Gráfico não tem opinião #SP500
Há uma pergunta que o mercado nunca cansa de fazer, e que a maioria dos investidores responde errado: como se proteger de uma crise? A resposta mais comum é: diversificando. Ações, renda fixa, imóveis, fundos multimercado — uma carteira bem distribuída, em tese, amortece os choques. O problema é que essa lógica falha exatamente quando mais precisa funcionar. Um estudo recente da Man AHL, gestora quantitativa com décadas de histórico, demonstra com clareza o porquê. Ações, crédito, imóveis e private equity têm o mesmo motor de retorno: crescimento econômico. Quando esse motor falha — numa recessão, num colapso de liquidez, numa crise sistêmica — esses ativos caem juntos. A diversificação, nesses momentos, é uma ilusão bem embrulhada. A exceção histórica tem sido o trend following — estratégias que não dependem de crescimento econômico para gerar retorno, e que historicamente performam melhor justamente quando os demais ativos desmoronam. No pior quintil de retorno trimestral ...