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Resiliente = China #OURO #GOLD #EURUSD

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  Antes de entrar no assunto central de hoje, um parêntese sobre a bolsa americana. Nesta semana tenho adotado postura técnica cautelosa, aguardando a superação de níveis-chave para confirmar a tendência de alta. Não estou sozinho nessa cautela — a maioria dos investidores se mostra perplexa diante da recuperação em curso, sem que o conflito geopolítico tenha se resolvido. Para dimensionar o que está acontecendo: a alta dos últimos dez dias está no percentil 99,7 de todas as variações equivalentes registradas desde 1950. Nos episódios históricos comparáveis, o retorno médio nos doze meses seguintes foi de 19%, com 17 ocorrências positivas e apenas 3 negativas. Tudo indica que estamos rumando a novas máximas. Devo sugerir compra da bolsa americana assim que surgir uma oportunidade de correção adequada. Se alguém precisa de um exemplo concreto de resiliência — a palavra que domina o vocabulário econômico desta temporada —, sugiro que olhe para a China. Nos últimos anos, já perdi ...

O feitiço vira contra o feiticeiro #IBOVESPA

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  Nos últimos dias, o sistema financeiro mundial passou por um susto de proporções incomuns. Não foi um colapso de bolsas, nem uma crise de liquidez — foi a revelação de um modelo de inteligência artificial capaz de identificar, de forma autônoma, milhares de falhas de segurança em softwares amplamente utilizados, incluindo sistemas bancários. O modelo se chama Mythos, desenvolvido pela Anthropic, e sua existência foi considerada tão perigosa que a própria empresa se recusou a lançá-lo ao público. A Anthropic — para quem ainda não a conhece — é uma das empresas mais relevantes do atual ecossistema de inteligência artificial. Seu produto mais conhecido, o Claude, vem ganhando adeptos de forma acelerada, disputando palmo a palmo o espaço que o ChatGPT ocupou quase que sozinho por anos. Tenho acompanhado essa evolução de perto e, recentemente, passei a utilizar o Claude como ferramenta principal de trabalho, em substituição ao produto da OpenAI. O crescimento é visível nos dados: o ...

A guerra acabou? #S&P 500

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  Nos últimos dias, o noticiário tem sido dominado por dois temas que se retroalimentam: as negociações — ou a falta delas — no Golfo Pérsico, e o debate sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz. Viramos, da noite para o dia, especialistas em geopolítica do Oriente Médio e, de quebra, em logística marítima internacional, avaliando com toda a convicção do achismo se o fluxo de petróleo vai ou não se normalizar. O problema é que, enquanto a mídia e os comentaristas de plantão se perdem nessa espiral de incertezas, os mercados financeiros estão mandando uma mensagem bem diferente — e muito mais objetiva. O mercado já deu o seu veredicto: a guerra, na prática, acabou. O índice S&P 500 recuperou integralmente as perdas acumuladas desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Isso num cenário em que o bloqueio do Estreito de Ormuz segue vigente, as negociações entre americanos e iranianos permanecem travadas, e os preços do petróleo ainda operam em patamares elevados. Mesmo assim,...

Direto na jugular #USDBRL

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  A rodada de negociações realizada neste fim de semana em Islamabad terminou sem acordo. Vinte e um horas de conversas; o encontro de maior nível entre Washington e Teerã em quase cinco décadas; e o único ponto que não avançou foi justamente o que mais importa: o programa nuclear iraniano. Tudo o mais, ao que tudo indica, estava praticamente encaminhado. Mecanismos de monitoramento, canais de comunicação, cronogramas escalonados de retirada. A arquitetura de um acordo existia. Faltou a pedra angular. Segundo análise do observador Shanaka Anslem Pereira, os Estados Unidos entregaram uma proposta de 15 pontos ao Irã via o chefe do Exército paquistanês, no final de março. Os iranianos responderam com uma contraproposta de 10 pontos, divulgada pela mídia estatal no dia 8 de abril. Cada exigência central de um lado era o espelho invertido da exigência do outro. Os americanos querem o fim total do enriquecimento de urânio em solo iraniano; os iranianos exigem o reconhecimento do enriq...

O que fazer com os juros #nasdaq100 #NVDA

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  Nas últimas semanas, imagino que o presidente Trump nem esteja pensando nos juros. Sua ideia fixa de que eles só podem cair persiste, mas espero que um pouco de bom senso prevaleça. Depois da guerra em que se envolveu — e que fez os derivados de petróleo subirem de forma significativa —, não parece ser o momento de reduzir os juros. O conflito no Golfo, com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, introduziu um choque de energia de magnitude ainda incerta, mas já suficiente para alterar o quadro inflacionário global. Powell permanece no comando do Fed até que a ação judicial imposta a ele se resolva, e um senador já sinalizou que não aprovará o nome do próximo presidente — Kevin Warsh — enquanto o caso não for encerrado. Essas duas evidências indicam que a transição não ocorrerá no prazo inicialmente previsto. O Comitê de Política Monetária, portanto, continuará sob a liderança atual por mais tempo do que o mercado imaginava há poucas semanas. Ontem, o Bureau of Economic Anal...