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Mostrando postagens de 2025

O Charlatão #Bitcoin #Microstrategy #nasdaq100 # NVDA

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  A diferença entre inveja e admiração, como definiu minha saudosa analista, é que o primeiro tenta minar as qualidades do invejado buscando trazê-lo para seu nível, e o segundo busca se aprimorar para chegar nele. Acho essa definição perfeita. Se você olha para um profissional e quer que ele se estoure, provavelmente está sentindo inveja; ao contrário, se o admira e quer “copiar” seu sucesso, é o caso oposto. Todos os leitores sabem minha opinião sobre Michael Saylor, o CEO da MicroStrategy – que mudou o nome de sua empresa para Strategy, afinal, ele acha que de micro não tem nada. Como eu não o admiro, será que tenho inveja dele? Pela minha definição, parece que sim, mas na verdade fico perplexo como ele pode enganar tanta gente inteligente. Comentei diversas vezes aqui o esquema usado e posso resumir dizendo que sua estratégia é alavancar ao máximo a compra de bitcoins. Acredito que, na sua crença, como o bitcoin vai valer sei lá um milhão de dólares, ficará bilionário junto c...

O mercado sempre quer mais #EURUSD a #GOLD #OURO

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  O mercado é, por essência, insaciável. É da sua natureza pedir mais, sempre mais, como uma criança que, ao experimentar o gosto do poder, não conhece limites. A sucessão de eventos recentes envolvendo a Nvidia ilustra perfeitamente essa dinâmica. Uma empresa que, há apenas alguns anos, era uma fabricante de placas de vídeo para gamers agora se tornou a locomotiva de toda uma narrativa de transformação tecnológica. E, mesmo assim, quando entrega lucros históricos e resultados acima do esperado, o mercado responde com frieza. Essa postura não é nova para mim. Em 1994, no auge da hiperinflação brasileira, atuei no lançamento do primeiro fundo de ações pós-Plano Real com um grupo de colegas de mercado, na Linear Investimentos. Os juros estavam ainda acima de 40% ao mês, e qualquer um que ousasse aplicar em ações era visto como um temerário. O fundo subiu mais de 30% em seu primeiro mês. Mas no segundo mês, quando caiu 2%, parte dos cotistas resgatou tudo, decepcionados. Era como se...

Recordando: "Você está demitido" #IBOVESPA

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  Donald Trump parece não ter abandonado o personagem que criou em seu programa de televisão. No reality show “O Aprendiz”, ele se projetava como um chefe implacável, que avaliava candidatos em tarefas de gestão e marketing, sempre com a autoridade final sobre quem ficava ou saía. O momento mais esperado era a sala de reuniões, quando ele, sem titubear, encerrava o episódio com seu bordão: “You’re fired!”. A frase virou marca de sua personalidade pública — dura, direta e, acima de tudo, autoritária. Agora, a diferença é que esse estilo teatral e punitivo foi transportado para o coração da política econômica mundial. Trump resolveu brincar de O Aprendiz no comando do Federal Reserve, mirando a governadora Lisa Cook como seu novo “alvo” de demissão. O motivo oficial? Alegações frágeis de fraude em hipotecas antigas, anteriores ao cargo. O verdadeiro objetivo? Trocar uma voz mais cautelosa dentro do comitê por alguém disposto a votar a favor de cortes imediatos de juros. O problem...

Em busca do Clone #S&P500

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  Sempre que uma ação provoca um estrondo, com suas cotações subindo de forma astronômica, deixa alguns investidores que ficaram fora da festa em busca de novas estrelas. A Nvidia representa o caso mais recente desse fenômeno. Parece que a China se tornou o local onde essa busca está em curso, como comenta o artigo da Bloomberg sobre a alta acentuada das ações chinesas impulsionada pela inteligência artificial, que não se assemelha à subida insustentável de 2015. Depois do ocorrido, estava evidente que só poderia subir dessa forma, mas retrospectivamente é fácil opinar sem risco – isso ocorre muito raramente, e ninguém pode ter ideia qual será a nova Nvidia, se é que vai existir. Vai, vai, mas pode demorar muito tempo. Por que os investidores escolheram a China na busca por uma nova estrela? Como destaca o relatório da Gavekal Research, intitulado "A Negociação Anti-Involução", quem está preocupado com o mercado imobiliário, que continua em queda, deveria observar o mercado...

Mandato Único #USDBRL #IBOVESPA

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  O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou com clareza no último evento em Jackson Hole que as taxas de juros devem cair em setembro, um movimento que parece mais uma resposta às pressões de Trump do que uma decisão técnica. Com seu mandato expirando em maio de 2026, e a possibilidade de renovação por mais dois anos parecendo remota, Powell talvez veja nisso uma chance de deixar um legado antes de sair. As tensões são palpáveis: Trump intensificou sua campanha contra o Fed, ameaçando demitir a governadora Lisa Cook com alegações de fraude hipotecária, enquanto pressiona por reduções que atendam sua agenda de aceleração na economia. Como vivi anos lidando com políticas monetárias em meu tempo no mercado financeiro, sei o quanto essas interferências políticas podem distorcer decisões que deveriam ser baseadas em dados. O mandato duplo do Fed — emprego e inflação — está em xeque. Dados de emprego vieram mais fracos, com a taxa de contratações caindo para 3,3% em junho, bem abai...

Bons tempos do telefone #nasdaq100 #NVDA

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  “Alô, é da tesouraria? Aqui é o David do BFB. Abre o spread para 100 bi”. Essa pergunta, nos idos dos anos 80, dava início a muitas conversas que se transformavam em negócios – e negócios se transformavam em dinheiro. Era uma época de voz, de intuição, de presença. Uma época em que os terminais Bloomberg não dominavam as salas de negociação, tampouco a inteligência artificial conduzia decisões que antes dependiam de faro, timing e vivência. Nos bons tempos do telefone, construir uma curva de juros era um exercício artesanal. Partíamos das taxas dos depósitos interfinanceiros, adicionávamos prêmios conforme a percepção de risco, consultávamos colegas, cruzávamos com expectativas de inflação e, por fim, tentávamos traçar uma lógica coerente. Dava trabalho. Era imperfeito. Mas funcionava. Mais importante: criava uma responsabilidade intelectual que hoje parece em extinção. Não estou aqui para pregar nostalgia analógica nem me colocar como um ludita do mercado. O avanço tecnológ...

Agora é para valer #OURO #GOLD

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  A inteligência artificial não é mais uma promessa ou especulação sobre o futuro. Saiu dos relatórios de consultorias, das falas entusiasmadas de executivos de tecnologia e das apresentações institucionais recheadas de chavões. Está nas ruas, nas empresas, nas casas, nos celulares, e—principalmente—no cotidiano das pessoas. A curva de adoção, que antes era monitorada com cautela, agora ganhou o contorno de um processo irreversível. O uso da IA generativa não apenas se consolidou, como começa a desenhar uma nova arquitetura do trabalho, da produtividade e, inevitavelmente, do mercado. O gráfico abaixo mostra com clareza o que os números já indicavam: o acesso ao ChatGPT, mesmo com as quedas sazonais como nas férias escolares dos EUA, retornou com força total, sugerindo que seu uso está sendo institucionalizado, especialmente dentro de rotinas profissionais. Esse dado evidencia um fenômeno de incorporação tecnológica que vai além da curiosidade pontual. O ChatGPT e seus pares de...