Alphabet, Microsoft, Meta e Oracle — vai se pagar. Um relatório recente do Goldman Sachs tenta responder com números, e vale acompanhar a conta. A escala impressiona. Essas empresas devem investir US$ 800 bilhões em 2026, e o consenso já aponta US$ 1,1 trilhão para 2027, estimativa revisada para cima em US$ 175 bilhões só desde o início da última temporada de balanços. Em proporção do PIB, é o maior ciclo de investimento tecnológico desde a construção das ferrovias, no fim do século XIX. O Goldman vai além: US$ 1,2 trilhão em 2027 e US$ 1,4 trilhão em 2028. Mas o que importa é o ritmo. O crescimento do investimento, que beirou 100% neste ano, cai para 54% em 2027 e para 12% em 2028. O gasto continua subindo, porém cada vez mais devagar. ["Cons...

Antrophic: estreia sem torcida #SP500

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Ontem meu associado listou suas razões de ceticismo quanto ao retorno das empresas de inteligência artificial, principalmente — mas não só — dos laboratórios OpenAI e Anthropic. Não é uma voz isolada: essa desconfiança já tomou conta de parte relevante do mercado, embora outra parte continue bastante otimista. Vou recorrer ao futebol. Não adianta montar um time de estrelas se, em campo, ele não faz gol. Quando isso acontece, a culpa costuma cair no técnico, raramente nos jogadores. No mercado, o jogo é disputado todos os dias, e fazer gol tem uma definição simples: a ação subir. Ponto. O primeiro laboratório a sentir essa pressão será a Anthropic, que deve abrir o capital no início de novembro. A partir daí, todas as suas contas estarão expostas ao escrutínio público, assim como suas perspectivas de lucro. O momento ideal teria sido algumas semanas atrás. Hoje o ambiente é cético, e o valor pretendido já recuou 30% antes mesmo de a bola rolar: de US$ 2,0 trilhões para US$ 1,4 trilhão...

IA: buracos na estrada #USDBRL

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  Meu associado Alberto Dwek gentilmente comenta o conteúdo do post todos os dias e, de tempos em tempos, produz material para publicação aqui, invertendo nossos papéis. Temos opiniões divergentes sobre a IA. A divergência não está em ela representar ou não uma mudança global. Está nas expectativas de lucro dos vários segmentos e, principalmente, dos laboratórios que se aproximam da abertura de capital com avaliações já na nova medida financeira: os trilhões. Espero que gostem do conteúdo de hoje. Quatro meses depois de nosso artigo sobre os riscos dos investimentos em IA ( IA: As pedras no caminho ), já apareceram vários obstáculos na trajetória da revolução digital em curso. Desde o fim do mundo anunciado por um jovem imberbe até o crescimento de soluções de IA alternativas, passando pelos pepinos financeiros da Oracle, tudo indica que estamos cada vez mais perto de vários pontos de definição. Boomers e Doomers Nada como um bom Fla-Flu para acirrar os ânimos. De um lado, os c...

Queima de estoque global #Nasdaq100 #NVDA

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  O leitor do Mosca acompanha comigo, há bastante tempo, a guinada da China depois que as tarifas americanas fecharam parte do seu principal mercado. Naquele momento havia dois caminhos: estimular o consumo interno ou diversificar as exportações. Pequim escolheu o segundo. O problema é de escala. Quando o maior cliente reduz os pedidos, nenhum mercado alternativo absorve o volume de uma vez. A saída foi espalhar a produção pelo mundo sacrificando preço. Exportar a qualquer custo virou a ordem do dia. Pouco mais de um ano depois, a eficiência chinesa entregou o que se propôs. Robin Brooks usa uma imagem precisa: um fornecedor com um único grande cliente, que avisa querer depender menos dele, faz bem em buscar novos compradores. A China fez isso na velocidade da luz. As exportações de setembro saltaram 36% em relação a um ano antes. O superávit com os Estados Unidos voltou ao nível anterior a 2025, enquanto o superávit com outros catorze parceiros, entre eles União Europeia, Japão,...