Musk no ninho de cobras #IBOVESPA
Na área política, Musk se envolveu em uma confusão com o
Ministro Alexandre Moraes aqui no Brasil, sendo obrigado a ceder para não
comprometer o futuro do X. Ele pagou uma multa de alguns milhões de reais,
valor diminuto para ele. No entanto, sua grande cartada foi o envolvimento na
campanha de Donald Trump, cujos valores investidos ultrapassam qualquer quantia
razoável. Max Chafkin e outros publicaram na Bloomberg sobre esse envolvimento,
do qual faço um resumo.
1. Valorização dos Negócios de Musk
Apoiar Trump trouxe benefícios financeiros imediatos para
Musk, com as ações da Tesla subindo 25% nos dias que seguiram a eleição, devido
à expectativa de vantagens comerciais. Essa valorização foi alimentada pela
possibilidade de Musk obter contratos governamentais lucrativos, especialmente
na área espacial com a SpaceX, e pela expectativa de flexibilizações
regulatórias que favoreçam seus projetos, como o desenvolvimento do robotaxi da
Tesla.
Relatórios indicam que Musk doou aproximadamente US$ 119
milhões até outubro de 2024 para a campanha de reeleição de Trump, com
contribuições adicionais elevando o total para cerca de US$ 132 milhões.
Em resumo, Musk investiu cerca de US$ 132 milhões na
campanha de Trump e, em troca, viu um aumento substancial em sua riqueza
pessoal, estimado em US$ 50 bilhões, devido à valorização das ações da Tesla
após a eleição.
2. Posicionamento como Influenciador Político
A entrada de Musk na política com o America PAC permitiu que
ele expandisse sua influência além da tecnologia, assumindo um papel de
destaque na estratégia eleitoral de Trump. Esse apoio pode consolidá-lo como um
grande influenciador na política dos EUA, o que poderia abrir portas para novas
parcerias governamentais, especialmente em setores de infraestrutura e
tecnologia avançada, onde ele já possui interesse.
3. Riscos de Rejeição Popular
Apesar dos ganhos imediatos, Musk pode enfrentar rejeição de
clientes e parceiros corporativos que não se alinham politicamente com Trump. A
clientela da Tesla, por exemplo, tende a ter preocupações ambientais e sociais,
o que pode gerar tensões se Musk continuar a apoiar políticas que desagradem a
esses consumidores. Existe um risco real de boicotes ou perda de clientes que
desaprovem a aliança com Trump.
4. Potencial Instabilidade na Aliança
5. Possível Consolidação como Oligarca
O apoio a Trump também destaca Musk como uma figura próxima
de um "oligarca" americano, combinando influência financeira e
política para moldar políticas nacionais. Se continuar nessa trajetória, Musk
pode consolidar uma posição de poder político-influenciador, embora com riscos
de longo prazo para sua imagem e para a estabilidade de suas empresas, dado o
cenário polarizado e imprevisível da política americana.
O presidente eleito Donald Trump escolheu o CEO da Tesla,
Elon Musk, e o fundador de uma empresa de biotecnologia, Vivek Ramaswamy,
ex-candidato republicano à presidência, para liderar um esforço para cortar
gastos, eliminar regulamentações e reestruturar agências federais. Andrew
Restuccia comenta no Wall Street Journal qual o objetivo dessa parceria.
Trump declarou que Ramaswamy e Musk serão os responsáveis
pelo que o presidente chamou de Departamento de Eficiência Governamental, ou
DOGE. Segundo Trump, o objetivo do grupo é tornar a burocracia do governo mais
enxuta e eficiente.
O DOGE funcionará fora do governo federal e colaborará com o
Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca para implementar suas
recomendações. Musk não deverá se tornar um funcionário oficial do governo, o
que significa que provavelmente não precisará se desfazer de seu império
empresarial.
Trump deu a Musk e Ramaswamy um prazo até 4 de julho de 2026
— em meio às comemorações dos 250 anos da Declaração da Independência dos EUA e
alguns meses antes das eleições de meio de mandato — para concluir o trabalho.
