Quando a euforia manda, vai tomar um café #SP500
O assunto bolha virou manchete recorrente, e isso sempre acontece quando um ativo — ou um grupo de ativos — sobe de forma intensa. Primeiro foram as Sete Magníficas, depois o setor de energia, e mais recentemente os semicondutores, esse último com um vigor particular. A maioria dos analistas justifica a alta pelo nível de lucros, muito acima do esperado. Está tudo pronto para aceitar que não é bolha. Mas nem todos concordam: alguns apontam que a bolha, na verdade, está nos lucros — e que a taxa de aceleração que sustenta essas expectativas não é repetível indefinidamente. Do ponto de vista do investidor, o fator emocional separa o mercado em dois grupos: quem está posicionado e quem não está — e pior, quem vendeu com o único argumento de que "subiu muito". O ser humano é movido pela emoção e pela razão, forças que entram em conflito justamente quando a primeira se torna extremada e vira euforia. Nessa condição, qualquer pessoa — eu incluído — tende a procurar apenas as notíci...