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Mudança estrutural: O Futuro em jogo #nasdaq100 #NVDA

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  O mundo está diante de uma mudança estrutural que transcende o óbvio. As tarifas anunciadas em 3 de abril de 2025 desencadearam um terremoto econômico cujas réplicas ainda estamos começando a sentir. Como apontei em "Uma mudança estrutural", o impacto nos preços é inegável e significativo, com a China já retaliando e os mercados reagindo em reflexo automático: bolsas em queda, dólar oscilante e juros em retração. A leitura inicial aponta para uma recessão nos EUA, com chances acima de 50%, mas o que realmente importa agora não é o passado ou a decisão em si — é o que vem pela frente. Estamos no limiar de um cenário imprevisível, e é nele que reside o verdadeiro desafio. Os mercados podem até apostar no colapso americano, mas eu vejo um tabuleiro mais amplo. Se os EUA desacelerarem, o contágio será global — China inclusa, onde o impacto será visceral dado seu momento econômico frágil. Essa não é uma disputa entre governos que se resolve em comunicados; ela sangra nas empre...

MAS: Make America Small

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  Donald Trump, com sua habitual fanfarra de reality show, subiu ao palco do Rose Garden para anunciar o que chamou de "Liberation Day" – um pacote de tarifas que, em teoria, deveria resgatar a glória industrial dos Estados Unidos. O que vimos, no entanto, foi um espetáculo de ironia grotesca: a cada elogio a um líder estrangeiro – "He's a great guy" – seguia-se uma acusação de que o país desse mesmo líder "ferrou os EUA", com um inevitável dedo apontado para Joe Biden. Os aplausos dos bajuladores presentes ecoavam como um coro ensaiado, mas o mercado financeiro, esse juiz implacável, respondeu com um silêncio ensurdecedor – seguido por uma queda abrupta. O que Trump plantou não foi o renascimento do "Make America Great Again" (MAGA), mas sim um novo acrônimo: MAS – “Make America Small”. E o mundo assistiu, entre perplexo e preocupado, ao início de um experimento que pode encolher a influência americana como nunca antes. A estratégia é clar...

O Dia T das tarifas #IBOVESPA

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Hoje, o mundo prende a respiração enquanto o presidente Donald Trump aciona o gatilho de sua tão anunciada "Libertação" tarifária. Não é exagero dizer que estamos diante de um Dia T — um ponto de inflexão que pode redefinir a economia global ou afundá-la em um caos autoinfligido. Diferentemente do heroico Dia D, quando os Aliados desembarcaram na Normandia para libertar a Europa, este Dia T carrega um tom mais sombrio: a ameaça de uma recessão iminente, orquestrada por políticas que desafiam a lógica econômica e flertam com o precipício. Em um mundo já saturado de incertezas, as tarifas de Trump — que podem variar de 20% a impressionantes 200%, dependendo de seu humor ou rancores históricos — emergem como um experimento temerário, cujas consequências podem reverberar por anos. No Mosca, sempre buscamos mirar o alvo com precisão, dissecando os movimentos do mercado com um olhar crítico e aprofundado. Hoje, o alvo é claro: as tarifas anunciadas por Trump não são apenas uma jo...

Delegando seus investimentos aos modelos #S&P500

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  Por que tantos investidores sucumbem às oscilações do mercado financeiro enquanto outros parecem dominar seus movimentos com precisão? A resposta não reside em acaso, intuição ou conexões privilegiadas, mas em método. O Mosca propõe uma reflexão desafiadora: e se você entregasse suas decisões de investimento a modelos sistemáticos? Trata-se de substituir o caos emocional por estratégias testadas, como o Trend Following e a Teoria das Ondas de Elliott, que buscam evitar o ciclo vicioso de comprar no topo e vender no fundo. Contudo, há ressalvas — alguns argumentam que seguir tendências pode ser uma aposta arriscada. Com base em três documentos analisados, o Mosca convida você a explorar essa abordagem e questionar seus próprios paradigmas.   A fragilidade humana no mercado: a necessidade de modelos Considere o seguinte cenário: a bolsa entra em forte alta, a euforia toma conta, e você investe tudo, certo de que o crescimento é ilimitado. Pouco depois, o mercado colapsa...

A Coragem e Sabedoria de dizer não #USDBRL

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  No fim de março de 2025, o Banco Regional de Brasília (BRB), estatal do Distrito Federal, anunciou a compra parcial do Banco Master por R$ 2 bilhões, operação que ainda depende do aval do Banco Central (BC). O que chama atenção é o contraste: o BRB, com imagem de solidez, casa-se com o Master, conhecido por CDBs de alto risco que poderiam consumir 42% do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em caso de quebra. É um matrimônio que levanta sobrancelhas — e suspeitas. Seria uma jogada técnica, como defende o BRB, ou há interesses ocultos por trás dessa união improvável? Eu já vi esse tipo de "noivo" antes. Em 1987, Edmar Cid Ferreira, então dono do Banco Santos, me convidou para uma conversa em sua mansão no Morumbi, cercado por obras de arte impressionantes. Ele queria que eu fosse diretor de um banco que estava montando. "Tenho acesso a todos os fundos de pensão e não teremos problema de funding, eu mando em quase todos eles", disse, com uma segurança que me deixou ...

Meu momento Warren Buffet #nasdaq100 #NVDA

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Warren Buffett, o inabalável Oráculo de Omaha, não é apenas um investidor — é um farol em meio às tormentas financeiras. Aos 94 anos, ele comanda a Berkshire Hathaway Inc. com uma visão que atravessa décadas de euforia e ruína. Em 2025, seu caixa atinge os colossais US$ 334 bilhões, ou 29% dos ativos totais, um recorde que ecoa como um alerta no mercado. Não é um devaneio de um veterano; é uma jogada esculpida em timing impecável. Enquanto Li Ka-shing, o “Superman” asiático, empilha reservas e desmonta posições em um tabuleiro global instável, Buffett planta sua bandeira no terreno que domina. O que ele vê me remete a 1990, quando, às vésperas do Plano Collor, segurei o caixa e virei o jogo. Buffett não acumula dinheiro por nostalgia; ele o faz por cálculo. Seu histórico é um tratado de estratégia: o caixa da Berkshire engorda quando os 'valuations' disparam e as barganhas minguam, para então ser desembolsado com ferocidade nas cinzas das crises. Na bolha das ponto-com ele fico...

Não invente em seu portfólio #EURUSD

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Os resultados estatísticos sobre performance de ações, elaborados por inúmeros acadêmicos, chegam a conclusões muito semelhantes que o Mosca resume: Não invente! O estudo acadêmico que trago hoje, publicado por Jason Zweig no Wall Street Journal, confirma essa hipótese, como podem ver a seguir. Entre 1926 e 2015, apenas 30 ações, de um universo de 25.782 empresas listadas no mercado americano, foram responsáveis por um terço da riqueza gerada, segundo Hendrik Bessembinder, professor da Arizona State University. Isso é 0,12% do total. Mais impressionante: menos de 1,1% – cerca de 284 ações – responderam por três quartos dos ganhos acumulados em relação ao retorno do caixa. E os 1.000 melhores desempenhos, menos de 4%, carregaram *todos* os lucros líquidos do mercado. O resto? Um deserto de irrelevância que títulos do Tesouro de um mês poderiam ter igualado. Esses números são um golpe na ilusão de que superar o índice é tarefa simples. Não é – é um desafio quase impossível. O mercado...