Irã: sob nova direção #USDBRL
Numa ação coordenada entre Estados Unidos e Israel, a cúpula central do Irã foi eliminada com uma rapidez que ainda vai render livros — e, provavelmente, justificativas. O fato relevante não é a força empregada, mas o método escolhido: nada de ocupação, nada de tropas terrestres em grande escala, nada de promessas de “reconstrução” que acabam virando um orçamento sem fim. A estratégia é outra: decapitar o comando, pressionar a sucessão e manter o país funcionando o suficiente para que a engrenagem — inclusive a do petróleo — continue girando. Esse modelo tem uma lógica fria, quase empresarial. Você não quebra a companhia; troca a diretoria e exige que o novo comando assine um contrato diferente. É por isso que a discussão sobre “mudança de regime” é, na prática, menos importante do que a discussão sobre “alteração de regime”. O que se busca é comportamento: abandonar ambições nucleares, reduzir a projeção de poder via organizações armadas e aceitar que, daqui para frente, a mar...