"Um governo menor, com mais eficiência e menos burocracia, será o presente
perfeito para os Estados Unidos no aniversário de 250 anos da Declaração de
Independência", disse Trump. "Estou confiante de que eles terão
sucesso!"
O bilionário Musk se tornou um dos assessores mais próximos
do presidente eleito, participando de reuniões de transição, oferecendo
conselhos sobre escolhas de pessoal e passando tempo diretamente com Trump em
seu clube Mar-a-Lago.
No entanto, encerrar uma agência federal é mais fácil de
dizer do que de fazer, segundo funcionários veteranos de ambos os partidos.
Isso exigiria uma ação do Congresso e poderia ser difícil de realizar, mesmo
que os republicanos mantenham o controle da Câmara. No próximo ano, o Partido
Republicano terá maioria no Senado.
Musk novamente se coloca como “pode tudo”. Não bastasse suas
incursões em empresas privadas, agora ele acha que também pode atuar no setor
público como um super assessor, pois não terá uma função executiva. Quanto ao
seu companheiro Vivek Ramaswamy, que também possui experiência no setor
privado, lançou-se como candidato à indicação pelo Partido Republicano à
presidência dos EUA em 2024. Saiu rapidamente da disputa com votação ínfima,
retirando-se e declarando apoio a Trump.
Eu não conheço o funcionalismo público americano, mas não
deve ser muito diferente do brasileiro. Normalmente, eles são classistas que
visam a estabilidade perene em seus empregos, além de forte resistência a
mudanças. Mesmo que Trump tenha conseguido maioria no Senado e provavelmente na
Câmara, encontrará forte resistência dos parlamentares para cortar empregos,
pois muitos possuem vínculos com o funcionalismo.
O prazo dado para essa tarefa é exíguo: com um ano e meio,
não se consegue fazer muita coisa nessa área. Sou capaz de apostar que essa
empreitada terá conquistas mínimas e, no final, vai machucar novamente a imagem
de Musk. Além do mais, parece haver um enorme conflito de interesses entre sua
pomposa doação e a função oferecida no governo, mesmo que indiretamente. Não
haverá questionamentos? Musk vai vivenciar o que é estar em um ninho de cobras.
No post powell-you-have-problem fiz os seguintes
comentários sobre o IBOVESPA: “Como comentei acima, existem alguns níveis a
serem observados e o primeiro deles, a 127,7 mil, deve ser testado
proximamente. Se não resistir, terei que usar outro cenário”.
Como comentado acima, a bolsa testou o nível de 127,7 mil, atingindo na mínima 127,3 mil e, desde segunda-feira, está “sentada” nesse patamar esperando alguma coisa – será indicações do Mosca? Hahaha... Mas não vai ficar aí; daqui a pouco decide se começa uma recuperação ou vai para novas quedas, o que parece mais provável. Antes que meu amigo pergunte, o gráfico a seguir com janela semanal destaca o intervalo dessa possível queda entre 121,4 mil / 117,7 mil. Mas antes de sair vendendo, espere a definição de curto prazo.
Notem que essa queda, mesmo nesse cenário, seria o final da onda 2 azul e, como tal, um novo movimento de alta se sucederia e que não deve ser perdido. Se não parar naqueles níveis, o outro cenário, bem mais negro, levaria a bolsa a níveis inferiores a 100 mil, mas vamos deixar essa hipótese de lado por enquanto.
O S&P500 fechou a 5.985, sem variação; o USDBRL a R$ 5,8061, com alta de 0,90%; o EURUSD a € 1,0562, com queda de 0,58%; e o ouro a U$ 2.572, com queda de 1,09%.
Fique ligado!
Ele depende do orçamento americano na Tesla e na SpaceX. Vai cortar da própria carne?
ResponderExcluirseguramente esse será excluído dos cortes. Conflito de interesses? 100%
ResponderExcluirAqui nos EUA a Bloomberg se posiciona claramente como Democrata,, atacando diariamente Trump e todos seus aliados, considero uma ótima publicação do setor econômico, mas todos seus jornalistas são democratas roxos e fazem o L por aqui.
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