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A Ford passou raspando #nasdaq100 #NVDA

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Existe um tipo de reunião que todo executivo de empresa velha conhece de cor. Convocam os melhores, montam os slides, analisam os números — e ao final ninguém encontra uma saída que faça sentido. O negócio principal sangra, o concorrente chinês avança sem pedir licença, a grande aposta que deveria mudar o jogo virou uma cratera de quase vinte bilhões de dólares. A Ford viveu esse filme por anos. Até que alguém olhou para o esqueleto de uma fábrica no Kentucky e fez a pergunta certa. O gráfico abaixo conta a história melhor do que qualquer balanço. Enquanto o mercado americano multiplicou por mais de oito vezes nos últimos 25 anos, a ação da Ford ficou praticamente no mesmo lugar — uma linha azul rastejando ao lado de uma linha verde que não para de subir. Uma empresa centenária presa numa armadilha que ela mesma ajudou a construir: dependente do motor de combustão num mundo que quer se eletrificar, e sem competitividade para brigar com os chineses no único segmento que crescia. A fábri...

2026: Um Data Center no Espaço #OURO # GOLD # EURUSD

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À parte Trump visitou Pequim nesta semana para uma cúpula com Xi Jinping. O encontro foi coreografado, cordial e revelador. Xi foi direto ao ponto: Taiwan é "a questão mais importante" entre os dois países, e qualquer erro de manuseio colocaria a relação em um lugar "perigoso". Não é a primeira vez que o alerta é feito — mas desta vez foi mais explícito. O que vejo aqui é estratégia pura. Xi esperou o momento certo para entregar sua mensagem central: ninguém se meta nos assuntos de Taiwan. Escolheu bem a hora — Trump chegou a Pequim com a agenda focada em comércio, tarifas e Irã. Colocar Taiwan no centro foi deliberado. O recado foi claro sem revelar intenções: em algum momento no futuro, Pequim vai querer concretizar o que considera seu território, e não quer os Estados Unidos no caminho — assim como não se meteu em nenhuma das investidas de Trump pelo mundo: Venezuela, Irã, Groelândia, Canadá. Trump não pode protestar muito: ele próprio adotou a mesma lógica em ou...

A IA entrou em esacape velocity #IBOVESPA

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Na semana passada escrevi sobre os chips da Nvidia e o que está por trás da demanda explosiva por semicondutores. Mas o chip é só a camada mais visível de uma transformação muito mais profunda — e é essa camada invisível que vai definir quem sobrevive e quem desaparece no ciclo que está em curso. Quem acompanha o blog há mais tempo conhece a Carteirinha. A ideia central era simples: ou a empresa tinha o ingresso para o mundo da IA, ou estava fora da festa. O que estou vendo agora é que chegamos a um segundo estágio — ter a Carteirinha já não é suficiente. Quem a tem precisa correr na frente dos concorrentes. Quem ainda não a tem corre o risco de sumir. É a destruição criativa de Schumpeter em velocidade de processamento gráfico. O que uma enorme instituição financeira já faz hoje Ontem, numa conversa com uma executiva de uma enorme instituição financeira, fiquei impressionado com o estágio de adoção da IA naquela organização. Não estamos falando de projeto piloto nem de comitê estudand...

Vamos sentir saudades da inflação baixa #S&P 500

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Saudade é uma palavra que carrega uma ambiguidade peculiar. Quando algo bom ficou no passado, sua lembrança traz um breve conforto, seguido imediatamente pela frustração de saber que aquela situação não voltará. O problema é que o reconhecimento daquele momento feliz quase sempre ocorre somente depois que ele passou — exatamente o que o título de hoje quer dizer. Vivemos por mais de uma década num ambiente de inflação excepcionalmente baixa, que induziu os bancos centrais a adotar políticas monetárias extraordinariamente frouxas. O exemplo mais emblemático desse excesso foi a emissão, em 2020, de um título do governo austríaco com vencimento em 100 anos e cupom de apenas 0,85% ao ano. O volume captado foi de 4,6 bilhões de euros — e havia fila para comprar. Cinco anos depois, aquele papel vale aproximadamente metade do preço de emissão. É o risco de duração na sua expressão mais brutal: um título soberano com classificação AA+, desvalorizado pela metade, sem que o emissor tenha dado um...

Nunca diga nunca #Bitcoin #MicroStrategy #USDBRL

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Há alguns meses escrevi aqui que Michael Saylor era, acima de tudo, um especulador — e que a estratégia da Strategy tinha um ponto cego fundamental: a ausência de uma saída organizada. Na época, a tese era contestada por muitos. O que aconteceu na última semana confirma o diagnóstico: quando a realidade aperta, a narrativa cede. Na divulgação de resultados do primeiro trimestre, os executivos da Strategy admitiram que podem vender Bitcoin. O CEO Phong Le foi direto — a empresa não vai simplesmente cruzar os braços e dizer que jamais venderá suas reservas. E Saylor, o próprio arquiteto da tese, sugeriu que a companhia pode até vender Bitcoin com prejuízo, apenas para aproveitar um crédito fiscal de 2,2 bilhões de dólares que, nas palavras dele, está jogado no chão. Isso não é detalhe operacional. É uma mudança de postura estrutural — e talvez seja o primeiro passo para desmontar toda a parafernália que construiu. Começa com justificativas fiscais, depois vem a necessidade de honrar ...

Você vai comprar chips da Nvidia no supermercado #nasdaq100 # NVDA

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A pergunta soa absurda. Mas é exatamente essa lógica que está começando a se insinuar nos corredores de Wall Street e nas salas de reunião das maiores empresas de tecnologia do planeta. A Nvidia, cujas unidades de processamento gráfico dominam com folga o mercado de inteligência artificial, enfrenta hoje uma narrativa crescente de que seu reinado pode estar com os dias contados. Discordo. E vou explicar por quê. A tese dos pessimistas tem fundamento aparente. A ação da empresa recuou 7% desde o pico histórico de 27 de abril, tornando-se uma das piores performances no índice Philadelphia Semiconductor, que avançou cerca de 60% no mesmo período. Os grandes clientes — Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft — anunciaram planos de desenvolver seus próprios chips dedicados à inteligência artificial. A Anthropic firmou contrato de US$ 200 bilhões com o Google para uso dos chips TPU ao longo de cinco anos. A Amazon declarou US$ 225 bilhões em compromissos com sua linha Trainium. São números que im...

Rasgando os livros de economia #OURO #GOLD #EURUSD

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Sou engenheiro, não economista. Aprendi economia na marra, pelo trabalho — décadas de mercado financeiro são um laboratório que nenhuma sala de aula reproduz. E aprendi a distinguir o que importa do que é enfeite acadêmico. Os conceitos fundamentais são simples. Tão simples que, conta-se, um deputado indignado com a inflação propôs ao plenário revogar a lei da oferta e da procura, afinal, estava atrapalhando sua intenção. O episódio diz tudo sobre a distância entre a política e a realidade. O livro-texto de economia ensina há séculos que existem três fatores de produção: Terra, Trabalho e Capital. Ideia sólida, lógica, testada. Ninguém havia sugerido nada diferente em toda a história da disciplina. Até agora. Acompanho com atenção o trabalho do economista Ed Yardeni — raiz, criterioso, com um banco de dados que poucos possuem e uma veia levemente sarcástica que aprecio. Em seu relatório desta semana, ele fez uma afirmação que me parou: propôs a inclusão de um quarto fator de produção. ...