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All in em equities #SP500

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Mesmo quem não conhece os detalhes do pôquer já ouviu falar do “all in” — a jogada de quem acredita ter a melhor mão da mesa e aposta todas as fichas de uma vez. Talvez seja a hora de fazer o mesmo com a carteira: alocar 100% em ações. A partição mais usada entre ações e renda fixa é o 60/40 — 60% em ações, 40% em renda fixa. O modelo se mostrou eficiente ao longo do tempo, mas nem sempre, como vou mostrar adiante. A lógica sempre foi a correlação negativa entre os dois ativos: quando a bolsa caía forte, o dinheiro corria para o título público, o preço subia, e essa correlação negativa amortecia a queda da carteira inteira. Nunca foi sobre retorno — renda fixa raramente rendeu mais que bolsa — e sim sobre proteção. Acontece que ultimamente essa correlação não só deixou de ser negativa como virou positiva: os dois ativos andam juntos, não existe mais proteção nenhuma. O que explica isso não é o nível da inflação, como seria tentador supor — ela caiu a década de 1990 inteira e a correlaç...

Bateram a carteira #Bitcoin #USDBRL

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Bater carteira é expressão antiga, de quando dinheiro se levava mesmo — em espécie, dentro de uma carteira física, vulnerável a qualquer batedor de bolso mais ágil. Hoje meus filhos não carregam um tostão em moedas; o PIX virou a carteira, e o único “dinheiro do ladrão” que resta é uma reserva mental, não mais física. Eu insisto nisso com eles porque o risco não desapareceu — só mudou de forma. Vale uma ressalva antes de entrar no caso: bitcoin não fica guardado fisicamente em lugar nenhum — nem no pen drive, nem no cofre, nem no aparelho da Coldcard. Ele existe só na internet, porque é o único lugar onde pode existir. O que você guarda fisicamente é a senha, não a moeda. Isso muda a forma de olhar essa história inteira: o problema nunca foi proteger um objeto, foi proteger uma senha — e senha previsível não vira segura só porque está guardada num aparelho bonito, isolado da rede. E era exatamente essa a promessa do bitcoin: uma chave de entrada tão longa que nenhum computador do mundo...

A história se repete #MicroStrategy #MSTR #Nasdaq100 #NVDA

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Ontem a mídia especializada repercutiu mais um episódio de socorro financeiro no mundo da inteligência artificial. O protagonista foi o Situational Awareness, um fundo até então desconhecido da maioria, mas alavancado até as tampas. Seu gestor, Leopold Aschenbrenner, tem pouco mais de vinte anos e foi o primeiro colocado de sua turma na Columbia aos dezenove anos. Ele passou pelo time de segurança da OpenAI antes de fundar o fundo que leva o nome do ensaio que o projetou ao estrelato do mercado de inteligência artificial. O detalhe que mais me chama atenção: antes de abrir o fundo há cerca de dois anos, ele não tinha nenhuma experiência prévia em investimentos. O resultado dessa inexperiência combinada com alavancagem agressiva já é conhecido. O patrimônio do fundo saltou para US$ 45 bilhões no início de julho, embalado por retornos de tirar o fôlego. Bastaram poucas semanas de reversão para que esse mesmo patrimônio despencasse para algo em torno de US$ 10 bilhões. Parte dessa revirav...

Don't fight the Fed #OURO #GOLD #EURUSD

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Ontem o mercado se comportou como um adolescente contrariado diante da mesada negada. O Federal Reserve manteve os juros no intervalo de 3,50% a 3,75%, decisão que já estava precificada e não deveria surpreender ninguém. O detalhe que chamou atenção foi a votação: três membros do comitê, Kashkari, Hammack e Logan, dissentiram a favor de uma alta, o maior número de divergências simultâneas em muitos anos. Isso sozinho já é sintoma de um Fed rachado internamente, algo raro nas últimas três décadas. O mercado reagiu torcendo a curva de juros: as taxas longas subiram enquanto as curtas recuaram, movimento técnico conhecido como "bear steepening". Traduzindo para o bolso, é como se o mercado dissesse ao Fed: você não sobe agora, mas vai se arrepender depois. O rendimento do título de 30 anos bateu a maior marca em quase duas décadas, acima de 5,20%, e a probabilidade embutida de uma alta em setembro recuou de 70% para 63% logo após a entrevista coletiva. Até aqui, nada que um inve...

O eclipse das Sete Magníficas #IBOVESPA

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As menções às Sete Magníficas praticamente sumiram das manchetes, e isso não deveria surpreender ninguém que acompanha o mercado há tempo suficiente. A cada nova tecnologia surge um grupo de empresas que passa a polarizar as atenções por um período, até que a moda se esgota e uma nova protagonista toma seu lugar. Mais recentemente foi a vez das fabricantes de chips, redescobertas do dia para a noite quando a demanda por data centers explodiu muito além do que qualquer um esperava. O lucro disparou, e o mercado, como sempre faz, apressou-se a projetar esse crescimento para o futuro indefinidamente. Mas surgiu um probleminha que sempre aparece nessas histórias: de onde vem o dinheiro para sustentar investimentos dessa magnitude? Primeiro, as empresas recorreram ao caixa, e não eram caixas pequenos. Não foi suficiente. Partiram então para os empréstimos, e aí a bola de neve começou a crescer. Cada uma montou um programa de investimento tão ambicioso quanto o da concorrente, um verdadeiro ...

Encilhado #SP500

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Amanhã o Fed anuncia o que vai fazer com a taxa de juros, e raramente vi um mercado tão dividido às vésperas de uma decisão dessas. Nos últimos anos, quase sempre dava para antecipar o resultado com boa margem de segurança, mesmo antes do comunicado oficial. Desta vez não. A maioria não acredita que a autoridade monetária vá mexer nos juros agora. Mas isso não impede que o próprio mercado já trabalhe com elevações à frente. Os futuros de juros embutem hoje algo perto de 40% de probabilidade de uma alta de 0,25 ponto já nesta quarta-feira, e projetam praticamente duas altas completas até o fim do ano. É um grau de incerteza incomum para um Comitê que, até pouco tempo atrás, adorava sinalizar cada passo com antecedência. futuros de juros do Fed — probabilidade precificada de alta na reunião desta semana e acumulada até o fim do ano De um lado está a Citadel Securities, para quem Kevin Warsh vai surpreender o mercado com uma alta. A leitura da casa é que um aperto nesta semana reforçaria ...

O foguete que virou lucro #USDBRL

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Confesso que dei uma olhada rápida, sem muito cuidado, no balanço que a Alphabet divulgou nesta semana. Foi um post no Twitter que resumiu as contas principais, e ali havia um número que me chamou a atenção: um ganho que superava, e muito, o lucro operacional da empresa. Fiquei curioso e fui atrás da origem daquele valor. Descobri que a Alphabet mantém uma participação na SpaceX, que abriu seu capital recentemente. Pela regra contábil americana, esse tipo de investimento precisa ser marcado a mercado quando a empresa investida se torna pública. A valorização vira lucro contábil, mesmo sem qualquer venda efetiva das ações. Fui aos números completos e entendi a dimensão do episódio. A Alphabet fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de 112,1 bilhões de dólares, alta de 298% sobre igual período do ano passado. O lucro por ação saltou para 9,11 dólares, mais que o triplo da estimativa de consenso, que girava perto de 2,87 dólares. A origem de boa parte desse resultado está num...