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O que fazer com os juros #nasdaq100 #NVDA

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  Nas últimas semanas, imagino que o presidente Trump nem esteja pensando nos juros. Sua ideia fixa de que eles só podem cair persiste, mas espero que um pouco de bom senso prevaleça. Depois da guerra em que se envolveu — e que fez os derivados de petróleo subirem de forma significativa —, não parece ser o momento de reduzir os juros. O conflito no Golfo, com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, introduziu um choque de energia de magnitude ainda incerta, mas já suficiente para alterar o quadro inflacionário global. Powell permanece no comando do Fed até que a ação judicial imposta a ele se resolva, e um senador já sinalizou que não aprovará o nome do próximo presidente — Kevin Warsh — enquanto o caso não for encerrado. Essas duas evidências indicam que a transição não ocorrerá no prazo inicialmente previsto. O Comitê de Política Monetária, portanto, continuará sob a liderança atual por mais tempo do que o mercado imaginava há poucas semanas. Ontem, o Bureau of Economic Anal...

O Irã vai instalar SemParar em Hormuz #OURO #GOLD #EURUSD

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  Como investidor, você precisa entender assuntos que jamais imaginou serem relevantes para suas decisões. Posicionar-se hoje exige uma opinião fundamentada sobre conflitos geopolíticos, suas consequências sobre a energia global e, em especial, sobre o destino do preço do petróleo. É exatamente esse o tema que me ocupa agora. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã — que durou 38 dias — encerrou-se com um cessar-fogo de duas semanas negociado na semana passada. Trump anunciou "vitória total", mas aliados próximos e membros do próprio governo americano reconhecem que a expressão exagera o que é, na prática, uma trégua frágil. O regime iraniano sobreviveu. E saiu do conflito com dois ganhos estratégicos concretos: o controle sobre o estreito de Ormuz e um novo poder de dissuasão contra ataques de larga escala por parte de seus adversários históricos. O estreito de Ormuz é a artéria mais importante do comércio energético mundial. Por ali passa cerca de 20% de todo o petró...

Alta por osmose #IBOVESPA

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  Antes de qualquer análise, vale explicar o título. Uso a metáfora para descrever um movimento passivo, sem mérito intrínseco, conduzido por uma força externa: a pressão dos vendidos que precisam cobrir posições. O mercado não sobe por convicção profunda ou melhora estrutural. Ele sobe por osmose. Todos sabemos que se instalou um cessar-fogo de duas semanas entre Irã, Estados Unidos e Israel, com a reabertura do Estreito de Ormuz. As condições, porém, estão longe de serem favoráveis. A contraproposta iraniana revela um acordo que prioriza ganhos imediatos para Teerã, mas deixa o horizonte carregado de incertezas.   Os Estados Unidos não tinham margem para prolongar o impasse. Trump precisava de uma vitória concreta antes das eleições de meio de mandato e, pela legislação americana, após 60 ou 90 dias de conflito seria obrigado a buscar autorização formal do Congresso. O prazo imposto forçou a aceleração. O otimismo que vemos agora não nasce de uma solução definitiva. ...

O futuro dos sem Carteirinhas #S&P 500

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  A expectativa global hoje se concentra no prazo final dado pelo presidente Trump ao Irã para aceitar um acordo. A bola está com Teerã e, observando de fora, o regime demonstra pouca disposição para avançar. Caso o limite não seja cumprido, as declarações mais duras de Trump, inclusive a ameaça de “destruir o país em 24 horas”, sinalizam que a paciência americana se esgotou. As próximas doze horas são críticas. O poderio militar dos Estados Unidos é avassalador, mas o Irã detém reservas significativas de urânio e, possivelmente, capacidade nuclear. Qualquer erro de cálculo pode levar ambos os lados a decisões perigosas e não racionais. Enquanto o Oriente Médio vive essa tensão, outro movimento silencioso e profundo avança: a adoção da inteligência artificial pelas empresas. O relatório da Goldman Sachs de março de 2026 revela que a taxa de adoção geral permanece praticamente estável em 18,9% nos últimos três meses. À primeira vista, o número pode parecer decepcionante, mas o det...

O pragmatismo do dinheiro #USDBRL

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  Eu sempre digo que o dinheiro não leva desaforo. Essa regra simples guia o bom investidor e separa quem navega pelo mercado com consistência de quem se deixa levar por modismos passageiros. O mercado, de tempos em tempos, se afasta dessa premissa e adota narrativas que ganham popularidade, mesmo quando os fatos apontam na direção oposta. Mais recentemente, a tese dominante era clara: as ações de tecnologia americanas estavam caras demais. O movimento prudente seria realocar para empresas de valor e direcionar recursos para o exterior, com ênfase na Ásia. Como consequência direta dessa convicção, a bolsa americana registrou retorno inferior aos segmentos de valor e aos mercados asiáticos ao longo de 2025 e no início de 2026. A ideia ganhou o rótulo de “Venda da América”. Com a eclosão da guerra, houve um recuo parcial dessa narrativa, mas nada que sinalizasse uma reversão de tendência estrutural. Como subproduto, o dólar perdeu terreno frente a outras moedas e diversos analist...

O indicador da modernidade: P/N #OURO # GOLD #EURUSD

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  O leitor deve estar se perguntando que raio é esse de P/N. Vou explicar. Segundo Viktor Shvets, chefe de estratégia global da Macquarie Capital, os investidores se afastaram do modelo tradicional de avaliação de empresas e migraram, ainda que sem admitir, para um novo modelo baseado em narrativa — onde o lucro pode ser explosivo ou simplesmente não vir. Suas ideias ajudam a organizar um desconforto que já está no ar: nada ficou mais incerto do que investir nos dias atuais e, naturalmente, muitos ainda carregam os modelos antigos, que simplesmente deixaram de funcionar. Enquanto esse processo não se equilibrar, veremos distorções que, à primeira vista, parecem inexplicáveis. Explosão dos investimentos em IA e infraestrutura — o novo padrão de alocação de capital O gasto bilionário em data centers pelas maiores empresas do mundo tem deixado analistas perplexos — mas será que isso não é justamente o novo “normal”? O Mosca vem alertando para essas mudanças há algum tempo, mas o...