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Febre especulativa #IBOVESPA

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  Nos últimos anos o mercado passou a tratar retornos extremos como se fossem normais. Ganhos de 20%, 50% ou até 100% ao ano deixaram de ser exceção estatística para se tornarem expectativa implícita de sucesso. Gary Mishuris lembra que, historicamente, os retornos reais sempre foram muito mais modestos: ações entregaram algo próximo de inflação mais 6,5% no longo prazo, títulos públicos pouco acima da inflação e caixa praticamente apenas preservou poder de compra. Esse padrão não é limitação do sistema financeiro, mas sua natureza. Quando investidores extrapolam períodos excepcionais como regra permanente, a percepção de risco se distorce. Estratégias passam a ser construídas não para atravessar ciclos, mas para capturar movimentos rápidos. A disciplina cede lugar à narrativa e o processo de investimento passa a ser medido por resultados de curto prazo, não por consistência. Mishuris destaca que o foco deveria estar no processo — tempo dedicado à análise, critérios elevados de...

A grande deserção cripto #S&P 500 #bitcoin #MSTR

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Durante anos, os defensores do bitcoin venderam a ideia de que ele seria o “ouro moderno”. Uma reserva de valor imune à inflação, ao descontrole fiscal e às fragilidades do sistema financeiro tradicional. Pois bem: o mundo entrou novamente em modo defensivo, o dólar vem se desgastando, a geopolítica voltou ao centro das decisões de investimento — e o dinheiro correu para o ouro. Para as criptomoedas, sobrou o abandono. Na minha rede social, essa mudança de humor já era visível. Quem antes repetia, com a convicção de um catecismo, que o bitcoin substituiria o metal precioso, agora mal toca no assunto. O Mosca nunca embarcou nessa tese. Sempre enxerguei pouca utilidade econômica real e muita narrativa sustentando preço. Ainda assim, eu fazia uma ressalva: se um dia o dólar perdesse, de fato, seu status e o mundo precisasse de um “plano B” monetário, talvez surgisse algum espaço para uma alternativa digital. O momento atual é um teste respeitável. O dólar cai, a incerteza aumenta e ...

A opinião está no fluxo #USDBRL

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Pouco importa a narrativa quando ela não se converte em alocação efetiva de capital. O câmbio, mais do que qualquer outro mercado, reage diretamente a fluxo. E o que se observa nos últimos meses   é uma mudança objetiva de comportamento dos investidores globais em relação ao dólar. O ponto central destacado por Robin Brooks não é venda de ativos americanos, mas aumento expressivo de proteção cambial. Os fluxos para ações e títulos dos Estados Unidos seguem elevados, porém acompanhados por vendas de dólar no mercado futuro. Ou seja, investidores mantêm exposição aos ativos, mas neutralizam o risco da moeda.     Essa dinâmica é fundamental porque o estoque de ativos americanos em mãos estrangeiras é gigantesco quando comparado aos fluxos mensais de entrada. Pequenos ajustes de hedge sobre esse estoque produzem movimentos relevantes no câmbio, sem necessidade de saída física de capital. O segundo vetor é a mudança nos diferenciais de juros futuros. Desde o episód...

SexTech: IA 2.0 #nasdaq100 #NVDA

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O Mosca acompanha o AI Adoption Tracker do Goldman Sachs desde o seu início porque ele foge do barulho típico dos relatórios temáticos e entrega algo raro: dados de adoção real, capex efetivo e impactos mensuráveis sobre produtividade. O título IA 2.0 nasce exatamente dessa constatação. Não se trata de uma nova tecnologia, nem de uma nova promessa, mas de uma mudança de estágio. A inteligência artificial deixou de ser novidade, saiu da fase da narrativa e passou a fazer parte do funcionamento cotidiano da economia. Ela já não impressiona pelo potencial; ela se impõe pela execução. A atualização de janeiro de 2026 reforça uma percepção que o Mosca vem defendendo há algum tempo: a IA já ultrapassou o campo experimental e entrou definitivamente no planejamento estratégico das empresas.     A taxa de adoção de IA entre empresas nos Estados Unidos atingiu 17,7%, com mais de 22% das firmas indicando que pretendem implementar a tecnologia nos próximos seis meses. Não é mais teste, nã...