Será o fim da Microsoft? #nasdaq100 #NVDA
No passado eu
usava o Lotus 1-2-3 para fazer minhas planilhas de cálculo e era feliz. Ele me
atendia em tudo o que eu precisava. Através dele desenvolvi um programa que
hoje seria ridículo para calcular a arbitragem no mercado de ouro. Funcionou
tão bem que, quando um amigo pediu uma cópia, mandei um disquete com o arquivo
batizado de “Acertar na Mosca”. Entenderam a razão do nome do blog?
Olhem o gráfico abaixo, extraído do artigo do WSJ que todo mundo está comentando. Ele mostra o que ninguém quer admitir em voz alta: os múltiplos de valuation do setor de software despencaram para níveis historicamente baixos.
E então veio uma recuperação rápida. O índice S&P 500 de software registrou sua melhor semana desde maio. Fundos de hedge inverteram posições bearish que haviam atingido o pico de 17 anos. O volume de opções explodiu na direção comprada. O sentimento passou de oversold para bullish em questão de dias. Mas será que isso é uma virada real ou apenas um suspiro de alívio antes da próxima queda brutal?
O relatório “Top of Mind” da Goldman Sachs, que analisa exatamente se a IA vai “comer” o software, deixa o quadro bem mais incerto e perigoso do que parece. Especialistas divergem ferozmente: alguns acham que as empresas legadas vão se adaptar como “fast followers” e usar seus vantagens de dados e experiência de domínio para sobreviver. Outros avisam, sem rodeios, que essas vantagens podem não ser eternos — a IA vai erodi-los com o tempo, sem piedade. O consenso? Ninguém sabe ao certo. O setor precisa reconstruir tudo do zero em muitos casos, ou corre o risco real de virar apenas “sistema de registro” antigo enquanto as nativas de IA ficam com o futuro inteiro.
Na minha opinião, o Mosca diria que a história se repete, mas nunca do mesmo jeito — e nunca tão rápido. Eu resisti ao Excel como resisti a muitas mudanças. A inércia é humana. Hoje, porém, a velocidade é brutal e implacável. A Microsoft pode estar na frente da onda de IA com Copilot e computação em nuvem, mas o mercado está testando, sem dó, se ela — e o setor inteiro — consegue realmente surfar ou se vai ser engolida pela própria onda que ajudou a criar.
Não é exagero dizer que o software está vivendo seu momento mais perigoso em décadas. O pior da venda pode ter passado, mas a incerteza continua enorme e sufocante. Os números precisam contradizer o medo, e até agora eles ainda não convenceram todo mundo. O setor vai crescer? Vai se reinventar de verdade? Ou vai encolher enquanto a IA come fatias cada vez maiores, sem pedir licença?
A única certeza é que o jogo mudou para sempre. E quem apostar errado agora pode pagar um preço altíssimo. O fim da Microsoft? Talvez não hoje. Mas o fim do modelo que conhecemos, com suas receitas recorrentes gordas e vantagens que pareciam eternos? Esse risco está bem real — e está sendo precificado em tempo real, bem na nossa frente.
Análise Técnica
No post *Chutando tudo para o ar* fiz os seguintes comentários sobre a Nasdaq 100: “Nessa nova leitura, estaríamos diante de uma correção mais ampla de toda a onda em laranja, com alvo entre 18.500 (-22%) e 16.700 (-32%), configurando um cenário típico de mercado de baixa.
Antes de qualquer conclusão precipitada, há um ponto que não pode ser ignorado: falta impulso na queda”.
Ficou assustado? As quedas esperadas não serão nada agradáveis. Respondendo sua pergunta, até o momento não tenho indicações nesse sentido e minha afirmação está calcada no que comentei acima: “falta impulso na queda”. Por enquanto, mantenho a visão de alta num prazo mais longo.
"Aplicando o mesmo raciocínio utilizado para a Nasdaq 100, a Nvidia poderia buscar níveis próximos a US$ 150 (-13%) ou, em um cenário mais extremo, US$ 135 (-22%). Mas, novamente, essa leitura depende de um elemento que ainda não apareceu: intensidade no movimento de queda”.
As mídias sociais são grande parte da razão. Hoje em dia é muito mais simples manter uma conversa pelo WhatsApp: você pode pensar na resposta e, às vezes, nem responder, o que não aconteceria de forma presencial. Já o Instagram, onde a grande maioria das postagens mostra momentos espetaculares, pode deixar quem observa triste, deprimido por não poder estar nesses locais. Mas a revanche acontece quando é sua vez de postar fotos de uma viagem e, lógico, escolhe as mais “cools”. Minha mãe já dizia: “o que os olhos não veem o coração não sente”. É uma grande frase. Tudo isso está isolando mais as pessoas e não espanta o gráfico acima.
Fique ligado”
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