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O ouro perdeu seu status? #IBOVESPA

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  A primeira decepção do mercado foi o bitcoin, que desde outubro do ano passado vem caindo sem qualquer sinal consistente de retomada de interesse. Nada disso chega a surpreender. Trata-se de um ativo cuja sustentação depende muito mais de narrativa do que de fundamento — algo que já ficou claro ao longo do tempo. Mas o ponto relevante agora não está no bitcoin. Está no ouro. O ativo que passou a ocupar seu espaço como reserva de valor começa a falhar justamente no momento em que mais deveria cumprir seu papel. E quando um ativo não reage como esperado, o problema raramente está nele. Está na leitura. Vale lembrar que, apesar de sua história secular, o ouro não sobe sozinho. Precisa de fluxo contínuo de compradores. E esse fluxo, nos últimos meses, foi intenso. Bancos centrais, investidores institucionais e, principalmente, uma nova base de investidores entraram de forma agressiva. Esse movimento ajuda a explicar parte da correção recente, mas não esgota o tema. Robin Brooks...

Acreditando em Papai Noel #S&P 500

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Hoje vou me afastar do assunto mais barulhento do momento. Não por falta de relevância, mas porque o excesso de ruído costuma esconder o que realmente importa. E o que importa, desta vez, é comportamento — não geopolítica. Neste final de semana encontrei um leitor no elevador e, sem rodeios, ele foi direto ao ponto: “Que absurdo a queda dos fundos multimercados neste mês de março”. Fundos que até pouco tempo entregavam retornos razoavelmente estáveis passaram a registrar perdas relevantes em questão de dias. O espanto não vinha da queda em si, mas da quebra de expectativa. Aquilo que parecia previsível simplesmente deixou de ser. A conversa evoluiu naturalmente. Ele mesmo antecipou: “Eu sei que você não gosta desses fundos”. De fato, nunca gostei. E não é por falta de respeito aos gestores — pelo contrário. Já vivi esse ambiente por dentro e sei exatamente a pressão que existe ali. Mas justamente por isso aprendi a desconfiar. Em geral, quando o cenário parece claro demais, é porqu...

Alguém está blefando #USDBRL

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  Hoje pela manhã ocorreu algo que há muito tempo não via. Ao observar os mercados, fui levado a imaginar que a trajetória natural seria de continuidade das quedas, embora o petróleo ainda subisse de forma relativamente contida. O trabalho de Robin Brooks sugere que o espaço adicional de alta do petróleo, ao menos sob uma leitura puramente macroeconômica, não seria tão amplo. Mas o problema, para o mercado, não é necessariamente subir mais, e sim permanecer elevado por tempo suficiente. É essa persistência que transforma um choque em restrição. Como mostra o estudo do Goldman Sachs, níveis elevados de energia, mantidos ao longo do tempo, acabam pressionando inflação e comprimindo crescimento de forma mais estrutural. A leitura, até então, parecia organizada. O choque já estava parcialmente precificado. Os preços de petróleo e derivados haviam reagido de forma expressiva, incorporando um prêmio relevante de risco. Ainda assim, mesmo sem novas altas, a permanência nesses níveis já ...

SexTech: Chutando tudo para o ar #nasdaq100 #Nvidia

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Me recordo com clareza do momento em que comecei a trabalhar. Depois de anos estudando, havia uma expectativa quase automática de que aquele esforço finalmente começaria a fazer sentido. E faz, mas não da forma que se imagina. Os primeiros anos não são sobre acerto, são sobre erro. São sobre tomar decisões equivocadas, ajustar rapidamente e, principalmente, entender o que não se quer fazer. Essa fase constrói o profissional muito mais do que qualquer diploma. Eliminá-la não acelera o processo — compromete a formação. É justamente esse ponto que começa a ser colocado em xeque. A discussão recente sobre inteligência artificial tem se concentrado em um alvo muito específico: os empregos iniciais. Aqueles que envolvem tarefas mais padronizadas, mais repetitivas e, portanto, mais suscetíveis à automação. A lógica parece direta. Se há um lugar onde a substituição é mais fácil, é exatamente na base da pirâmide. O problema é que essa base nunca foi apenas operacional. Ela sempre foi formadora....

A certeza da incerteza #OURO #GOLD #EURUSD

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Ontem o Fed manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano. À primeira vista, nada mudou. Mas o que realmente importa não está na decisão, e sim no tom e nas projeções. A revisão das expectativas reduziu o número de cortes esperados, e a comunicação foi marcada por uma frase recorrente: não sabemos. Esse reconhecimento de incerteza não é trivial. Em um ambiente dominado por guerra, energia pressionando custos e inflação ainda resistente, o Fed se mostra menos como condutor do ciclo e mais como alguém que reage a ele. O resultado foi imediato: queda das bolsas após a coletiva e maior sensibilidade do mercado a qualquer mudança de narrativa. Os dados recentes reforçam o dilema. A inflação ao produtor voltou a surpreender para cima, enquanto o Fed opta por olhar a inflação subjacente e atravessar choques de curto prazo. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho desacelera sem entrar em colapso, mantendo o banco central em compasso de espera. Há ainda a dimensão política. Ao afirmar que...