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Surgiu uma esperança #Strategy #SP500

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Toda a atenção do mercado neste momento está voltada para o novo presidente do Federal Reserve, e a sensação é de que Kevin Warsh vai frustrar quem o indicou. Trump imaginava ter posto na cadeira mais importante da política monetária americana alguém disposto a baixar juros rapidamente. Por enquanto, todos os sinais apontam na direção contrária. Até pouco tempo atrás o mercado precificava duas quedas de 0,25% ainda em 2026; agora passou a precificar duas altas. Quando o próprio mercado muda de ideia com essa velocidade, vale parar e perguntar o que mudou de fato. O que mudou foi o estilo. Warsh decidiu não submeter sua própria projeção no último dot plot — o gráfico em que cada dirigente do Fed marca onde acha que os juros vão estar nos próximos anos. Ele disse que esse exercício não ajuda na condução da política e anunciou cinco grupos de trabalho para revisar comunicação, balanço, dados, produtividade e o próprio arcabouço de inflação do banco central. Na superfície, parece humildade...

Correndo atrás do prejuízo #USDBRL

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Há um momento peculiar nos mercados em que uma tese de investimento deixa de ser debatida e passa a ser simplesmente repetida. Não porque os argumentos sejam irrefutáveis, mas porque questionar a narrativa dominante começa a custar caro demais — em reputação, em performance relativa e, cada vez mais, em convívio social. Estamos nesse momento agora. Diversificar virou heresia. O mecanismo é simples e implacável. Quando uma única temática — no caso, a inteligência artificial — concentra os melhores retornos do ciclo, qualquer portfólio que se desvie dela paga o preço imediato do desempenho relativo inferior. Gestores são cobrados trimestre a trimestre. Assessores precisam justificar o que não sobe junto com o índice. E o investidor individual, ao comparar sua carteira diversificada com o vizinho que colocou tudo em três nomes de semicondutores, sente que cometeu um erro grave de julgamento. Não cometeu. Mas a psicologia do mercado não opera por lógica financeira; opera por dor e por inve...

O perigo de morrer na praia #Nasdaq100 #NVDA

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Não há ninguém envolvido com investimentos que não conheça a pergunta que paira sobre o mercado de tecnologia há pelo menos dois anos: os investimentos colossais em data centers vão se pagar? A dúvida não é retórica — ela tem um número atrás. As cinco grandes empresas de tecnologia americanas comprometeram cerca de US$ 725 bilhões em gastos de capital para 2026, com aproximadamente 75% destinados à infraestrutura de inteligência artificial. É uma aposta de escala histórica, e o mercado observa cada dado novo como quem lê um eletrocardiograma. Os dados mais recentes da NBER (National Bureau of Economic Research) não são animadores. A adoção da IA pelas empresas avança em ritmo aquém do esperado, e os ganhos de produtividade — o argumento central para justificar todo esse capex — ainda não aparecem de forma consistente nas métricas agregadas. Não é surpresa para quem conhece a história da tecnologia. O Paradoxo de Solow e a paciência do mercado Em 1987, o economista Robert Solow cunhou u...

Não deixe ações para seus netos #OURO #GOLD #EURUSD

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Meu ex-sócio Emir Capez costumava dizer, nos corredores da Linear, que a IBM era uma ação para comprar e deixar para os netos. Era outro tempo — um tempo em que ciclos de negócios duravam décadas e a obsolescência tecnológica era um risco remoto. Hoje, diante de tudo que se move no mercado de tecnologia, sou obrigado a revisar essa sabedoria: melhor deixar para os netos um ETF de ações que rebalanceia a carteira conforme a música muda. Há pouco tempo introduzi o conceito que chamei de 'Carteirinha' — a ideia de que empresas precisam se preparar continuamente para enfrentar a concorrência da inteligência artificial, tanto de novas entrantes quanto de rivais dentro do próprio segmento. Citei a Nvidia como exemplo-mor: a mais bem posicionada no mercado de chips para IA, mas inevitavelmente sujeita a ver sua hegemonia contestada. E foi exatamente o que aconteceu: a performance das ações da Nvidia ficou aquém do esperado nos últimos meses — não que ela tenha sofrido algum grande baq...

Prova dos Dezoito #IBOVESPA

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A prova dos nove é uma verificação aritmética antiga — uma forma rápida de checar se um cálculo está certo. Quando digo que o dólar passou na prova dos dezoito, não é modéstia: quero dizer que ele foi testado em dobro, sob as mais variadas pressões, e saiu intacto de todas elas. O relatório especial de junho de 2026 do JP Morgan — elaborado por Michael Cembalest para marcar os 250 anos da Declaração de Independência americana — oferece a mais completa radiografia que já vi sobre o assunto. E os dados do Yardeni Research, publicados nesta semana, completam o quadro com uma precisão que deixa pouco espaço para contestação. Nos últimos anos, proliferaram as narrativas sobre o fim do dólar como moeda de reserva. O argumento tem apelo emocional e político: déficits fiscais imensos, uma dívida pública que saiu de 60% para 125% do PIB em vinte anos, sanções em cascata contra governos e empresas ao redor do mundo. Tudo isso, dizem os mais apocalípticos, estaria corroendo a confiança global na ...

Eu avisei #SP500 #bitcoin #Strategy

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Se tinha uma situação que me deixava muito inquieto era quando minha mãe me alertava para não fazer alguma coisa — e como todo bom adolescente, não seguia. Na maioria das vezes ela estava certa e sempre dizia: eu avisei. Nem sempre a voz da experiência prevalece, mas na maioria das vezes sim. Talvez se eu soubesse estatística naquela época teria seguido seus conselhos. O bitcoin está largado. Essa é a melhor definição para a criptomoeda nos últimos tempos. Como insisto ad infinitum: se não aparecer comprador novo todo dia, e não aparecer vendedor "velho" disposto a segurar, a tendência é de queda lenta — uma tortura chinesa. Desde outubro de 2025 o bitcoin perdeu cerca de 50% do seu valor, enquanto o ouro subia 35% no mesmo período. Os dois ativos que compartilham o apelido de "ouro" foram em direções opostas. Um foi validado como reserva de valor. O outro comportou-se como o ativo mais arriscado da tela. Acontece que existe um participante para quem essa situação v...

Dois Brasis #USDBRL

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A Allianz Research publicou em junho um estudo que vai incomodar quem ainda organiza o mundo em “mercados desenvolvidos” e “mercados emergentes”. O argumento central é simples e provocador: essa classificação já não diz o que costumava dizer. E o choque do Irã foi o teste que provou. O estudo propõe substituir o binômio EM-DM por quatro dimensões estruturais — os chamados “4Rs”: Posição de Recursos (dependência energética), Força de Reservas (disciplina fiscal e externa), Credibilidade Monetária (independência do banco central) e Estrutura de Refinanciamento (parcela da dívida em moeda local). Nesse critério, o mapa do risco ficou de cabeça para baixo. Países como Romênia, Egito, Grécia e Reino Unido — dois deles no bloco “desenvolvido” — sofreram mais com o choque do que a maioria dos emergentes, simplesmente por dependerem de hidrocarbonetos importados do Golfo. Enquanto isso, exportadores de commodities, muitos na América Latina, saíram ganhando. A linha divisória correu através da ...